terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Nas Fronteiras da Loucura - Terceira Parte

Nas fronteiras da loucura

Terceira parte

Reunião: 29/11/2017

11. EFEITOS DAS DROGAS

“Morrer nem sempre significa libertar-se.”

“A morte é orgânica, mas a libertação é de natureza espiritual.”

Depois do acidente os pacientes foram colocados em recinto especial para sonoterapia por algumas horas.

Manoel Philomeno nos informa que a falta de preparo espiritual da maioria das pessoas para a breve existência corporal acarreta desequilíbrio; assim, quando os familiares tomassem conhecimento do infortúnio ficariam aflitos, e atrairiam os recém desencarnados que se encontravam em condições delicadas.

“A lamentação e os impropérios, que a ausência de segurança religiosa, a par da angustia enlouquecedora e da revolta, promovendo cenas que poderiam ser evitadas, produzem, no Espírito recém-libertado, maior soma de desconforto, porquanto, atravessando momentos de alta sensibilidade psíquica, automática vinculação ao corpo sem vida e a família, as atitudes referidas transformam-se em chuvas de fagulhas comburentes que os atingem, ferindo-os ou dando-lhes a sensação de ácidos que os corroem por dentro.”

Quando chamados desejam atender, mas não conseguem fazê-lo, daí experimentam enormes dores e desesperos morais que os dominam.

Nos primeiros períodos, após a morte física, a misericórdia Divina faz com que adormeçam, pois não conseguem repousar por conta dos apelos exagerados dos familiares.
“E quando logram adormecer, não raro, porque não souberam dignificar os tesouros da vida com consequente preparação para a viagem inadiável, estando com a mente em desalinho pelo choque da desencarnação, debatem-se em pesadelos afligentes, que são liberação de imagens perturbadoras das zonas profundas do inconsciente...”

“Para uma reencarnação completar-se, desde o primeiro instante quando da fecundação, transcorrem anos que se alargam pela primeira infância. É natural que a desencarnação necessite de tempo suficiente para que o Espírito se desimpregne dos fluidos mais grosseiros, nos quais esteve mergulhado...”

Quando a desencarnação é de uma forma muito violenta, mata somente os despojos físicos, nunca significa libertação do ser espiritual.

Quando a pessoa está há muito tempo enferma, e suporta com resignação, aos poucos o períspirito vai se libertando da matéria, molécula a molécula, até a extinção do fluido vital.

“O Espírito tem tempo de pensar nas lídimas realidades da vida, desapegar-se das pessoas, paixões e coisas, pensar com mais propriedade no que o aguarda, depois do corpo, movimentando o pensamento em círculos superiores de aspirações.”

Philomeno nos diz que quando recordamos dos familiares que já partiram, ocorre uma revinculação pelos fios delicados das lembranças, e eles recebendo inspiração e auxilio para o desprendimento do organismo fisiológico.

“As dores morais bem aceitas facultam aspirações e anseios de paz noutras dimensões, diluindo as forças constritoras que o atam ao mundo das formas.”
“O conhecimento dos objetivos da reencarnação, o comportamento correto no exercício das funções físicas contribuem, também, para a desimantação, quando do fenômeno da morte.”

“Com essas colocações não se pretende transformar a vida num sofrer sem esperanças, num renunciar sem limites, longe da alegria e do concurso da paz.”
O tempo no corpo tem finalidade educativa, para que limpemos nossas mazelas, diminuindo nossas imperfeições, para o aprimoramento de novos ideais.
Devemos perceber que não reencarnamos para o prazer e a inutilidade.

“O Espírito é, no Além, o somatório das suas experiências vividas.”

Dessa forma, o grupo esperava que aquelas providências reduzissem o sofrimentos dos jovens recém libertos.

A primeira iniciativa, para que não fossem vítimas dos vampiros, usurpadores de força, constituía uma enorme conquista.

D. Ruth, avó de Fábio, que solicitou o auxílio do grupo de Benfeitores, foi informada por Manoel Philomeno do amparo recebido.

