sábado, 18 de maio de 2013

CAMPANHAS DE SOLIDARIEDADE


HOSPITAL DO FOGO SELVAGEM PEDE AJUDA


Conhecido por espíritas e não-espíritas por seu trabalho de auxílio ao próximo, sobretudo a portadores da grave doença dermatológica pênfigo-foliáceo, o popularmente chamado “fogo-selvagem”, o Lar da Caridade, de Uberaba, no Triângulo Mineiro, está enfrentando sérias dificuldades.

Fundado em 1957, vive hoje um dos seus momentos mais delicados, sobretudo por conta da crise mundial, que levou muitos colaboradores a suspenderem as suas contribuições. Para se ter uma idéia da gravidade da situação, a folha de pagamento da instituição está em aberto desde janeiro e as dívidas ao mês podem chegar a R$55 mil.

Se algo não for feito rápido, o futuro do Lar pode até estar ameaçado.

O Lar da Caridade – Hospital do Fogo Selvagem é presidido atualmente por Ivone Aparecida Vieira da Silva, neta de Dona Aparecida, cuja instituição está localizada na Rua João Alfredo, 437 – Abadia – CEP 38025-300 Uberaba, MG.

Doações, de qualquer valor, podem ser feitas pelas seguintes contas-correntes:

* BANCO DO BRASIL -  CONTA CORRENTE:3724-9, Agência 3278-6

* BRADESCO - CONTA CORRENTE: 14572-6, Agência 0264-0.

O CNPJ da instituição é 25440835/0001-93.

MAIORES INFORMAÇÕES PELO TELEFONE (34) 3318-2900 ou EMAILS: fogoselvagem@terra.com.br
larcaridade@hotmail.com

O SANATÓRIO ESPÍRITA PEDE SOCORRO!!!


O Sanatório Espírita de Uberaba – SEU, foi fundado em 31/12/1933, pela estimada Maria Modesta Cravo. Atualmente o Sanatório possui 120 leitos e com uma média de 130 internações por mês.


Para garantir todo esse tratamento, o Sanatório conta com uma equipe de 92 funcionários, além das 12 equipes de médiuns passistas que fazem o tratamento espiritual de segunda-feira a sábado nos períodos matutino e noturno.

O Sanatório está passando por dificuldades financeiras, por isso, lançou a campanha “O Sanatório Espírita Pede Socorro”.

Se você desejar ajudar o Sanatório Espírita de Uberaba, faça sua doação:

• Conta Poupança do Sanatório Espírita de Uberaba – Caixa Econômica Federal – Agência: 1538 – Conta: 013.7394-6.

• Conta Corrente do Sanatório Espírita de Uberaba – Banco do Brasil – Agencia – 3278-6 – Conta Corrente– 3763-X

Para efetuar transferência bancárias, o CNPJ é: 25.445.347/0002-50.

Outras informações pelo telefone (34) 3312-1869 com Marcio Roberto Arduni

Jornal Espírita de Uberaba – Ano 6 – Nº 76 – Janeiro/2013

http://www.jornalespiritadeuberaba.com.br/edicoes/76.pdf

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO!

DIVULGUEM E AJUDEM SE PUDEREM!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Maria Dolores



Maria Dolores veio ao mundo como Maria de Carvalho Leite, na cidade sertaneja de Bonfim de Feira (BA), no dia 10 de setembro de 1900, filha de Hermenegildo Leite, escrivão da Prefeitura, e da doméstica Balbina de Carvalho Leite. Em Bonfim passou a infância. Do casal Hermenegildo e Balbina nasceram, com Dolores, três homens e duas mulheres. Os biógrafos, sem exceção, desconheceram o fato de que a grande poetisa baiana possuía dotes mediúnicos.


Em 1916, diplomou-se professora pelo Educandário dos Perdões, considerada pelas colegas e professores como adolescente prodígio, graças à rara inteligência.

A poesia, Dolores começou a senti-la na cidade natal, ainda quase criança, a transformar-se, mais tarde, na poetisa de bons versos que todos conhecemos.

Lecionou no Educandário dos Perdões e no Ginásio Carneiro Ribeiro, em Salvador. Além disso, também ministrava aulas particulares. Daí por que entendemos seu modo todo especial de ensinar, por meio dos versos, às almas aflitas.

Seu Espírito não se limitou somente aos versos. Ela tocava piano, pintava, gostava da costura e da arte culinária. Humana por excelência, viveu desenvolvendo em si qualidades inatas.

