Amigos, muito se fala em concentração mental.
Círculos de fé concentram-se em apelos intempestivos ao Cristo.
Concentram-se companheiros de ideal com impecável silêncio exterior, sustentando inadequado alario interno.
No entanto, é forçoso indagar de nós mesmos que recursos estaremos reunindo.
Simplesmente palavras ou simplesmente súplicas?
Sabemos que o justo requerimento deve apoiar-se no direito justo.
Situando a cabeça entre as mãos, é imprescindível não esquecer que nos cabe centralizar em semelhante atitude os resultados de nossa vida cotidiana, os pequeninos prêmios adquiridos na regeneração de nós mesmos e as vibrações que estamos espalhando ao longo do nosso caminho.
É por isso que oferecemos, despretensiosamente, aos companheiros, alguns lembretes, que consideramos de importância na garantia de nossa concentração espiritual.
1º. Não olvide, fora do santuário de sua fé, o concurso respeitável que compete a você dentro dele.
2º. Preserve seus ouvidos contra as tubas de calúnia ou da maledicência, sabendo que você deve escutar para a construção do bem.
3º. Não empreste seu verbo a palavras indignas, a fim de que sugestões da Esfera Superior lhe encontrem a boca limpa.
4º. Não ceda seus olhos à fixação das faltas alheias, entendendo que você foi chamado a ver para auxiliar.
5º. Cumpra o seu dever cada dia, por mais desagradável ou constrangedor lhe pareça, reconhecendo que a educação não surge sem disciplina.
6º. Aprenda a encontrar tempo para conviver com os bons livros, melhorando os próprios conhecimentos.
7º. Não se entregue à cólera ou ao desânimo, à leviandade ou aos desejos infelizes, para que a sua alma não se converta numa nota desafinada no conjunto harmonioso da oração.
8º. Caminhe no clima do otimismo e da boa vontade para com todos.
9º. Não dependure sua imaginação no cinzento cabide da queixa e ne mentalize o mal de ninguém.
10º. Cultive o auxílio constante e desinteressado aos outros, porque, no esquecimento do próprio << eu >>, você poderá então concentrar as suas energias mentais na prece, de vez que, desse modo, o seu pensamento erguer-se-á, vitorioso, para servir em nome de Deus.
Do livro "Instruções Psicofônicas", Cap. 54; pelo Espírito de André Luiz, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
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