Ela amava muito o neto e pelo pensamento estava sempre vinculada a ele; quando tentou auxiliar o grupo, pois previu o desastre e não obteve resultados, pôs-se a orar, desligou-se mentalmente e solicitou ajuda do Posto Central, dedicado ao socorro de encarnados e desencarnados naquela noite.

“Os aparelhos seletores de preces e rogativas registram o apelo, e um sinal, na sala de controle, deu a notícia da gravidade e urgência da solicitação. Decodificado, imediatamente, pelos encarregados de tradução das mensagens...”
Philomeno reflexionava como era importante o trabalho do Centro de Comunicações e a captação e seleção dos atendimentos aos necessitados.

D. Angélica havia feito a rogativa pela filha, Julinda, a solicitação foi recebida e encaminhada ao Dr. Bezerra e, essa visita inicial dera início a outras tarefas que viriam posteriormente.

“Compreendi, a partir de então, que o intercambio mental, lúcido, não é tão corriqueiro, especialmente em campo de ação do porte em que nos movimentávamos sob as fortes descargas psíquicas do mais baixo teor.”

D. Ruth, falou um pouco sobre sua última encarnação e os vínculos que a mantinham presa ao neto adormecido: em encarnação anterior ele fora seu filho e possuía enorme prestígio social e político, responsabilizou-se por graves e desditosos acontecimentos.

Despertou ódios, quando poderia estimular o amor; semeou dores, possuindo meios de fazer bênçãos; foi servido, mas nunca serviu.

Ela, como mãe o aconselhou de todas as formas, mas não fora ouvida; ela reconhecia que lhe dera uma educação sem disciplina – está que forma melhor qualquer pessoa – para as funções que lhe eram reservadas...

Aos 40 anos ela desencarnara por alguns abusos que cometera, na condição de suicida indireto; estagiou em redutos de sombra e dor, na Erraticidade inferior.

Terminada a tarefa, suportada com disciplina e brandura pelas ações de merecimento a que se entregava, ela pôde usufruir de paz, mas experimentava o sofrimento pelo que sucedia ao filho.

Esforçou-se e trabalhou com sacrifício para resgatá-lo do sofrimento que se encontrava, para que pudesse receber tratamento, onde ele se exercitou e predispôs-se ao trabalho edificante.

“A reencarnação fazia-se indispensável para atenuar-lhe as faltas e amortecer as impressões mais duradouras, remanescentes dos sítios em que se detivera por quase 30 anos.”

Pelos títulos morais que tinha, D. Ruth conseguiu reencarnar e Fábio retornaria como seu neto querido.

Fábio reencarnou com pais afetuosos, que estavam interligados em sua vida pretérita, como coautores de seus deslizes e agora, retornavam, ambos, pais e filho de necessitando de desenvolvimento moral.

Cumprida sua tarefa essencial, para qual reencarnou, D. Ruth, retornou ao plano espiritual, há 10 anos aproximadamente, deixando Fábio em infância plena de promessas.
D. Ruth ainda acrescenta:
“A morte, nestas circunstancias, constitui impositivo da Lei, que ele não soube evitar, significando imperioso resgate das antigas faltas que culminaram em suicídio indireto.”
“A dor, que os pais experimentarão a partir de agora, significa a presença da justiça alcançando-os, em razão da conivência passada, de alguma forma responsáveis que foram nos erros que ele perpetrara e nos quais também se comprometeram.”

“Ninguém dilapida os dons de Deus, permanecendo livre da reparação.”

Nesse momento Dr. Bezerra chega para visitar os jovens em repouso. Ele examinou o motorista e não teve dúvidas em afirmar que o jovem buscava o acidente, porque se permitiu o uso de drogas e a direção do veículo.
Começou a examinar o períspirito do jovem e verificou a área de reflexos e ações motoras, que estavam bloqueadas pela excitação provocada pelas anfetaminas utilizadas de forma venenosa, que com o tempo provocaria paralisia irreversível.
“As drogas liberam componentes tóxicos que impregnam as delicadas engrenagens do períspirito, atingindo-o por largo tempo. Muitas vezes, esse modelador de formas, imprime nas futuras organizações fisiológicas lesões e mutilações que são o resultado dos tóxicos de que se encharcou em existência pregressa.”

