quinta-feira, 30 de maio de 2013

José Gonçalves Pereira



José Gonçalves Pereira nasceu em São José do Barreiro, Vale do Paraíba (São Paulo - Brasil) em 14 de junho de 1906, filho de Horácio Gonçalves Pereira e Alvina Rodrigues Gonçalves Pereira.


Em 1927, já na cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo (Brasil), casa-se com Luíza Miranda (nascida em 18 de maio de 1911, no bairro do Cambuci) e começa a trabalhar como vendedor na empresa multinacional de origem inglesa "Gessy Lever".

A empresa nesta época tentava introduzir um novo produto no mercado, sem muito sucesso - era um novo sabão em barras - e o Sr. Gonçalves teve a idéia de fazer uma campanha mostrando a lavagem de roupa em público, onde se demonstrava a superioridade do produto sobre os concorrentes.

O sucesso da campanha, inédita na época, levou rapidamente o Sr. Gonçalves a posição de Diretor Comercial, na qual permaneceu até sua aposentadoria em 1964. A aposentaria foi solicitada para que pudesse dedicar-se a Casa Transitória Fabiano de Cristo, da qual falaremos adiante.

Foi levado a Federação Espírita do Estado de São Paulo por um amigo. O objetivo era conversar com o Comandante Edgard Armond, autor do livro "Mediunidade", que o interessará bastante. Por convite de Edgard Armond, passou a participar das reuniões e a integrar-se nas tarefas do grupo.

As atividades de Assistência Social, o auxílio aos mais necessitados, sempre tiveram grande importância no movimento espírita paulista, desde os tempos de Batuíra, e naturalmente constituíam um das áreas de atuação da FEESP.

Em 1937 surgiu o "Departamento Damas da Caridade" para prestar assistência à infância desvalidas, as gestantes carentes e socorrer os pobres em suas penúrias. Em 1938 surge o "Setor de Assistência Social" ligado ao "Departamento das Damas de Caridade", com o auxílio de médicos voluntários prestando assistência médica, odontológica e farmácia. Em 1940 o "Setor de Assistência Social" ganhou autonomia e seu primeiro diretor foi o médico paulista Dr. Militão Pacheco.

Participando ativamente da FEESP, o Sr. Gonçalves foi nomeado em 1949 - pelo Secretário Geral, o Cte Edgard Armond - Diretor do Departamento de Assistência Social.

Durante os anos em que dirigiu este departamento, desenvolveu diversas atividades novas e estendeu grandemente o número de benefícios prestados a sociedade. O trabalho iniciou-se em um terreno atrás da sede da Federação (Rua Maria Paula), onde havia um galinheiro desativado, estendeu-se no casarão posteriormente adquirido na rua Santo Amaro e em 1960 culminou com a inauguração da "Casa Transitória Fabiano de Cristo" na Marginal do Tiête.

Outra das iniciativas do Sr. Gonçalves na FEESP foi a "Campanha da Fraternidade Auta de Souza" (03/02/1953). Esta campanha surgiu da necessidade de arrecadar-se mantimentos para as famílias assistidas pelo Departamento de Assistência Social e inicialmente se chamaria "Campanha do Quilo" (idéia apresentada por Ninpho Correa).

O nome e a forma definitiva surgiram após visita a Chico Xavier em Pedro Leopoldo. No encontro com Chico Xavier este lhe informou que "está aqui presente uma jovem desencarnada, irradiando intensa luminosidade, dizendo-nos ser participante das tarefas do atendimento aos necessitados do Departamento de Assistência Social, junto aos seus voluntários". Esta jovem era Auta de Souza.

Em uma da visitas que fez a Francisco Cândido Xavier, o Sr. Gonçalves notou que um grupo de jovens copiava, em cadernos escolares, as mensagens psicografadas e trechos dos livros de Allan Kardec. O motivo era a dificuldade de terem acesso aos livros impressos, então caros e raros.

Para amenizar esta situação o Sr. Gonçalves criou, em 18 de abril de 1953, o grupo "Os Mensageiros" com a finalidade de distribuir mensagens espíritas impressas. A impressão e distribuição foi inicialmente custeada pelo próprio Sr. Gonçalves, mas aos poucos se juntaram outros colaboradores e o grupo existe até hoje (sua página na internet éhttp://www.mensageiros.org.br), tendo já atingido a marca de 1 Bilhão de mensagens distribuídas para o mundo todo.