Sua vida não poderia, porém, ser somente flores: estava-lhe reservada uma prova de sofrimentos morais.

Casada com o médico Odilon Machado, suportou o infeliz consórcio durante alguns anos, o qual se interrompeu finalmente pela solução do desquite. Não houve filhos dessa união, como nunca os teria Maria Dolores.

Em sua peregrinação, morou em várias cidades da Bahia e foi em Itabuna que conheceu Carlos Carmine Larocca, italiano radicado no Brasil, de quem se tornou companheira ajudando-o, ombro a ombro, em suas atividades. Proprietário do Café Baiano e de uma tipografia denominada A Época. Por ocasião da II Guerra Mundial, o Sr. Larocca foi prisioneiro político devido à sua nacionalidade. Em 1947, mudou-se para Salvador, onde Maria Dolores continuou com suas sessões mediúnicas.

Notamos em seus versos o quanto sofrera, buscando algo que não encontrava: a sua complementação afetiva, tal como fora planejado pela Providência, para que buscasse o Amor Maior, que ela soube encontrar um dia: Jesus! Tanto sofrimento, contudo, não foi capaz de torná-la indiferente ao sofrimento humano.

Na imprensa, falava dos direitos humanos e do sofrimento dos menos felizes. Não foi compreendida: tacharam-na de "comunista", pelo que teve de responder às acusações que lhe faziam, pois fora a isso intimada.

Em menina, fora católica; em adulta, o sofrimento fizera-lhe conhecer a Doutrina de Allan Kardec e veio a consolação, a aceitação do sofrimento.

A dor que suportou a fez conhecer o então combatido Espiritismo. De alma caridosa integrou-se à Legião da Boa Vontade, fundada pelo saudoso Alziro Zarur. Era frequente ver-se Maria Dolores dedicando-se aos sofredores dos bairros pobres da cidade de Salvador. Afastando-se das lides literárias, Maria Dolores dedica-se, então, à caridade infatigável, criando meninas, sonhando edificar o Lar das Meninas sem Lar.

Receando a apreciação da crítica especializada, guardou para si sua obra poética durante muito tempo, segundo confessa no prefácio do livro Ciranda da Vida, cuja renda possibilitou a realização de seu antigo desejo. Com isso, Maria Dolores, que não fora mãe biológica, tornava-se mãe espiritual de várias meninas, abrigando em seu próprio lar crianças desvalidas, orientando e assistindo-as.

Sendo reconhecida na Capital pela sua arte, passou a escrever nos jornais Diário de Notícias e O Imparcial sendo, neste último, redatora-chefe da Página Feminina. Durante 13 anos, escreveu nos jornais citados, mostrando o mundo de ternura que trazia dentro de si, com o pseudônimo de Maria Dolores.

Apelidada pelos amigos e familiares de Madô e Mariinha, era reconhecida pela simpatia e bondade com que a todos cativava.

Fazia campanhas, prendas para os bazares realizados em sua própria casa. Fundou um grupo que se reunia em sua residência todas as semanas, quando saíam para distribuir, nos bairros carentes escolhidos, farnéis, roupas, remédios... Chamavam-se As Mensageiras do Bem. No Natal, faziam campanhas e distribuíam donativos assim como no Dia das Mães.

Dolores costurava enxovais, vendia o que era seu ou os empenhava e, às vezes, contraía dívidas para desse modo ajudar alguém. Uma de suas filhas adotivas relatou certa vez que, quando ela desencarnou, alguém viera com joias que lhe pertenceram, as quais foram dadas por ela para que se tornasse viável uma das campanhas que então se fazia.

No trabalho do Senhor, na dedicação à causa evangélica, foi desenvolvendo diversas faculdades mediúnicas. Isso a ajudou a suportar injúrias, como quando fora acusada de "comunista", e outros sofrimentos que, em vez de abaterem-na, elevavam-na.

Perdoando sempre por cima de suas lágrimas, qual ensinou Jesus, trazia em si um grande sentido maternal e, como não lhe foi dado o direito da maternidade, adotou seis meninas.

Carlos (o esposo) estava na Itália quando Dolores adoeceu. A pneumonia a atacara de forma violenta. Antonieta Bastos foi visitá-la com José e Faustino e, vendo seu estado dispneico e de real abatimento, providenciaram o internamento no Hospital Português. Inúteis foram, porém, os esforços médicos. Poucos dias depois, quatro ou cinco dias, em 27 de agosto de 1959, partiu de volta à Pátria Espiritual. Era 1h40 min. E, como disse Mara, em sua crônica, Partiu-se o Guizo de Cristal. Nilza foi avisar, imediatamente, Antonieta e Maria Alice. Levaram o corpo para a Casa de Tia Sara − sede da LBV − e de lá partiu, com grande acompanhamento, para o Campo Santo.

