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sábado, 29 de abril de 2017

Sinal Verde

Sinal Verde

Todos sabemos da necessidade da paz íntima - da paz que nos patrocine a segurança.

Não desconhecemos que todos respiramos num oceano de ondas mentais, com o impositivo de ajustá-las em benefício próprio.

Vasto mar de vibrações permutadas.

Emitimos forças e recebemo-las.

O pensamento vige na base desse inevitável sistema de trocas.

Queiramos ou não, afetamos os outros e os outros nos afetam, pelo mecanismo das ideias criadas por nós mesmos.

Daí o imperativo da compreensão, simpatia, aprovação e apoio de que todos carecemos, para que a tranquilidade nos sustente o equilíbrio a fim de que possamos viver proveitosamente.

Instado por amigos, presentemente domiciliados na Terra, a escrever sobre o melhor processo de angariar vibrações favoráveis, de modo a que se lhes facilite a caminhada nas vias da reencarnação, André Luiz oferece este livro.

Fruto das observações de um companheiro desencarnado, hoje cultor da medicina do espírito, encontramos neste volume abençoada série de respostas e perguntas inarticuladas de quantos estagiam no internato da experiência física, indicando rumo certo na viagem do cotidiano. Livro comparável a precioso formulário de receitas preventivas na garantia da saúde interior. Ensaio de imunologia da alma. Vacinação espiritual contra a queda nos complexos da culpa, dos quais nunca se sabe com que espécie de angústia, desequilíbrio, doença ou depressão se vai sair.

Como atravessar as estradas do mundo, começando da própria casa, até as eminências das nossas relações uns com os outros, nas quais somos naturalmente induzidos às mais profundas observações para assumir atitudes certas? Como adquirir a paz necessária, a fim de vivermos servindo à utilidade e rendendo oo bem, no bem de todos?

André Luiz recordou, com muita propriedade, as leis do trânsito que asseguram a ordem e a tranquilidade nas rodovias do mundo, se devidamente respeitadas, e intitulou este livro com a expressiva legenda "SINAL VERDE".

E lendo-lhes as páginas edificantes ser-nos-á fácil anotar que em cada capítulo encontramos sinais de luz, descortinando-nos caminho claro, como a dizer-nos que se atacamos o princípio do bem ao próximo tanto quanto desejamos o bem para nós mesmos, podemos livremente seguir adiante, guiando o carro da nossa vida para os domínios da elevação e do progresso, em paz com os outros e com paz em nós próprios pela força inconspurcável da consciência tranquila.

Emmanuel

domingo, 29 de junho de 2014

50 Anos Depois - Clube do Livro - Julho e Agosto 2014



A leitura foi dividida em duas etapas, no mês de julho fizemos a primeira parte do livro e em agosto a segunda parte. Também no mês de agosto, completamos 4 anos de união do grupo, que segue firme e disciplinado na educação espírita.

Francisca, Adilson, Fernanda, Débora e Ana Cecília

quinta-feira, 27 de março de 2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Teus encargos


"...Sede vós perfeito como perfeito é o vosso Pai Celestial".  - Jesus (Mateus, 5:48).  

Cada qual de nós, conforme as leis que nos regem, se encontra hoje no lugar certo, com as criaturas adequadas e nas circunstâncias justas, necessárias ao trabalho que nos compete efetuar, na pauta de nosso próprio merecimento.  
Observa os encargos que te honorificam a existência como sendo, desse modo, atividades de alta significação em teu benefício, porquanto se erigem todos eles em tope de realização a que, por enquanto, te podes consagrar.  

Seja em casa ou na oficina, no grupos de serviço ou na tela social, és uma peça consciente na estrutura da vida, desfrutando a possibilidade de criar, agir, colaborar e fazer, na elevação da própria vida.  
 "sede perfeitos como é perfeito nosso Pai Celestial" - exortou-nos Jesus.  