“De ação prolongada, a dependência que gera, desarticula o discernimento e interrompe os comandos do centro da vontade, tornando os seus usuários verdadeiros farrapos humanos, que abdicam de tudo por uma dose, até a consumpção total, que prossegue, depois da morte...”

“Além de facilitar obsessões cruéis, atingem os mecanismos da memória, bloqueando os seus arquivos e se imiscuem nas sinapses cerebrais, respondendo por danos irreparáveis.”
Toda essa viciação fica registrada no períspirito em ação corrosiva e o reestabelecimento ocorrerá através das reencarnações, para reequilibrar o que foi maltratado.

Dr. Bezerra diz que o jovem motorista estava habituado ao uso de fortes tóxicos, que danificaram seu períspirito.

Ele continuou observando os outros jovens... informou que Fábio estava sendo iniciado nas drogas, havia experimentado maconha, mas agora fazia uso de anfetaminas perigosas. Verificou a região cerebral correspondente em seu corpo espiritual e percebeu-se o entorpecimento.

“Eis porque não sintonizou com a interferência psíquica da irmã Ruth.”

Felizmente, não se intoxicou tanto para corroer seu períspirito profundamente, com menos responsabilidade negativa e em condições de ser melhor auxiliado.

Dr. Bezerra termina a visita pedindo a confiança em Deus e que os jovens continuassem em repouso, recebendo a terapia de passe de hora em hora, para que suportassem a vibração mental dos parentes ao receberem as notícias.

Bezerra convida todos para a oração coletiva no Posto Central com irradiação pelos subpostos. Era terça-feira de carnaval, seis da manhã.

 Resumo elaborado por Maria Fernanda Ribeiro. Favor manter o crédito.

12.DESPERTAMENTO EM OUTRA REALIDADE

Acompanhado de assessores e auxiliares, o Dr. Bezerra orou, saudando nova oportunidade e agradecendo ao Senhor da Vida. No posto de Socorro, durante da prece, diamantina claridade envolvente irradiava do mensageiro, vitalizando-os para os trabalhos que viriam.
Horas depois, Bezerra foi procurado pela Irmã Melide, informando que no antigo lar de sua neta Ermance a angustia se instalara.

Os jovens amigos de Ermance após horas de procura e não tendo encontrada a amiga, foram à sua casa para informar aos pais do ocorrido. Tentaram tranquiliza-los, alegando que a mesma não estava só quando, num momento de distração, o grupo foi separado pela multidão.

O argumento ao invés de acalmá-los, mais os inquietou, considerando que a filha não se permitia a leviandades.

Ao amanhecer, os pais foram a Delegacia Central. As 9hs horas o corpo de Ermance foi encontrado e encaminhado para necropsia e posterior identificação. O Pai chegando ao necrotério, reconheceu a filha e grande aflição se abateu sobre ele.

A Irmã Melide conta que o genro chegou ao lar transpassado de dor e, não podendo ocultar da esposa o ocorrido, apesar do grande esforço feito para diminuir o sofrimento da esposa.
A filha de Melide foi acometida de pânico e deixou-se abater em terrível desespero.

Um médico foi chamado para dá-lhe assistência, ministrando sedativos. Irmã Melide procurou falar-lhe e imprimir animo e submissão ante o infortúnio.

Após relato da irmã Melide, Dr. Bezerra propôs que fossem ver Ermance.
Chegando próximo ao leito de Ermance, o enfermeiro informou-os que subitamente a paciente começou a dar sinais de inquietação.

Dr. Bezerra aplicou-lhe recursos fluídicos e informou à irmã Melide que se fazia necessário despertá-la para o primeiro encontro com a realidade, de modo a interromper a comunicação com o lar, de onde vinham pungentes apelos, fazendo-a reviver as cenas que culminaram com a desencarnação.

Foram aplicados recursos fluídicos para que fossem dispersados os fluidos soníferos. Ermance despertou um pouco aturdida, com sinais de disritmia cardíaca.

Pálida, com a respiração ofegante e em meio a tênue névoa visualizou a querida avó próxima ao seu leito. Surpresa, embora demonstrasse fraqueza orgânica, estendeu os braços e falou: “Deus Meu!... Estou sonhando... Vovó querida, ajude-me!...”

