sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mãe

Procurei ansiosamente

Um símbolo do amor de Deus no mundo,

Carinho permanente,

Amor que nada mais pedisse à vida,

A fim de estar contente,

Que o dom de ser amor sublimado e profundo.

Vi o Sol trabalhando sem cansaço

Doando-se sem pausa, alto e bendito,

O astro imenso, porém, pedia espaço,

De maneira a brilhar nas telas do Infinito.

Julguei achar na finte esse traço perfeito,

Fitando-lhe a corrente a servir sem parar,

Mas a fonte exigia a hospedagem do leito

A fim de prosseguir à procura do mar.

Fui à árvore amiga e anotei-lhe a lição:

Conquanto a se entregar tanto aos bons quanto aos brutos,

Precisava defesa e vínculos no chão

Ao fornecer, sem paga, a riqueza dos frutos.

Vi a abelha no favo a pedir mel às flores,

Nuvens para servir solicitando alturas,

Escolas sem função buscando professores

E o lar para ser lar exigindo estruturas.

Toda força do bem que ao bem se entregue

Em bondade constante e em contínua grandeza,

Assegura-se, vive, auxilia e prossegue,

Algo requisitando ao Mundo e à Natureza.

Em ti, unicamente, Mãe querida,

Encontro o amor que nasce e cresce, em suma,

No sacrifício puro, acalentado a vida,

Sem reclamar da Terra cousa alguma.

Eis porque sobre todo amor que existe

As Mães são guias, anjos, cirineus,

Cujo brilho por si nos proteja e persiste

Em ser somente amor, no excelso amor de Deus.

Estrela, Deus te guarde em teu fulgor celeste!...

Agradeço-te a luz, o carinho e o perdão...

Bendita seja Mãe, porque me deste

A presença de Deus no coração.



Maria Dolores

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública na noite de 25 de março de 1978, no Grupo da Prece, em Uberaba, Minas Gerais.



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