Pensemos nisso, melhorando-nos sempre.  
Sem dúvida que outros conseguem substituir-te no trabalho a que te entrosas; no entanto, em se tratando de ti, é justo recorde que Deus nos fez, a todos, espíritos imortais com o dever de aprimorar-nos até que venhamos a identificar-nos inteiramente com o seu Infinito Amor, conservando embora, em todo tempo e em qualquer parte, a prerrogativa de seres inconfundíveis da Criação.  

Teus encargos - tuas possibilidades de acesso a planos superiores.  

Realmente nós - os espíritos em evolução nas vias terrestres - estamos ainda muito distantes da angelitude; entretanto cada um de nós, onde estiver, poderá, desde agora, começar a ser bom. 

Do livro "Segue-me", pelo Espírito Emmanuel e Psicografia de Francisco Cândido Xavier,

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Trabalho e Tempo

Trabalho e tempo estão intimamente associados.
A Sabedoria Divina estabelece concessão idêntica a todas as criaturas da Terra, em nos reportando à riqueza das horas.
Um mil quatrocentos e quarenta minutos por dia: quota rigorosamente igual para qualquer pessoa domiciliada na Terra.
Anotemos que nada se fez e nem se faz no mundo sem tempo.
Determinada criação artística é o tempo do autor, materializando as próprias ideias.
Reflitamos na importância das horas e vejamos por nós mesmos em que se nos transforma o tempo, se em atividades que favoreçam ou prejudiquem aos outros ou a nós mesmos.
Comparando os minutos a metros de solo, é fácil verificar que estamos todos plantando destino no campo das horas.
Qual acontece na gleba comum, as nossas ações, recordando sementeiras, respondem com resultados consequentes.
Por isso mesmo, qual sucede no domínio das plantas, nossos atos produzem sempre, de acordo com a espécie dos propósitos a que se vinculam.
Observa, assim, cuidadosamente, o que fazes. O tempo que se te fez oportunidade para efetuar aquilo ou isso também julgará o que fizeste.
Considerando isso, trabalha e não te omitas.
Agradece o tempo de que dispões e converte-o, tanto quanto possível, em progresso e sublimação, a dentro de ti mesmo.
Tempo é vida. Evolução da vida é trabalho.
E a nossa vida, aqui ou alhures, será sempre aquilo que escolhemos e realizamos nas possibilidades de tempo que Deus nos concedeu.

Do livro "Vida em Vida", pelo Espírito Emmanuel e Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Ilumina onde estejas

"Vós sois a luz do mundo..." Jesus (Mateus, 5:14)
 
 
Observa em torno de ti:
 
a noite da culpa;
as trevas da delinquência;
as sombras da obsessão;
o labirinto das provas;
as furnas da indiferença;
os cárceres do egoísmo;
as tocas da ignorância;
o nevoeiro da angústia;
as nuvens do sofrimento;
a neblina das lágrimas;
relaciona os recintos da vida onde as necessidades da alma nos obscurecem os caminhos e estende auxílio e compreensão, paz e esperança onde estiveres.
 
*
 
Disse-nos o Cristo: "Sois a luz do mundo." E toda criatura é uma fonte de luz por ser, em si, uma fonte de amor.

 
Do livro "Ceifa de Luz", pelo Espírito Emmanuel e psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Resposta em Jesus

Recorda que todos os desafios do mal devem encontrar no campo de nossas almas a resposta em Jesus.

Para o sarcasmo a resposta é a caridade em forma de silêncio.

Para a calúnia a resposta é a caridade em forma de perdão.

Para o egoísmo a resposta é a caridade em forma de renúncia.

Para o fanatismo a resposta é a caridade em forma de tolerância.

Para a ingratidão a resposta é a caridade em forma de esquecimento.

Para a preguiça a resposta é a caridade em forma de trabalho.

Para a tentação a resposta é a caridade em forma de resistência.

Para a ignorância a resposta é a caridade em forma de educação.

Para a violência a resposta é a caridade em forma de brandura.

Para o crime a resposta é a caridade em forma de socorro às vítimas da delinquência.

Para as trevas a resposta é a caridade em forma de luz.

Para todos os processos de atividade inferior a resposta é a caridade em forma de auxílio à criação do melhor.

Em qualquer problema no caminho da vida, a resposta cristã será sempre desfazer a força do mal pela força do bem.