Já a Casa Transitória surgiu da necessidade de um espaço mais adequado para as atividades assistenciais da FEESP e foi construída em terreno cedido pelo governador Jânio Quadros as margens do rio Tiête. O terreno era um verdadeiro charco e foi um trabalho imenso transforma-lo nos pavilhões rodeados de jardins que lá se encontram agora.

A participação do plano espiritual na sua criação foi grande, inclusive durante grave enfermidade enfrentada pelo Sr. Gonçalves ele foi levado espiritualmente a visitar a instituição do plano espiritual da qual a Casa emprestou o nome, e dali trouxe também a inspiração para sua arquitetura.

A Casa foi fundada em 25 de janeiro de 1960, com duas linhas principais de trabalho:

- O objetivo de "amparar a criança reajustando-lhe a família";

- O trabalho voluntário em todos os setores possíveis (uma das poucas exceções foi o abrigo de idosas, que necessita de presença permanente de enfermeiros e médicos);

Assim o socorro às gestantes carentes é apenas a linha de frente de um grande trabalho de reajuste, complementado por cursos de higiene e cuidados básicos com os nenês, assistência médica e cursos profissionalizantes.

Colaboradores diversos ao longo dos anos, entre eles esportistas famosos como o lutador Éder Jofre, criaram cursos de futebol (para manter afastadas as crianças da rua), horta (para suprir o refeitório), atividades diversas para as crianças e adultos no intuito de renovar-lhes os valores e esperanças.

Na direção da Casa, a qual dedicou-se integralmente após aposentar-se, o Sr. Gonçalves contou com o apoio de sua esposa. A presença e atividade de ambos orientou o trabalho dos voluntários e serviu de inspiração e de ponto de agregação durante os anos de consolidação da instituição. Pelo testemunho dos voluntários que o conheceram, sua personalidade marcou a vida de todos que com ele tiveram contato. Outras instituições, como a Casa Transitória Fabiano de Cristo foram ao longo dos anos, criadas e se pautaram pelos idéias do Sr. Gonçalves.

Em 25 de agosto de 1989, após uma vida repleta de ações em prol do próximo, desencarna José Gonçalves Pereira. Seu corpo foi velado em um dos pavilhões da Casa Transitória, enquanto que seu espírito certamente despertava para a vida verdadeira. No dia seguinte ao de sua desencarnação, em reunião publica no "Grupo Espírita da Prece" de Uberaba, o espírito Maria Dolores envia através da mediunidade de Chico Xavier uma mensagem em que o denomina "Apóstolo do Bem e Herói da Caridade":



DÁDIVAS DE AMOR

Uma carta... um olhar, uma palavra boa;

Uma frase de paz que asserena e abençoa;

Leve prato de sopa ou um simples pão

Podem livrar alguém de cair na exaustão;

Antigo cobertor, atirado ao vazio,

Aquece o enfermo pobre esquecido ao frio;

Uma peça de roupa remendada,

Talvez seja o agasalho ao viajor da estrada;

Meio litro de leite à viúva sem nome,

Amapara-lhe o filhinho, a esmorecer de fome;

Todas essas doações supostas pequeninas

São serviços do Bem, nas paragens divinas;

São flores da fé viva, a derramarem luz,

Revelando o fulgor do Reino de Jesus;

Aqui, saudamos nós, Gonçalves, nosso irmão,

Que ontem foi conduzido à Celeste Mansão;

Que o Céu do Amor o guarde, ante a nossa saudade,

Do Apóstolo do Bem e Herói da Caridade;

Maria Dolores

Mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier


Só como observação final, "Os Mensageiros" é o título de um dos livros de André Luiz, psicografados por Francisco Cândido Xavier, e a "Casa Transitória Fabiano de Cristo" é uma instituição no plano espiritual dedicada ao atendimento aos espíritos sofredores, descrita no livro "Obreiros da Vida Eterna", também de André Luiz.

Fonte: http://www.autoresespiritasclassicos.com


Joaquim Alves


Temos a satisfação de falarmos sobre um espírito que na sua vida inteira, esteve trabalhando a favor da divulgação dos livros e da Doutrina Redentora do Nosso Mestre Jesus.