Numa carta escrita a Maria Alice, Francisco Cândido Xavier narra o seguinte: Maria Dolores lhe aparecera no dia 29 de março de 1964, bela e remoçada. As lágrimas vieram-me aos olhos, de vê-la tão claramente junto a mim. Que emoção!

Dolores era alva, de cabelos e olhos pretos, alegre e brincalhona, de estatura mediana e robusta de físico. Desencarnara aos 59 anos, mas a sua lira continuou vibrando em benefício do amor, da caridade e do perdão, o seu hino ao Senhor, não diferente dos hinos que tocava e cantava cheia da alegria de servir.

Perguntaram a Chico Xavier qual o primeiro poema que Maria Dolores escreveu por seu intermédio, e ele disse ser o belíssimo Anseio de Amor, inserido nas páginas deAntologia da Espiritualidade.

Desde então, ela nos envia, antes pelas mãos abençoadas do médium mineiro e ainda por intermédio de Divaldo Franco, suas páginas normalmente em forma de poesia e rimas, sendo muito comum enviar as tradicionais mensagens das mães e do Natal, por ocasião dessas comemorações.

Maria Dolores, a poetisa que ressurgiu pelas mãos abnegadas de Francisco Cândido Xavier, quando encarnada quase sempre engavetava os seus poemas. Em seu livroCiranda da Vida ela diz o porquê: O pavor à crítica, cujos apupos são uma das formas mais comuns em que se extravasa a vaidade humana, tem-me feito recuar ante a possibilidade de publicar os meus versos simplórios e passadistas. E, por isso, foi-se a mocidade, chegou a velhice, e eles continuam a entulhar o fundo de velha gaveta. Nunca tive jeito para versejá-lo moderno, atualizado até por alguns poetas da velha guarda. Nem mesmo cheguei a tentá-lo. Agora, porém, com a reforma espiritual que traçou um novo caminho para este meu fim de vida, sinto-me disposta e capaz de enfrentar a crítica, porque este livro se destina, com sua venda, a oferecer pequena ajuda a algumas instituições de caridade. Despretensiosa a minha atitude. Mas sincera. Bem intencionada.

Não tardou, porém, e a poetisa reaparece com seu iniludível estilo depois de uma existência inteira consagrada ao próximo, compondo, sobretudo para os leitores espíritas, os mais belos poemas de encorajamento e reconhecimento da excelsitude de Jesus.

Fonte: http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/biografias/mariadolores.html







Scheilla




Temos notícias apenas de duas encarnações de Scheilla, segundo informações do Médium Chico Xavier/Vivaldo da Cunha: uma na França, no século XVI, e outra na Alemanha.

Na existência francesa, chamou-se Joana Francisca Frémiot, nascida em Dijon a 28/01/1572 e desencarnou em Moulins a 13/12/1641. Entrou na historia como Santa Joana de Chantal (canonizada em 1767) ou Baronesa de Chantal. Casou aos 20 anos com o barão de Chantal. Tendo muito cedo perdido seu marido, abandonou o mundo com seus 4 filhos, partilhando seu tempo entre as orações, obras piedosas e seus deveres de mãe. Em 1604, juntamente com o bispo de Genebra, S. Francisco de Salles, fundaram em Annecy a congregação da Visitação de Maria, que dirigiu como superiora, a casa que havia fundado em Paris, no Bairro de Santo Antônio. Em Paris, passaram por grandes dificuldades e em 1619, Santa Joana de Chantal deixou o cargo de superiora da Ordem de Visitação e voltou a Annecy, onde ficava a casa-mãe da Ordem.

A 13 de dezembro de 1641 ela veio a falecer.