Do livro "Perante Jesus", pelo Espírito Emmanuel e Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Aos discípulos

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.” - Paulo. (I Coríntios, 1:23.)


A vida moderna, com suas realidades brilhantes, vai ensinando às comunidades religiosas do Cristianismo que pregar é revelar a grandeza dos princípios de Jesus nas próprias ações diárias.

O homem que se internou pelo território estranho dos discursos, sem atos correspondentes à elevação da palavra, expõe-se, cada vez mais, ao ridículo e à negação.

Há muitos séculos prevalece o movimento de filosofias utilitaristas. E, ainda agora, não escasseiam orientadores que cogitam da construção de palácios egoísticos à base do magnetismo pessoal e psicólogos que ensinam publicamente a sutil exploração das massas.

É nesse quadro obscuro do desenvolvimento intelectual da Terra que os aprendizes do Cristo são expoentes da filosofia edificante da renúncia e da bondade, revelando em suas obras isoladas a experiência divina d'Aquele que preferiu a crucificação ao pacto com o mal.

Novos discípulos, por isso, vão surgindo, além do sacerdócio organizado. Irmãos dos sofredores, dos simples, dos necessitados, os espiritistas cristãos encontram obstáculos terríveis na cultura intoxicada do século e no espírito utilitário das ideias comodistas.

Há quase dois mil anos, Paulo de Tarso aludia ao escândalo que a atitude dos aprendizes espalhava entre os judeus e à falsa impressão de loucura que despertava nos ânimos dos gregos.

Os tempos de agora são aqueles mesmos que Jesus declarava chegados ao Planeta; e os judeus e gregos, atualizados hoje nos negocistas desonestos e nos intelectuais vaidosos, prosseguem na mesma posição do início. Entre eles surge o continuador do Mestre, transmitindo-lhe o ensinamento com o verbo santificado pelas ações testemunhais.

Aparecem dificuldades, sarcasmos e conflitos.

O aprendiz fiel, porém, não se atemoriza.

O comercialismo da avareza permanecerá com o escândalo e a instrução envenenada demorar-se-á com os desequilíbrios que lhe são inerentes. Ele, contudo, seguirá adiante, amando, exemplificando e educando com o Libertador imortal.

Do livro "Vinha de Luz", pelo Espírito Emmanuel e Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Oração e renovação

“Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.” - Paulo. (Hebreus, 10:6.)


É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos.

A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia.

A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios.

Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.

Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo.

Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.

Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.

Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.

Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.

Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.

Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.

O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a iniciativa.

Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor.

Do livro "Vinha de Luz", pelo Espírito Emmanuel e Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Porta estreita

“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão.” - Jesus. (Lucas, 13:24.)

Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na “porta estreita” a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.

Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as “portas largas” por onde transitam as multidões.

Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.

Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.

“Ah! se fosse possível voltar!...” - pensam todos.

Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!... com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros!...

Mas... é tarde. Rogaram a “porta estreita” e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas “portas largas”, volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.


Do livro "Vinha de Luz", pelo Espírito Emmanuel e Psicografia de Francisco Cândido Xavier

sábado, 14 de dezembro de 2013

Jesus veio

"Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens." Paulo (Filipenses,2:7)

Muitos discípulos falam de extremas dificuldades por estabelecer boas obras nos serviços de confraternização evangélica, alegando o estado infeliz de ignorância em que se compraz imensa percentagem de criaturas da Terra.
 
Entretanto, tais reclamações não são justas.
 
Para executar sua divina missão de amor, Jesus não contou com a colaboração imediata de Espíritos aperfeiçoados e compreensivos e, sim, "aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens".
 
Não podíamos ir ter com o Salvador, em sua posição sublime; todavia, o Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a beneficiar-nos sem traços de sensacionalismo.
 
O exemplo de Jesus, nesse particular, representa lição demasiado profunda.
 
Ninguém alegue conquistas intelectuais ou sentimentais como razão para desentendimento com os irmãos da Terra.
 