Joaquim Alves, mais conhecido no meio espírita por "Jô", nasceu na capital paulista, em 10 de julho de 1911.

Logo que se aposentou, mudou-se para Matão - SP, onde já vinha colaborando intensamente na continuidade do trabalho editorial do O Clarim e da Revista Internacional do Espiritismo, após o desencarnação de Watson Campello.

Após alguns anos de trabalho naquela cidade, retorna a São Paulo onde inicia um trabalho de evangelização junto aos detentos da Penitenciária do Carandiru. Se desliga do Conselho da Federação do Estado de São Paulo, para que possa cuidar melhor da tarefa na Penitenciária. Consegue até mesmo uma visita de Chico Xavier, numa festa de Natal, aos companheiros detentos.

Era capista, onde fez trabalhos para diversas editoras, colaborando desta forma também, com o meio editorial espírita.

Preparou um livro sobre a vida e a obra de nosso Chico Xavier, que não chegou a publicar, sob orientação dada pelo próprio Chico, que considerava desnecessário mais um livro sobre a sua vida.

Trabalhou em várias atividades assistenciais da Federação Espírita do Estado de São Paulo, sempre levando às criaturas necessitadas palavras de consolo e de carinho, dentro dos ensinamentos que a Doutrina nos ensina.

Joaquim Alves, descendente de portugueses, não se casou, doando sua vida ao próximo. Esteve em Portugal e em alguns países da África, levando as palavras consoladoras da Doutrina de Jesus.

O nosso querido Jô, retorna à pátria espiritual em 31 de julho de 1985, onde temos a certeza, está continuando o trabalho que se iniciou entre nós, levando aos corações dilacerados, o consolo, a piedade, o amor; colhendo bálsamos de luz, e absorvendo as vibrações das criaturas o qual ele sempre amparou, esclareceu, abraçou!

Temos o nosso Jô como um companheiro de equipe, que faz parte da equipe espiritual.

Ernesto Bozzano




  Nasceu em 1862, em Gênova, Itália e desencarnou em 1943, na mesma localidade. Professor da Universidade de Turim, foi, antes de se converter ao Espiritismo, materialista, céptico, positivista.


Pesquisador profundo e meticuloso, escreveu mais de trinta e cinco obras, todas de caráter científico. Organizador de estudo experimental, com o valioso concurso de 76 médiuns. Elaborou nove monografias inconclusas. Essa a folha de serviço de um dos mais eruditos pensadores e cientistas italianos. Seu nome: Ernesto Bozzano.

Numa época em que o Positivismo empolgava muitas consciências, Bozzano demonstrava-lhe nítida inclinação. Dos postulados positivistas gravitou para uma forma intransigente de materialismo, o que o levou a proclamar mais tarde: Fui um positivista-materialista a tal ponto convencido, que me parecia impossível pudessem existir pessoas cultas, dotadas normalmente de sentido comum, que pudessem crer na existência e sobrevivência da alma.

O fato de representantes da Ciência oficial levarem a sério a possibilidade da transmissão de pensamento entre pessoas que vivem em continentes diferentes, a aparição de fantasmas e a existência das chamadas casas mal-assombradas escandalizava Bozzano.

Somente após ler diversas outras obras é que Ernesto Bozzano resolveu dedicar-se com afinco e verdadeiro fervor ao estudo aprofundado dos fenômenos espíritas, fazendo-o através das obras de Allan Kardec, Léon Denis, Gabriel Delanne, Paul Gibier, William Crookes, Alexander Aksakof e outros.

Como medida inicial para um estudo profundo, Bozzano organizou um grupo experimental, do qual participaram muitos professores da Universidade de Gênova.

No decurso de cinco anos consecutivos, graças ao intenso trabalho desenvolvido, esse pequeno grupo propiciou vasto material à imprensa italiana e, ultrapassando as fronteiras, chegou a vários países. Havia-se obtido a realização de quase todos os fenômenos, culminando com a materialização de seis Espíritos, de forma bastante visível, e com a mais rígida comprovação.

Dentre as mais de trinta e cinco obras escritas, citamos “A Crise da Morte”, A Hipótese Espírita e as teorias Científicas”, “Animismo ou Espiritismo”, “Comunicações Mediúnicas entre Vivos”, “Pensamento e Vontade”, “Fenômeno de Transfiguração”, “Metapsíquica Humana”, “Os Enigmas da Psicometria”, “Fenômenos de Talestesia”, etc.