A outra encarnação conhecida de Scheilla verificou-se na Alemanha. Corriam os anos, e as guerras, os conflitos, eram vividos por todos os povos.Aflições e angústias assolavam a cidade de Berlim na Alemanha, onde Scheilla já atuava como enfermeira, socorrendo onde fosse chamada. Seu estilo simples, sua meiguice espontânea, muito ajudavam em sua profissão. Bonita, tez clara, cabelo muito louro, dava-lhe um ar de graça muito suave e mostrava nos olhos azuis-esverdeados um brilho intenso refletindo a grandeza de seu Espírito. Estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Scheilla, preocupada em ajudar sempre e sempre. Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua responsabilidade; via primeiro a dor, depois a criatura... Essa moça não ouvia as terríveis explosões partidas das armas destruidoras, porque o que Scheilla ouvia era a voz de alguém que gemia de frio e de dor. Por esta razão, numa tarde onde os soldados se misturavam ao ódio, gerado por almas sedentas de batalha, eis que tomba no solo de sua pátria, a jovem enfermeira, que através de sua coragem atravessava os campos perigosos de batalha, para socorrer, sanar os gritos que lhe vinham de encontro. Pelo toque triste de um clarim, muitos viram cair junto aos sofridos soldados na Primeira Grande Guerra Mundial, o corpo da enfermeira fiel, destemida e amiga. Morria nos campos de luta, Scheilla, aos 28 anos de idade, para depois de muitos anos, surgir nas esferas superiores com o seu mesmo estilo, seu mais ainda aprimorado carinho e dedicação. Scheilla a Enfermeira do Alto, descendo agora em outra condição.

TRABALHO ESPIRITUAL NO BRASIL

Tudo indica que Scheilla vinculou-se, algum tempo após a sua desencarnação em terras alemãs, às falanges espirituais que atuam em nome do Cristo, no Brasil.

Atualmente nossa querida Mentora trabalha na Espiritualidade juntamente com Cairbar Schutel, Coordenador Geral da Colônia Espiritual Alvorada Nova. Scheilla ,"desenvolve um trabalho forte e muito amplo com dedicação ímpar, coordenando quatorze equipes cujos coordenadores formam com ela o Conselho da Casa de Repouso, o qual se reúne periodicamente, decidindo às questões pertinentes à Casa.

Conta-nos R. A. Ranieri que, numa das primeiras reuniões de materialização, realizada pelo médium "Peixotinho", iniciadas em 1948, já surgiu a figura caridosa de Scheilla. "(...) em Belo Horizonte, marcou-se uma pequena reunião que seria realizada com a finalidade de se submeter a tratamento dona Ló de Barros Soares, esposa de Jair Soares. (...) No silêncio e na escuridão surgiu a figura luminosa de mulher, vestida de tecidos de luz e ostentando duas belas tranças. Era Scheilla, entidade que na última encarnação animou a de uma moça alemã. Nas mãos trazia um aparelho semelhante a uma pedra verde-clara e ao qual se referiu dizendo que era um aparelho ainda desconhecido na Terra, emissor de radioatividade. (...) Fez aplicações com o aparelho em dona Ló. (...) A simplicidade e a beleza do espírito nos falava das regiões benditas da perfeição. (...) Depois de alguns minutos, levantou-se da cadeira e fez uma belíssima pregação evangélica com sotaque alemão e voz de mulher."

Em vários grupos espíritas brasileiros, além de sua atuação na assistência à saúde humana, ela sempre se caracterizou em trazer às reuniões certos objetos (fenômeno de transporte) e distribuir no recinto éter ou perfume. É por isso que fica no ambiente um encantador perfume de flores.

Conta-nos Chico Xavier, que em um depoimento de Joaquim Alves (Jô), com a presença de Scheilla: "Chico aplicava passes. Ao nosso lado, ocorreu um ruído, qual se algum objeto de pequeno porte tivesse sido arremessado, sem muita violências. (-Jô - disse um médium - Scheilla deu-lhe um presente). Logo mais, procuramos ao nosso derredor e vimos um caramujo grande e adoravelmente belo, estriado em deliciosas cores. Apanhamo-lo, incontinenti, e verificamos nele água marítima, salgada e gelada, com restos de uma areia fresca. Scheilla o transportara para nós. Estávamos a centenas de quilômetros de uma nesga de mar, em manhã de sol abrasador que crestava a vegetação e, em nossas mãos, o caramujo que o Espírito nos ofertara."

"Scheilla estava triste. Viera da Alemanha, onde visitara sua família. Notara-lhes os grandes problemas, e entregues ao materialismo. Recompôs-se, falando sobre o Natal. Estava presente um cientista suíço, materialista, que ali viera ter por insistência de seus familiares, e Scheilla, em sotaque alemão, anunciou: -Para nosso irmão que está ali - indicava o suíço -, vou dar o perfume que a sua mãezinha usava, quando na Terra. Despertou-lhe um soluço comovido, pela lembrança que se lhe aflorou à memória, recordando a figura da mãezinha ausente."

"(...) vivemos, algum tempo depois, outro raro instante.