Melide aproximou-se, envolvendo-a em seus braços com infinita ternura. Ermance queixou-se, dizendo que tinha sido raptada e queriam matá-la.

A avó, disse-lhe: "O rapto não se consumou, meu bem. Tudo está bem. Estamos juntas. Você voltará para casa logo mais”.

A avó pede que se acalme e se lembre da oração".  Mais calma, Ermance  pergunta: "Estou sonhando com você, vovó? Que bom!".

A avó respondeu: "De certo modo, você está despertando de um sonho demorado no corpo, a fim de adentrar-se na realidade maior da vida...".

 Assustando-se, Ermance disse: "Digo sonho, porque você já morreu...".

E o dialogo continuou, onde a avó carinhosamente, ia esclarecendo de forma didática sobre a morte e a verdadeira vida espiritual.

Diz que agora elas ficariam juntas, respirando novo ar, longe da doença, do medo, da aflição, viva e sob o carinhoso amparo de Deus. Ermance diz que não quer morrer e avó responde que ela está livre, viva e já tinha vencido a morte.

Ermance deseja retornar para a casa dos pais. Melide diz que elas iriam juntas, que tudo estava bem e que Deus jamais desampara seus filhos.

Sob a carinhosa assistência da avó, Ermance adormeceu. O sono era entrecortado de soluços.

Dr. Bezerra começou a aplicar-lhe energias sedativas, que anestesiaram o Espírito, protegendo-o dos sofrimentos e dos fortes apelos que durante um tempo chegariam dos pais, que foram duramente atingidos pela perda da filha.

Logo após, o Dr. Bezerra e sua equipe foram à casa da família, seguindo para a capela onde o corpo de Ermance era velado, auxiliando-os e infundindo-lhes ânimo e fortalecendo-os para os testemunhos purificadores.

Graças à vigilância de Melide e de outros cooperadores do grupo, o corpo da jovem, desde a hora da consumação do crime, não foi vampirizado por Espíritos inditosos.

Retornando a sede, Philomeno foi convidado a acompanhar o processo de adaptação dos jovens acidentados. Agenor comunicou-os da retirada do veiculo do mangue e a condução dos corpos para o necrotério.

Durante a autópsia, observaram que os Espíritos, mesmo distanciados dos corpos, retratavam as ocorrências que os afetavam. O motorista, por ser incurso em maior responsabilidade, manteve-se em sono agitado por todo o tempo e, devido os fortes vínculos com a matéria, experimentava as dores que lhe advinham da necropsia.

Recordemos que se encontrava sob o amparo do Pai, todavia não estava isento da responsabilidade pelos erros cometidos na juventude!

Em necropsias muitos Espíritos que se deixaram dominar pelos apetites grosseiros enlouquecem de dor, demorando-se sob os efeitos lentos do processo a que foram submetidos o corpo físico.

Deste modo apesar de todos terem desencarnados juntos, no mesmo momento, cada um experimentava sensações de acordo com os títulos que conduziam, de beneficência e amor, de extravagância e truculência.

As autopsias demoraram mais de uma hora e durante o processo, a assistência do bem procurou diminuir os sofrimentos dos recém-chegados.

Por ser menos comprometido, Fabio recebeu mais alta dose de anestésico, algo liberado das dores carnais que os outros, em maior como em menor escala, haviam sofrido.

Passada essa fase, retornaram ao sono, embora em agitação.

Entre a hora do reconhecimento e traslado dos corpos pelos familiares, o grupo do Dr. Bezerra pôde acompanhar o despertar de quase todos, sob os duros apelos de pais e irmãos.

Amavelmente o Dr. Bezerra explicou:

"As nossas providências de socorro não geram clima de privilégio, nem protecionismo injustificável. Cada um respira a psicosfera que gera no campo mental. Todos somos as aspirações que cultivamos, os labores que produzimos.

O Senhor recomendou-nos dar a quem pede, abrir a quem bate, facultar a quem busca, dentro das possibilidades de merecimento dos que recorrem ao auxílio. (...)