O seu devotamento ao trabalho fez com que se tornasse, de direito e de fato, um dos mais salientes pesquisadores dos fenômenos espíritas, impondo-se pela projeção do seu nome e pelo acendrado amor que dedicou à causa que havia esposado e que havia defendido com todas as forças de sua convicção inabalável.

Um fato novo veio contribuir para robustecer a sua crença no Espiritismo. A desencarnação de sua mãe, em julho de 1912, serviu de ponte para demonstração da sobrevivência da alma. Bozzano realizava nessa época sessões semanais com um reduzido grupo e com a participação de famosa médium. Realizando uma sessão na data em que se dava o transcurso do primeiro ano da desencarnação de sua genitora, a médium escreveu umas palavras num pedaço de papel, as quais, depois de lidas por Bozzano o deixara assombrado. Ali estavam escritos os dois últimos versos do epitáfio que naquele mesmo dia ele havia deixado no túmulo de sua mãe.

Fonte: http://www.autoresespiritasclassicos.com

Eusápia Paladino


Eusápia Paladino foi a primeira médium de efeitos físicos a ser submetida a experiências pelos cientistas da época, tais como César Lombroso, Alexandre Aksakof, Charles Richet e muitos outros.


Nasceu em Nápoles, Itália, em 31 de janeiro de 1854, e desencarnou em 1918, com a idade de sessenta e quatro anos.

Sua mãe morrera quando ela nasceu e o pai quando ela alcançou a idade de doze anos.

As primeiras manifestações de sua mediunidade consistiram no movimento e levitação de objetos, quando ainda muito jovem, pois contava apenas quatorze anos. Esses fenômenos eram espontâneos e se verificavam na casa de um amigo com quem ela morava. Somente aos vinte e três anos é que, graças a um espírita convicto, Signor Damiani, ela conheceu o Espiritismo.

Por volta do ano 1888 é que Eusápia tornou-se conhecida no mundo científico em virtude de uma carta do Prof. Ércole Chiaia enviada ao criminalista César Lombroso, relatando detalhadamente as experiências já realizadas por ele com a médium, carta essa publicada no jornal "Il Fanfulla dela Domênica".

Entre outras coisas, dizia o missivista:

"A doente é uma mulherzinha de modestíssima condição social, com cerca de trinta anos, robusta, iletrada e cujo passado, porque vulgaríssimo, não merece esquadrinhado; que nada apresenta de notável, a não ser as pupilas de fascinante brilho e essa potencialidade, que os criminalistas diriam irresistível."

Em outro trecho da carta, dizia:

"Quando quiserdes, essa mulherzinha será capaz de, encerrada numa sala, divertir durante horas, por meio de surpreendentes fenômenos, todo um grupo de curiosos mais ou menos céticos, ou mais ou menos acomodatícios".

Através dessa carta, convidava, também, o célebre alienista, a investigar, diretamente, os fenômenos por ele constatados na médium.

Três anos mais tarde, em 1891, Lombroso aceitou o convite, realizando, com Eusápia, uma série de sessões. Esses trabalhos foram seguidos pela Comissão de Milão, integrada pelos professores Schiaparelli, diretor do Observatório de Milão; Gerosa, Catedrático de física; Ermacora, Doutor em Filosofia, de Munique, e o prof. Charles Richet, da Universidade de Paris. Além dessas sessões, muitas outras foram realizadas, com a presença de homens de ciência, não só da Europa, como também da América.

Lombroso, diante da evidência dos fatos, converteu-se ao Espiritismo, tendo declarado:

"Estou cheio de confusão e lamento haver combatido, com tanta persistência, a possibilidade dos fatos chamados espíritas."

A conversão de Lombroso deveu-se também ao fato de o Espírito de sua mãe haver-se materializado em uma das sessões realizadas com Eusápia.

Antes de encerrarmos esta ligeira exposição sobre a preciosa mediunidade de Eusápia Paladino, convém citarmos um trecho do relatório apresentado pela Comissão de Milão que diz:

"É impossível dizer o número de vezes que uma mão apareceu e foi tocada por um de nós. Basta dizer que a dúvida já não era possível. Realmente, era uma mão viva que víamos e tocávamos, enquanto, ao mesmo tempo, o busto e os braços da médium estavam visíveis e suas mãos eram seguras pelos que achavam a seu lado."