Homem algum dos que passaram pelo orbe alcançou as culminâncias do Cristo. No entanto, vemo-lo à mesa dos pecadores, dirigindo-se fraternalmente a meretrizes, ministrando seu derradeiro testemunho entre ladrões.
 
Se teu próximo não pode alçar-se ao plano espiritual em que te encontras, podes ir ao encontro dele, para o bom serviço da fraternidade e da iluminação, sem aparatos que lhe ofendam a inferioridade.
Recorda a demonstração do Mestre Divino.
 
Para vir a nós, aniquilou-se a si próprio, ingressando no mundo como filho sem berço e ausentando-se do trabalho glorioso, como servo crucificado.
 
Do livro "Caminho, verdade e vida", pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Paulo e Estevão - Clube do Livro - Janeiro 2014



Nosso encontro foi feito em duas etapas, pois este livro contém excelentes ensinamentos evangélicos que não poderiam ser discutidos em apenas um encontro. Desta forma, nos reunimos em duas quartas-feiras, na última de janeiro e na seguinte, em fevereiro.





 Primeira reunião

Da esquerda para direita: Ana Cecília, Débora, Francisca, Ana Paula e Adilson

Débora, Francisca, Ana Paula, Fernanda e Adilson

Segunda reunião


Ana Cecília, Débora, Ana Paula, Adilson e Francisca


Francisca, Fernanda, Adilson, Ana Paula e Débora

sábado, 26 de outubro de 2013

Jesus, Kardec e Nós

Se Jesus considerasse a si mesmo puro demais, a ponto de não tolerar o contato das fraquezas humanas; se acreditasse que tudo deve correr por conta de Deus; se nos admitisse irremediavelmente perdidos na rebeldia e na delinquência; se condicionasse o desempenho do seu apostolado ao apoio dos homens mais cultos; se aguardasse encosto dinheiroso e valimento político a fim de realizar a sua obra ou se recuasse, diante do sacrifício, decerto não conheceríamos a luz do Evangelho, que nos descerra o caminho à emancipação espiritual.

***

Se Allan Kardec superestimasse a elevada posição que lhe era devida na aristocracia da inteligência, colocando honras e títulos merecidos acima das próprias convicções; se permanecesse na expectativa da adesão de personalidades ilustres à mensagem de que se fazia portador, se esperasse cobertura financeira para atirar-se à tarefa; se avaliasse as suas dificuldades de educador, com escasso tempo para esposar compromissos diferentes do magistério ou se retrocedesse, perante as calúnias e injúrias que lhe inçaram a estrada, não teríamos a codificação da Doutrina Espírita, que complementa o Evangelho, integrando-nos na responsabilidade do viver.

***

Refletindo em Jesus e Kardec, ficamos sem compreender a nossa inconsequência, quando nos declaramos demasiadamente virtuosos, ocupados, instruídos, tímidos, incapazes ou desiludidos para atender às obrigações que nos cabem na Doutrina Espírita. Isso porque se eles - o Mestre e o Apóstolo da renovação humana - passaram entre os homens, sofrendo dilacerações e exemplificando o bem, por amor à verdade, quando nós - consciências endividadas, fugimos de aprender e servir, em proveito próprio, indiscutivelmente, estaremos sem perceber, sob a hipnose da obsessão oculta, carregando equilíbrio por fora e loucura por dentro.

Do livro "Opinião Espírita", pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Trabalho nosso

Não te aflijas sobre a destinação do mundo.
A Eterna Sabedoria conhece o que deve ocorrer à vida planetária.
Agora é o nosso tempo.
Hoje é o dia em que nos compete fazer o que deveria ser feito.
As criaturas que te pedem apoio, o lar que sustentas, as obrigações que assumiste, a causa que enobreces são, em si, o quadro dos desígnios superiores a que precisas atender.
Entesoura a cultura que desejas. Antes de tudo, porém, atende aos deveres que se te fazem essenciais.
 
Do livro "Sinais de rumo" pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier
 

A língua

"A língua também é um fogo." Tiago - 3:6
 
A desídia das criaturas justifica as amargas considerações de Tiago, em sua epístola às comunidades do Cristianismo.
 