Quando albergamos os nossos jovens, na condição de humildes cireneus, objetivamos ampará-los da agressão perniciosa das Entidades vulgares, portadoras de sentimentos impermeáveis à compaixão e à misericórdia... Mercê de Deus, conseguimos o tentame. A cruz, porém, é intransferível, de cada qual. Podemos ajudar a diminuir-lhe o peso, não a transferi-la de ombros".

Podiam observar que rápidas flechadas de forte teor vibratório alcançavam os rapazes.

O motorista subitamente apresentou uma fácies de loucura. Levantou-se trêmulo, emitindo palavras desconexas e, envolto pelo fio de densa energia, pereceu sugado, desaparecendo, indo atender aos que o chamavam, cuja, a sintonia vibratória era a mesma.

A Polícia informou à família que ele havia ingerido alta dose de drogas, sendo o responsável pelo acidente. Os pais ficaram magoados e revoltados.

Logo depois, mais dois se evadiram do local de amparo obedecendo ao impositivo evangélico: “Onde estiver o tesouro, aí estará o seu coração”.

Fábio e outro amigo por não se encontrarem muito comprometidos com os vícios e pertencerem a famílias mais estruturadas e dignas foram poupados à presença do corpo físico, não tendo que assistir a cenas fortes que se desenrolaram antes e durante o sepultamento.

“Desperta-se, cada dia, com os recursos morais com que se repousa à noite.

Além do corpo, cada Espírito acorda conforme o amanhecer que preparou para si mesmo”.

Resumo elaborado por Francisca Passos. Favor manter o crédito.


13. EXPERIÊNCIAS NOVAS

Durante todo o período do Carnaval, comportamentos morais se alteraram, distúrbios afetivos surgiram, assim como perdas financeiras. O homem em tronca do descanso  da mente, destroem a vida, causam desordem, fogem das responsabilidades e, desta forma, se frustam porque não encontram a paz desejada.

Naquele último dia de Carnaval o trabalho era intenso. Um grande número de desencarnados eram recolhidos em estado lastimável, arrependidos, despertavam para outros valores. O ser é artífice do seu destino, sendo feliz ou não de acordo com as suas escolhas.

A tarde o grupo foi solicitado a ajudar o irmão Artur, médico que trabalhava na esfera espiritual. Durante a sua encarnação, foi um médico filantrópico dedicado à clínica geral, era bondoso e viveu com dignidade. Deixara uma viúva e uma filha adolescente. Apesar de seu esforço contínuo, não conseguiu ajudar na evolução moral da esposa. Ela era exigente e ambiciosa, e durante as crises amaldiçoava o marido. 

A filha sofria pois não podia ter lembranças do pai. Aos dezoito anos, ela casou com um jovem por quem tinha pouca afeição e foram morar com a mãe, devido aos poucos recursos.
Arthur, emocionado, comunicou ao grupo que a sua filha havia tentado o suicídio. Então, o grupo se deslocou para o centro cirúrgico do Hospital Sousa Aguiar.

No centro cirúrgico ela estava passando por uma parada cardíaca, seu espírito estava quase totalmente desprendido do corpo, em agitação, sob domínio de seu obsessor.
O obsessor gritava para ela que já que desejará morrer, assim seria.

A partir do momento em que o obsessor visualizou o Dr. Bezerra de Menezes, ele disse que Noemi lhe pertencia, pois ela veio espontaneamente.

Dr. Bezerra, sereno, respondeu:  "Não sou eu quem te tomará o ser que amesqui- nhas, senão o Nosso Pai, Senhor do todos nós. A hora não é chegada para que ela retorne. Desse modo, se a reténs, serás o responsável pelo crime de homicídio consciente... Além do mais, o acontecimento será como quer o Criador e não como desejamos nós. Esta é a tua vez de ceder..." 

O obsessor disse que não cederia, que se ele quisesse teria que tomá-la dele.
Dr.Bezerra colocou-se em prece, ao mesmo tempo em que Artur semi-incorporava no medico que aplicava a primeira descarga elétrica no coração de Noemi.

À medida em que Dr. Bezerra se concentrava, ele passava a irradiar uma poderosa luz do seu plexo solar, enchendo o ambiente de luz.  Então, ele disse que em nome de Deus ele devolvesse a jovem o seu corpo.