Como se vê, a Comissão que ofereceu este relatório era constituída por homens de ciência, o que não deixa dúvida quanto à veracidade dos fenômenos por eles constatados.

O prof. Charles Richet, em 1894, também realizou várias sessões experimentais em sua própria casa, obtendo levitações parciais e completas da mesa, além de outros fenômenos de efeitos físicos.

Sir Oliver Lodge, prof. de Filosofia Natural do Colégio de Bedford, Catedrático de Física da Universidade de Liverpool, Reitor da Universidade de Birmingham, e que foi, também, por longos anos, presidente da Associação Britânica de Cientistas, após as experiências realizadas com Eusápia, apresentou um relatório à Sociedade de Pesquisas da Inglaterra, dizendo, entre outras coisas, o seguinte:

"Qualquer pessoa, sem invencível preconceito, que tenha tido a mesma experiência, terá chegado à mesma larga conclusão, isto é, que atualmente acontecem coisas consideradas impossíveis... O resultado de minha experiência é convencer-me de que certos fenômenos geralmente considerados anormais, pertencem à ordem natural e, como um corolário disto, que esses fenômenos devem ser investigados e verificados por pessoas e sociedades interessadas no conhecimento da natureza".

Eis aí, em linhas gerais, o que foi a excepcional mediunidade de Eusápia Paladino, figura de destaque na história do Espiritismo, que veio à Terra para cumprir a sublime missão de demonstrar a sobrevivência do Espírito, após a desencarnação.

Fonte: http://www.autoresespiritasclassicos.com

Eurípedes Barsanulfo




Nasceu em Sacramento (MG), em 01 de maio de 1880, foi o terceiro filho de quinze, do casal Hermógenes Ernesto de Araújo e Jerônima Pereira de Almeida.


Teve uma vida marcada pela prática do bem, da verdade, da justiça, da lógica e da ordem. Foi um missionário que se impôs de maneira fulgurante, fez reviver, nas terras sacramentanas, os passos de Jesus nos caminhos da humildade, do perdão e do amor.

O nome de Eurípedes está profundamente ligado à história educacional de Sacramento de 1889 a 1918, participando com sua extraordinária vocação pedagógica.

Era muito religioso, desde pequeno ajudava a missa como "coroinha", também era membro da irmandade São Vicente de Paulo. Porém, após contato com o Espiritismo não conseguia mais esconder o abalo que sofrera em suas convicções católicas e fora orientado pelo mentor espiritual Vicente de Paulo, o apóstolo da caridade, para que abandonasse o cargo na congregação vicentina e afastasse de vez da Igreja, criasse uma instituição calcada nos ensinamentos básicos de Jesus, porque o Senhor oferece um campo mais amplo de serviço e amor ao próximo.

Em 27 de janeiro de 1905 cria o Grupo Espírita Esperança e Caridade, na sua própria residência onde desenvolveu um dos mais luminosos mandatos mediúnicos, que o mundo já conheceu, sempre oportunamente dinamizados no caminho do bem.

Em 31 de janeiro de 1907 fundou o Colégio Allan Kardec, sob a égide da sublime mãe de Jesus. Tem início a maior campanha educacional de Sacramento. Eurípedes incluiu no currículo escolar matérias como Astronomia e Fundamentos da Doutrina Espírita.

Por essa época, Bezerra de Meneses, numa mensagem solicita a Eurípedes, que morava no Colégio, que volte para o lar paterno a fim de iniciar a tarefa da farmácia, no que foi prontamente atendido pelo missionário sacramentano.

Atuou como homem público de 1907 a 1912 investido no mandato de Vereador, Eurípedes ocupou os cargos de membro das Comissões de Legislação e Finanças, de Obras Públicas e Instrução Pública.

Nesse período a cidade recebeu as seguintes construções: uma usina hidrelétrica para 400 KW; uma ferrovia de 13 km, à tração elétrica; a canalização da água; o cemitério; o matadouro e outros foi um momento de grande crescimento para Sacramento.