Bissoli, Gonçalves, Isaura, entre outros, compunham a equipe de beneficiados, agrupando-se numa das salas da casa de André, tendo Chico se retirado para o dormitório do casal. Uma onda de perfume. Corporifica-se Scheilla, loira e jovial, falando com seu forte sotaque alemão. Bissoli estabeleceu o diálogo. -Eu me sinto mal-diz Bissoli. -Você - informou Scheilla - come muita manteiga. Vou tirar uma radiografia de seu estômago. A pedido, nosso companheiro levantou a camisa. O espírito corporificado aproxima-se e entrecorre, num sentido horizontal, os seus dedos semi-abertos sobre a região do estômago de nosso amigo. E tal se lhe incrustasse uma tela de vidro no abdômen, podíamos ver as vísceras em funcionamento. - Pronto! - diz Scheilla, apagando o fenômeno. - Agora levarei a radiografia ao Plano Espiritual para que a estudem e lhe dêem um remédio."

Ao término destes singelos apontamentos biográficos, com muito respeito por esse Espírito Missionário, de tanta dedicação e amor em nome de Jesus, só nos resta agradecer a assistência e amor doados por ela.

"ABENÇOA SEMPRE... Abençoa a Terra, por onde passes, e a Terra abençoará a tua passagem para sempre."

Scheilla

Fonte: http://www.forumespirita.net/fe/biografias-espiritas/irma-scheilla/#ixzz2Tb58sG2q




Mãe

Procurei ansiosamente

Um símbolo do amor de Deus no mundo,

Carinho permanente,

Amor que nada mais pedisse à vida,

A fim de estar contente,

Que o dom de ser amor sublimado e profundo.

Vi o Sol trabalhando sem cansaço

Doando-se sem pausa, alto e bendito,

O astro imenso, porém, pedia espaço,

De maneira a brilhar nas telas do Infinito.

Julguei achar na finte esse traço perfeito,

Fitando-lhe a corrente a servir sem parar,

Mas a fonte exigia a hospedagem do leito

A fim de prosseguir à procura do mar.

Fui à árvore amiga e anotei-lhe a lição:

Conquanto a se entregar tanto aos bons quanto aos brutos,

Precisava defesa e vínculos no chão

Ao fornecer, sem paga, a riqueza dos frutos.

Vi a abelha no favo a pedir mel às flores,

Nuvens para servir solicitando alturas,

Escolas sem função buscando professores

E o lar para ser lar exigindo estruturas.

Toda força do bem que ao bem se entregue

Em bondade constante e em contínua grandeza,

Assegura-se, vive, auxilia e prossegue,

Algo requisitando ao Mundo e à Natureza.

Em ti, unicamente, Mãe querida,

Encontro o amor que nasce e cresce, em suma,

No sacrifício puro, acalentado a vida,

Sem reclamar da Terra cousa alguma.

Eis porque sobre todo amor que existe

As Mães são guias, anjos, cirineus,

Cujo brilho por si nos proteja e persiste

Em ser somente amor, no excelso amor de Deus.

Estrela, Deus te guarde em teu fulgor celeste!...

Agradeço-te a luz, o carinho e o perdão...

Bendita seja Mãe, porque me deste

A presença de Deus no coração.



Maria Dolores

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública na noite de 25 de março de 1978, no Grupo da Prece, em Uberaba, Minas Gerais.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Auta de Souza



Auta de Souza nasceu em 12 de setembro de 1876, na pequena cidade de Macaíba, no Rio Grande do Norte, e desencarnou, vítima de tuberculose, aos 24 anos, em 7 de fevereiro de 1901, em Natal, RN. Órfã em tenra idade, foi criada pela avó materna, analfabeta, que lhe deu educação em escola católica, que lhe possibilitou ler, no original, as obras de Victor Hugo, Lamartine, Chateaubriand e Fénelon.

Poeta da segunda geração romântica, com alguma influência simbolista, deixou apenas um livro, Horto, lançado em 1900, com prefácio de Olavo Bilac, o poeta mais reconhecido à época, e de Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde, na edição de 1936. Luís Câmara Cascudo considerou-a “a maior poetisa mística do Brasil”, principalmente devido a seus poemas românticos, de alto valor estético. Tornou-se a poetisa norterriograndense mais conhecida no Brasil.