O carrasco paralisado e sem compreender o que ocorria, soltou o espírito, que retornou de forma abrupta ao seu corpo. O coração voltou a pulsar e Artur chorou comovido.

Dr. Bezerra esclareceu: "A vida é patrimônio de Deus e todos nos encontramos situados nela com propósitos superiores que nos estão reservados. Todos conduzimos enganos lastimáveis, que são frutos da nossa ignorância, igualando-nos, de certo modo, nos erros e diferenciando-nos nos acertos.” 

"A sua anuência, meu amigo, é abençoado acerto, que lhe descerra oportunidade nova, de que todos podemos gozar. O bem é inexaurível nascente, que flui sem cessar, sempre melhor para quem o distende aos outros."

O silêncio se fez entre todos. Então, surgiu uma menina que desencarnara com oito anos de idade acompanhada de uma venerada Entidade, e gritou: - Papai! Paizinho, meu paizinho!... E abraçou o pai.

O pai aos prantos abraçou a filhinha e a anciã, que era a sua mãe. Todos ficaram emocionamos.
Noemi, anestesiada, foi transferida para o CTI. E, a pedido da genitora, o seu filho foi transferido para o Posto de Socorro, para o tratamento inicial, antes de ir para outra Estância. Ali mesmo, ele recebeu passes desintoxicantes, adormecendo. 

Quando Dr. Bezerra foi avisado da tentativa de suicídio de Noemi, ele fez uma consulta aos Centros de Informação a respeito do motivo da obsessão, quem se encontrava envolvido e como alcançá-lo. Mensageiros providenciaram a vinda de familiares do perseguidor.

Philomeno  perguntou ao benfeitor o que aconteceria se o obsessor persistisse no erro. 

Dr. Bezerra esclareceu que não há força que supere o Amor. Através da oração, recebemos a resposta superior do Céu, fazendo o irmão recordar o rapto da própria filha.

Desta forma, o amor que nele estava preso devido à revolta, libertou-se e sintonizou com os familiares queridos. Por várias vezes, elas tentaram alcançá-lo, porém ele estava fechado em si mesmo. " Se a pessoa não se volta, não se descerra para o bem, deixando-se permeabilizar, fica atrofiada nos sentimentos nobres, deambulando nas faixas inferiores, sem que os registros captem os apelos mais elevados que lhe chegam. "

"Não esqueçamos do ensino sempre atual de Jesus: - Pedi e dar-se-vos-á... É necessário pedir, saber fazê-lo e esperar com receptividade." 

Noemi iria sobreviver. Deus seja louvado!

Resumo elaborado por Débora Loures. Favor manter os créditos.


14. O DRAMA DE NOEMI

Neste capítulo, observa-se os tentáculos do destino que envolvem os atores deste drama. O irmão Artur constatou que sua filha, a quase suicida, só teria sua saúde recuperada a longo prazo; sua então viúva e o genro, Cândido, acompanhavam o desenrolar do ocorrido, aliás, fora Cândido que primeiro socorreu sua mulher, Noemi, que cometera o tresloucado gesto após as discussões domésticas que se tornaram, de certo modo, habituais. Na verdade, o último atrito se deu por motivos muito mais graves. Senão vejamos:

- Os responsáveis pelo ato de Noemi foram sua mãe, Enalda, e o marido de Noemi, Cândido. Artur descreveu-a como uma mulher imatura, no que concerne aos compromissos nobres, sonhadora com os prazeres extenuantes a que gostaria de se entregar, pouco se importando com as consequências que adviessem. Durante a vida terrena, ele procurou esforçar-se para atender seus anseios, mas não conseguiu. Quando desencarnou subitamente, Enalda pareceu libertar-se de sua vigília.