Famoso ficou o caso do embate entre o Padre Feliciano Iague, pregador de Campinas, levado a Sacramento e Eurípedes Barsanulfo que defendeu a Doutrina das seguintes acusações:

1) O Espiritismo é o ateísmo;

Defesa - O Ateísmo nega Deus. O Espiritismo o afirma. Logo, o Espiritismo não é ateísmo. O Espiritismo não contradiz o Cristo, este afirma por palavras e fatos a pluraridades das existências, hoje verificada cientificamente... Ora, a reencarnação, "o tornar a nascer" exclui o inferno pagão, vulgarizado pela Igreja Católica e outras. Logo, o Cristo, ensinando o "nascer de novo" não afirmou, nem poderia tê-lo afirmado, o lugar para onde se entrando, de lá não mais se sai. Não podia ensinar ou afirmar o inferno, como compreende a Igreja, porque mantido o critério da negação de um atributo divino, negado está Deus, a mansão de penas eternas é a mais formal negação da justiça, do amor, da sabedoria divinos; do que se conclui: existindo o inferno, não existe Deus: existindo Deus, não existe o inferno.

2) Os fatos preternaturais do Espiritismo não se podem explicar sem a intervenção diabólica;

3) O Espiritismo não é religião;

4) O Espiritismo não é ciência.

Eurípedes foi brilhante na defesa da Doutrina, após a palavra serena, cheia de amor, este encaminho-se para o reverendo e abraçou-o, num gesto de envolvente fraternismo. Populares exaltados carregaram-no em triunfo pelas ruas de Sacramento, apesar de seu íntimo constrangimento, inspirado na humildade de Missionário do Cristo.

O calendário marcava 25 de abril de 1918 quando Eurípedes em transe sonambúlico de meia hora teve pela segunda vez a certeza que sua missão, nesta encarnação, estava chegando ao fim.

No dia 22 de outubro, achava-se Eurípedes junto aos auxiliares, no atendimento ao receituário e à expedição dos mesmos. Em meio ao trabalho, dirige-se aos companheiros nestes termos:

- Vai desencarnar uma pessoa em Sacramento, que terá um féretro concorridíssimo. Muitas Flores e um número incalculável de coroas. Todas as pessoas, participantes do cortejo fúnebre levam flores. E como choram! Lágrimas... muitas lágrimas...

Nessa época Sacramento é atacada pela "gripe espanhola" que se alastrou assustadoramente pela cidade e localidades vizinhas, impondo a Eurípedes e a seus dedicados colaboradores, um acervo de trabalhos jamais alcançado. Acometido pela doença nefasta, Eurípedes não descansa no atendimento aos enfermos, que são muitos.

Eurípedes liberta-se dos laços fluídicos que o traziam preso ao corpo carnal às 5:30h do dia 01 de novembro de 1918 e seu corpo foi enterrado às 17h daquele mesmo dia em concorridíssimo cortejo fúnebre, molhado por uma chuva fina, como se a natureza chorasse a dor da separação do filho querido que partira para continuar sua caminhada em outras moradas.

Fonte: http://www.autoresespiritasclassicos.com

Emmanuel



Emmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do espírito, no original francês "L'évangile selon le spiritisme", em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O egoísmo".


O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

Descreve Chico: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."

Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa "gens Cornelia" e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.

De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há dois mil anos.

Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos, a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: "Alma gêmea da minhalma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão..." e, mais adiante: "És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!"

Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.

Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: "Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos."

Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.

Cinquenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.

Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império. Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.

Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.

Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.

O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.

Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.

Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.

Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.

Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.

Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.

Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.

O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra "Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga" descrevendo: "Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.

No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.

E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: `Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.'

E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte."

A título de curiosidade, encontramos registros que o deputado Freitas Nobre, já desencarnado na atualidade, declarou, em programa televisivo da TV Tupi de São Paulo), na noite de 27 para 28 de julho de 1971, que ao escrever um livro sobre Anchieta, teve a oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manuel da Nóbrega, como E. Manuel.

Assim, o E inicial do nome do mentor de Francisco Cândido Xavier se deveria à abreviatura de Ermano, o que, segundo ele, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um "m" somente e pronunciado com acentuação oxítona.

Fonte: http://autoresespiritasclassicos.com


Amor e Ódio - Clube do Livro Junho 2013



Prezado amigo, compartilhamos a apresentação do resumo do grupo, realizada no Encontro do dia 26 de junho de 2013. Os créditos das imagens são da Internet e as músicas são de Chopin, Debussy, Albinoni, Beethoven e Schubert 

 





Reunião do Clube do Livro Espírita

ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...