Colaborou em vários jornais e revistas, inclusive em O Paiz, do Rio de Janeiro, além de A Gazetinha, no
Recife, do jornal religioso Oito de Setembro, de Natal, e da Revista do Rio Grande do Norte, neste a única mulher entre os colaboradores. Entre 1899 e 1900, usou pseudônimos, prática comum na época, assinando seus poemas como Ida Salúcio e Hilário das Neves. Em 1936 a Academia Norte-Riograndense de Letras dedicou-lhe a cadeira XX, em reconhecimento por sua obra.

Do plano espiritual tem inspirado várias obras de caridade, emprestando seu nome e sua vibração a várias
instituições espíritas, em vários estados brasileiros, e à Campanha de Fraternidade Auta de Souza, realizada por vários centros espíritas no Brasil e no exterior.

Na primeira obra psicografada por Chico Xavier, participou da plêiade de poetas que constituíram o Parnaso de além-túmulo, de 1932, na qual constam os seguintes poemas:

PRECE

Estendei vossa mão bondosa e pura,

Mãe querida dos fracos pecadores,
Aos corações dos pobres sofredores
Mergulhados nos prantos da amargura.

Derramai vossa luz, toda esplendores,
Da imensidade, da radiosa altura,
Da região ditosa da ventura,
Sobre a sombra dos cárceres das dores!

Ó Mãe ! excelsa Mãe de anjos celestes,
Mais amor, desse amor que já nos destes,
Queremos nós em cada novo dia;

Vós que mudais em fl ores os espinhos,
Transformai toda a treva dos caminhos
Em clarões refulgentes de alegria.

O SENHOR VEM...

E eis que Ele chega sempre de mansinho,
Haja sol, faça frio ou tempestade ;
Veste o manto do amor e da verdade,
E percorre o silêncio do caminho.

Vem ao nosso amargoso torvelinho,
Traz às sombras da vida a claridade,
E os próprios sofrimentos da impiedade
São as bênçãos de luz do seu carinho.

Como o Sol que dá vida sem alarde,
Vem o Senhor que nunca chega tarde,
E protege a miséria mais sombria.

Ele chega. E o amor se perpetua...
É por isso que o homem continua
Ressurgindo da treva a cada dia.

Fonte: http://www.portaliceb.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/RCE_FEV2013.pdf

Conceito de Espírita

Espírita, para falar com a necessária precisão, é quem aceita a doutrina integralmente, quem concorda com os seus princípios, quem se submete às normas morais que decorrem desses princípios. Há muitas pessoas que são médiuns, colaboram em sessões mediúnicas, apreciam as comunicações do além, mas ainda não estudaram a doutrina ou, se já fi zeram estudos, não concordam com a reencarnação e outros pontos básicos do Espiritismo. São espíritas? Doutrinariamente, não! O vulgo, no entanto, chama de espírita, indistintamente, a qualquer pessoa que se declare crente na influência dos espíritos ou seja médium. Por mera comodidade mental ou pela lei do menor esforço, é mais fácil generalizar do que entrar em  pormenores doutrinários pouco interessantes para as pessoas que se não dedicam a esses assuntos. Diz-se comumente que é espírita quem se interessa pelos fenômenos do “outro mundo” ou pelas “coisas do astral”. É engano. O Espiritismo desaprova certos tipos de sessão mediúnica, notadamente quando destituídas de preocupação elevada, assim como exorcismos e outras práticas impróprias. O uso de incenso, velas, objetos mágicos, por exemplo, é observado frequentemente em diversas sessões, não de caráter espírita. A doutrina também repele as sessões espíritas espetaculares. O ambiente de uma sessão espírita não é um “santuário” nem velório, mas é um lugar de respeito e dignidade, condição imperiosa para se evitar a curiosidade. Não nos referimos à curiosidade intelectual ou científica, as à curiosidade banal, sem qualquer
noção de seriedade. Já se vê que NEM TODA SESSÃO MEDIÚNICA DEVE SER CHAMADA DE “SESSÃO ESPÍRITA”, ainda que haja fenômenos impressionantes. Onde não há moralidade, onde não há sentimento de caridade, onde se exige ou aceita pagamento de “trabalhos espirituais”, onde se usa o sacrifício de animais em função de ritos exóticos, seja qual for o pretexto de tais práticas, aí não há Espiritismo!

