Mostrando postagens com marcador O Espírito da Verdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Espírito da Verdade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Rogativa das mãos

1. Nascemos com você para a realização de sua tarefa. Não nos deixe desocupadas.

2. Evite usar-nos em bebidas e alimentos impróprios. Não nos obrigue a impor-lhe suicídio.

3. Não se queixe do mundo. Em verdade, não conseguimos apanhar estrelas, mas podemos plantar  flores.

4. É possível que você tenha necessidade de estender-nos algumas vezes para pedir. Antes, porém, dirija-nos ao trabalho, para que venhamos a merecer.

5. Refere-se você à genialidade do cérebro. Entretanto, sem nós, a Torre Eiffel ficaria em projeto e as sinfonias de Beethoven não passariam de sonho.

6. Orgulha-se você de muitas máquinas. Contudo, sem a nossa cooperação, seriam elas inúteis.

7. Você diz que a manutenção da própria existência está pela hora da morte. Mas, se você quiser, cultivaremos feijão, arroz, milho ou batatas e enriqueceremos a vida.

8. Lamenta-se você quanto à falta de empregados. Não olvide, porém, que é um insulto exigir dos outros aquilo que podemos fazer por nós mesmos.

9. Afirma-se você sem tempo para ajudar, mas despende de longas horas em conversações sem proveito. Recorde que Deus não nos confiou a você para sermos guardadas no bolso ou para sermos dependuradas em janelas e postes, poltronas e balaústres.

10. Em muitas ocasiões você cai na sombra da tristeza ou do desânimo, conservando a cabeça como pote de fel. Entretanto, se você colocar-nos no serviço do bem, vazaremos suas mágoas através do suor, e você sorrirá, cada instante, encontrando a alegria de viver em forma de nova luz.

Do livro "Espírito da Verdade", pelo Espírito André Luiz e Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 21 de maio de 2013

SE TENS FÉ


Em doutrina espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.

Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.

Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.

Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.

Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.

Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.

Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.

Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei.

Do livro: Espírito da Verdade, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira, FEB.

sábado, 28 de abril de 2012

NEM CASTIGO, NEM PERDÃO

O espírita encontra na própria fé – o Cristianismo Redivivo – estímulos novos para viver com alegria, pois, com ele, os conceitos fundamentais da existência recebem sopros poderosos de renovação.


A Terra não é prisão de sofrimento eterno.

É escola abençoada das almas.

A felicidade não é miragem do porvir.

É realidade de hoje.

A dor não é forjada por outrem.

É criação do próprio espírito.

A virtude não é contentamento futuro.

É júbilo que já existe.

A morte não é santificação automática.

É mudança de trabalho e de clima.

O futuro não é surpresa atordoante.

É consequência dos atos presentes.

O bem não é o conforto do próximo, apenas.

É ajuda a nós mesmos.

Deus é Equidade Soberana, não castiga nem perdoa, mas o ser consciente profere para si mesmo as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas.

Nossa conduta é o processo, nossa consciência o tribunal.

Não nos esqueçamos, portanto, de que, se a Doutrina Espírita dilata o entendimento da vida, amplia a responsabilidade da criatura.

As raízes das grandes provas irrompem do passado – subsolo da nossa existência –, e, na estrada da evolução, quem sai de uma vida entra em outra, porque berço e túmulo são, simultaneamente, entradas e saídas em planos de Vida Eterna.

André Luiz

(Do livro: O Espírito da Verdade - Francisco C. Xavier/Waldo Vieira - FEB)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Há um Século

I

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.

Fazia frio.

Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.

A pressão aumentava...

Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.

Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail – a doce Gaby –, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.

II

O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:

“Sr. Allan Kardec:

Respeitoso abraço.

Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.

Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.

Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoniette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.

Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.

Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...

A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.

Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.

Minhas forças fugiam.

Namorava diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. “Seria fácil, não sei nadar” – pensava.

Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.

Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.

Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.

Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:

“Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent”.

Estupefato, li a obra – “O Livro dos Espírito” – ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver”.

Ainda constavam da mensagem agradecimento finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.

O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na pagina do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missiva se referira, mas também outra, em letra firme:

“Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. – Joseph Perrier.”

III

Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...

Conchegando o livro ao peito, racionava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.

Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...

Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.

Allan Karde levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinho...

O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima...

Do livro:"O Espírito da Verdade", pelo Espírito Hilário Silva, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Escola da Bênção

Sofres cansado da vida, dissabores domésticos,deserção de amigos, falta de alguém...

Por isso, acordaste sem paciência, tentando esquecer.

Procuraste espetáculos públicos que te não distraíram e usaste comprimidos repousantes que não te anestesiaram o coração.

Entretanto, para teu reconforto, pelo menos uma vez por semana, sai de ti mesmo e busca na caridade a escola da bênção.

Em cada compartimento aprenderás diversas lições ao contacto daqueles que lêem na cartilha das dores que desconheces.

Surpreenderás o filme real da angústia no martírio silencioso dos que jazem num catre de espinhos, sem se queixarem, e a emocionante novela das mães sozinhas que ofertam, gemendo, aos filhos nascituros a concha do próprio seio como prato de lágrimas.

Fitarás homens tristes, suando penosamente por singela fatia de pão, como atletas perfeitos do sofrimento, e os que disputam valorosamente com os animais um lugar de repouso ao pé de ruínas me abandono.

Observarás, ainda mais, os paralíticos que sonham com a alegria de se arrastarem, os que se vestem de chagas esfogueantes, suplicando um momento de alívio, os que choram mutilações trazidas do berço e os que vacilam, desorientados, na noite total da loucura...

Ver-te-ás, então, consolado, estendendo consolo, e, ajustando a ti mesmo, volverás ao conforto da propria casa, murmurando, feliz:

- Obrigado, meu Deus!

Do livro: "O Espírito da Verdade", pelo Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier

ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...