O início de todas as hecatombes do planeta localiza-se, quase sempre, no mau uso da língua.
 
Ela está posta entre os membros do organismo humano como o pequeno leme de uma embarcação poderosa, como lembra o grande apóstolo de Jerusalém. Em sua potencialidade está o recurso sagrado de criar, como o leme de proporções reduzidas foi instalado para conduzir.
 
A língua guarda a centelha divina do verbo mas o homem, de modo geral, costuma desvia-la de sua função grandiosa para o pântano de cogitações subalternas, e aí temos como fonte de quase todos os desvarios da Humanidade sofredora, cristalizada em propósitos mesquinhos, à mingua de humildade e de amor.
 
A guerra nasce da linguagem dos interesses criminosos, insatisfeitos. As grandes tragédias sociais se originam da linguagem dos sentimentos inferiores.
 
Poucas vezes, a língua do homem há consolado e edificado aos seus irmãos; notemos, porém, que a sua disposição é sempre ativa para excitar, disputar, deprimir, enxovalhar, acusar e ferir desapiedadamente.
 
O discípulo sincero encontre, nos apontamentos de Tiago, uma tese brilhante para todas as suas experiências.
 
E, quando chegue a noite de cada dia, será justo que interrogue a si mesmo: - "Terei hoje utilizado a minha língua como Jesus utilizou a dele?"
 
Do livro "Segue-me" pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Em todos os caminhos

Perfeitamente discerníveis as situações em que resvalamos, imprevidentemente, para o domínio da perturbação e da sombra.

Enumeremos algumas delas com as quais renteamos claramente, com o perigo da obsessão:

  • cabeça desocupada;
  • mãos improdutivas;
  • palavra irreverente;
  • conversa inútil;
  • queixa constante;
  • opinião desrespeitosa;
  • tempo indisciplinado;
  • atitude insincera;
  • observação pessimista;
  • gesto impaciente;
  • conduta agressiva;
  • comportamento descaridoso;
  • apego demasiado;
  • decisão facciosa;
  • comodismo exagerado;
  • refeição intemperante.
Sempre que nós, os lidadores encarnados e desencarnados, com serviço na renovação espiritual nos reconhecermos em semelhantes fronteiras do processo obsessivo, proclamemos o estado de emergência no mundo íntimo e defendamo-nos contra o desequilíbrio, recorrendo à profilaxia da prece.

Do livro "Caminho Espírita", pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Quitação

Todas as contas a resgatar pedem relação direta entre credores e devedores.
 
É por isso que te vês, freqüentemente. Na Terra, diante daqueles a quem deves algo.

No lar ou nas linhas que o margeiam, é fácil reconhecê-los, quando entregas desinteresse e dedicação, recolhendo aspereza e indiferença.

Muitas vezes, trazem nomes queridos no recinto doméstico, e assemelham-se a impassíveis verdugos, apresando-te o coração nas grades do sofrimento.

Em muitos lances da estrada, são amigos a quem te dás, sem reserva, e que te arrastam a dificuldades de longo curso.
 
Em várias ocasiões, são pessoas das quais enxugaste as lágrimas, situando-as na intimidade da própria vida, e que, de inesperado, te agridem a confiança com as pedras do desapreço.

Noutras circunstâncias, são companheiros de experiência que, de súbito, se transformaram em adversários gratuitos de teu caminho, hostilizando-te, em toda parte.

Entretanto, se defrontado por semelhantes problemas, é indispensável te municies de amor e paciência, tolerância e serenidade, para desfazeres a trama da incompreensão.

Guarda a consciência no dever lealmente cumprido e, haja o que houver, releva os golpes com que te firam, ofertando-lhes o melhor sentimento, a melhor idéia, a melhor palavra e a melhor atitude.

Água cristalina, pingando, gota a gota, converte o vaso de vinagre em vaso de água pura.

E, se depois de todos os teus gestos de fraternidade e benevolência, ainda de perseguem ou te injuriam, abençoa-os em prece e continua, adiante, fiel a ti mesmo, na certeza de que humildade, na hora de crise, é nota de quitação.
 
Do livro"Justiça Divina", pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...