Se, ainda hoje, fossem observadas, de um modo geral, as cautelas de Allan Kardec, cujo zelo, a propósito de sessões mediúnicas, chegava à intransigência, naturalmente não haveria a preocupação de encher a casa, e já teríamos chegado àquele plano de adiantamento que, para o Codifi cador, seria o ideal do Espiritismo: A QUALIDADE ACIMA DA QUANTIDADE. Dolorosamente, em grande parte das sessões públicas, o que se verifica é a inversão dos termos: a quantidade, antes de tudo, porque é necessário fazer número, enquanto a qualidade é problema secundário. Não é isto o que ensina a doutrina. Lembremos, nesta oportunidade, que no Estatuto da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, fundada por Allan Kardec, no dia 1º. de abril de 1858 e por ele próprio dirigida nos primeiros anos, há exigências que, para os dias atuais, poderiam parecer superadas ou demasiadamente rigorosas. Entendemos, de nossa parte, que a mesma orientação deveria perdurar sempre nas Sociedades Espíritas. Veja-se o artigo 3º.: A Sociedade não admitirá senão as pessoas que simpatizarem com os seus princípios e com o objetivo de seus trabalhos, as que já se achem iniciadas nos princípios fundamentais da ciência espírita, ou que estejam seriamente animadas do desejo de nesta se instruírem. O movimento espírita, nessa época, ainda estava na fase de propaganda inicial, e Allan Kardec bem poderia, não fora o seu senso de responsabilidade, abrir as portas da Sociedade para quantos quisessem ver as sessões espíritas. Não o fez, porque era necessário evitar a vulgaridade, o espetáculo, a exploração. Seria uma propaganda de efeito negativo. Eram proibidas, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, quaisquer perguntas aos espíritos, desde que tais perguntas não tivessem interesse para os estudos sérios. É o que diz o art. 18: São especialmente interdictas todas as perguntas fúteis, de interesse pessoal, de pura curiosidade, ou que tenham o objetivo de submeter os Espíritos a provas, assim como todas as que não tenham um fim útil geral, do ponto de vista de estudos. Ainda mais: Nenhuma comunicação espírita obtida fora da Sociedade (art.20) pode ser lida, antes de bmetida, seja ao Presidente, seja à Comissão, que podem admitir ou recusar a leitura. Leia-se o Estatuto da Sociedade, na parte final de O Livro dos Médiuns. O Espiritismo é muito diferente do que se pensa. Uma sessão espírita é uma escola de esclarecimento e de moral, mas é indispensável que haja conhecimento e noção de responsabilidade.(...)

Referência

AMORIM, Deolindo. O Espiritismo e as doutrinas espiritualistas. 3.ed. Rio de Janeiro: Centro Espírita Léon Denis Editora, 1988. Cap. IV, “Conceito de Espírita” (parte), p. 110-112.


Alegria e "Alegrias"

Por Nadja do Couto Valle

De quando em vez, eis que somos constrangidos a “ser” felizes, porque convencionou-se que em algumas épocas do ano “temos” que ser alegres e felizes, como no carnaval, por exemplo. Mas que alegria estão nos “impondo”? Esse conceito, como o de felicidade, varia segundo o nível evolutivo de cada um, e forja a escala de valores que determinam cada escolha individual, sobretudo nas horas muito importantes de transição moral da Terra e de seus habitantes, como nos informa o Espírito Manoel Philomeno de Miranda1. Os que estejam na faixa do exclusivo prazer sensível e sensual nessa época encontram, com o “aval social”, encorajamento para entregar-se às “alegrias” de superfície e de “consenso”, próprias desses dias. Mas logo descobrem que tais ilusões trazem decepções, e até tragédias pessoais e coletivas. Leitura obrigatória nessa época é Nas fronteiras da loucura, de Manoel Philomeno de Miranda2.

A alegria foi considerada por muitos fi lósofos como uma das “paixões da alma”, contrapondo-se à tristeza, mas não necessariamente à dor. Para Santo Agostinho trata-se de um estado da alma em que esta se encontra “preenchida”; Descartes disse que a consideração do bem presente suscita em nós a alegria, e a do mal, a tristeza, quando não se trata de um bem ou de mal que não é representado como pertencente a nós3. Já Spinoza defi ne a alegria (laetitia) como “a paixão mediante a qual a mente passa a uma perfeição maior” e a tristeza “a paixão pela qual ela passa a uma perfeição menor”4. Leibniz lembra que a alegria é um estado em que predomina em nós o prazer, pois durante a mais profunda tristeza e em meio às mais amargas angústias se pode experimentar algum prazer, como beber ou escutar música, embora o desprazer predomine; e assim, também em meio às mais agudas dores, o espírito pode encontrar-se em estado de alegria, como acontecia com os mártires.

Filósofos contemporâneos tendem a acompanhar Bergson, que considera a alegria como um anúncio de que a vida alcançou o seu propósito e a sua vitória, e Vladimir Jankélévitch, para quem a vida não tem limites, porque, como o amor, quer sempre ir mais além. Essa postura existencial-espiritualista contrapõe-se às “alegrias” dos dias carnavalescos, que buscam o artifi cialismo e a superfi cialidade dos comportamentos, afastados dos altos sentimentos, descambando para a satisfação da sofreguidão dos instintos. Essa inscrição da alegria no campo da moral provocou alguns debates sobre a função ou ausência de função da alegria na vida moral. Para Max Scheler, a alegria é fonte e necessário movimento concomitante, posto que não é um fim em si mesmo, mas acompanha a vida moral.

Jesus assinalou isso categoricamente, em Seu Evangelho, que é alegria, e afirmou que a Sua alegria é fazer a vontade do Pai6. Em algumas traduções, o uso de “alimento”, em vez de “alegria”, alinha-se no campo da psiconeuroendocrinoimunologia, que está comprovando que esse tipo de alegria engendra saúde. Portanto, sem a consciência do sujeito moral, as alegrias fúteis próprias das solicitações, divertimentos e festas do mundo, como o carnaval, são “alegrias”, fumaça de ilusões que logo se esvai, geralmente em  um lastro de tristeza, depressão, e até de enfermidades  fatais e outros tipos e tragédias.   Kant considera que o agir por amor ao dever e, em consequência, por puro respeito à lei prevaleça sobre qualquer outra consideração, incluindo a felicidade, e, com esta, possivelmente também a alegria. Mas não é preciso eliminar as duas últimas, porque a virtude, a felicidade, a alegria estão incluídas no sumo bem, ainda que a ele subordinadas. Num sentido existencial de alegria pode-se dizer que Kant chegou a admitir uma forte possibilidade de que a obediência à lei por um sujeito moral comporte uma “plenitude” que se parece muito com a verdadeira alegria. Como dito por Neemias: “(...) a alegria do SENHOR é a vossa força.

Muitos argumentam que seguem a fi losofia de Epicuro: o prazer é o supremo bem, mas ele quer dizer que o homem não deve abandonar-se às voluptuosidades fáceis, e que a felicidade é a recompensa da sabedoria, da cultura do espírito e da prática da virtude. Para ele, cabe ao homem admitir os prazeres, favorecer os naturais mas não necessários, e fugir dos que não são naturais nem necessários. Assim cai por terra esse argumento, tão lembrado na época do carnaval e de outras festas mundanas ou tornadas mundanas pela voluptuosidade do homem.

Joanna de Ângelis lembra que o homem não está impedido de “(...) vivenciar as alegrias transitórias das sensações e das emoções de cada momento, (...) [pois] qualquer castração no que diz respeito à busca de satisfações orgânicas e emocionais produz distúrbio nos conteúdos da vida. (...)”8; “A busca do prazer, em razão das necessidades mais imediatas e dos gozos mais fortes, tem sido dirigida para os divertimentos: os alcoólicos, o sexo, o tabaco, quando não as drogas aditivas e perturbadoras. Esses ingredientes levam a diversões variadas, extravagantes, fortes, mas não ao verdadeiro prazer, que pode ser encontrado em uma boa leitura, em uma paisagem repousante, em uma convivência relaxadora, em uma caminhada tranquila, ou em um jogging, em um momento de refl exão, de prece, numa ação de socorro fraternal, em uma recepção no lar proporcionada a alguém querido ou simplesmente a um convidado a quem se deseja distinguir...”9 “Quanto mais divertimentos, mais fugas psicológicas, menos prazeres reais. (...) As pessoas divertidas parecem felizes, mas não o são. (...) [são] afl itos-sorridentes, (...)”10. “No dicionário do pensamento cristão sucesso é vitória sobre si mesmo e sobre as paixões primitivas. (...) O sucesso sobre si mesmo acentua a harmonia e aumenta a alegria do ser, (...)”1

E o Mentor Espiritual Hammed nos lembra e aconselha12: “É muito bom vivenciar a alegria de encontrar o “tesouro escondido no campo da própria alma”13, isto é, reconhecer o Si-mesmo, a mais profunda realidade – a “vontade de Deus”, que sustenta, resguarda e inspira o ser humano a progredir de modo natural e sensato. (...) Quando nos identifi carmos com o Criador, a alegria passará a ser presença marcante em toda e qualquer de nossas atitudes.”

Fonte: http://www.portaliceb.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/02/RCE_FEV2013.pdf

ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...