Após um respeitável silencio, prosseguiu dizendo que a formação religiosa da então família, formou-se mais por praxe do que por convicção e sentimento, praticando o culto sem aprofundamento nas lições que ouviam. Ele próprio confessou a dificuldade que tinha em aceitar racionalmente os postulados da doutrina, chegando até a repugnar-se com a filosofia do dogma, com a fé cega. Como afeiçoara-se com o exercício da medicina, não se afligiu com o que não concordava com a religião; seu comportamento era coerente com o mandamento maior, o primeiro, que diz: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Para ele, a frase sintetizava a Lei, e os seus profetas, sendo a base dos ensinos morais de Jesus Cristo; aceitava, sem discutir, a imortalidade da alma. Enalda, a viúva, aceitava a doutrina indiferente, sem qualquer compromisso; a filha, por sua vez possuía uma estrutura espiritual frágil.

Novamente o narrador interrompeu-se.
Após, serenamente, continuou. O matrimonio de Noemi e Candido não constava do processo regenerador... sentindo-se desamada no lar, um tanto só e carente, acabou transferindo a afetividade para um jovem igualmente irresponsável, sendo que este acabou atraindo a atenção e o fascínio da sogra – Enalda. Passados os primeiros meses do casamento, as discussões principiaram pelas mínimas coisas e Candido tinha o apoio da...sogra, cada vez mais fascinada. Quase 20 anos separavam Enalda, a sogra, de Candido, o genro, mas não foram impeditivos para um romance.

Na sua narrativa, Artur deixava claro que a dor que sentia fosse por ciúme ou frustação. Como desencarnado, procurava amparar os três necessitados de socorro e compaixão. A bem da verdade Noemi estava atenta ao procedimento de seu marido e de sua mãe, e daí para o ciúme e vingança...foi um passo.

Ocorre que Noemi também possuía débitos no pretérito e seu pai, Artur, cunhou a seguinte frase: - “Como sabemos, somente sucedem obsessões, porque existem endividados.”
Resulta que todo obsessor por mais insensível e cruel, é somente alguém doente que se viu traído e não tem sabido ou querido superar-se.

Continuou o narrador: “Essa é a conexão entre ele e Noemi”; pude ainda conversar com minha filha na esfera dos sonhos, demonstrando que as vítimas são sempre mais felizes, senão hoje, mais tarde, e de que Candido, jovem frívolo que é, brevemente mudaria de atitude em relação a Enalda.

Noemi retrucou e falou em “dura vingança para lavar-lhe a honra ultrajada pelo esposo e pela mãe”, ao que o narrador apresentou-lhe a vingança em termos de perdão, sugerindo-lhe ainda uma viagem e na volta desta, uma via com mais simplicidade, apenas com a TUTELA DE DEUS.

Ela chorou muito e quando despertou falou com o marido sobre a viagem; este não aceitou, principalmente pelo período carnavalesco, o que ensejou nela a armação de uma cilada.
Planejou visitar amigos e só retornar após o almoço, deixando os dois livres para os seus jogos amorosos. Dito e feito. Ficou apenas um quarto de hora no hall do edifício e retornou ao apartamento, sorrateira; nem é preciso detalhar o resultado...o marido ainda a esbofeteou e ela correu para o banheiro, trancou-se e tentou seccionar as veias. O pobre pai resolveu recorrer ao Dr. Bezerra, que, por sua vez, concordou com a atitude de confiança vivida pelo irmão Artur agradecendo-lhe a gentileza da narração dos fatos, reafirmando o prosseguimento de ajuda a Noemi, a filha enferma, e liberou o pai afetuoso; disse mais, que a preocupação atual deveria cingir-se ao restabelecimento de Noemi e, acima de tudo, confiar em Jesus.

Resumo elaborado por Adilson Ferreira. Favor manter o crédito.

15- Recordando vidas passadas

A tentativa de cortar o nervo do braço esquerdo deixaria sequelas em Noemi. Embora as tristezas do dia estivessem na mente do autor espiritual, ele foi capaz de ponderar que em todas as tragédias havia a interferência do amor. Tudo em a Natureza convida à paz e o amor, pena que o homem prefira os tormentos internos.

Miranda se recordou que esteve com o benfeitor em um desfile de fantasia  luxuoso no dia anterior.Em meio às pedrarias, penas e vaidades, espíritos de aspecto bestial e lupino estavam em perfeita vampirização de tal forma que era difícil dissociar o parasita do hospeiro. As indumentárias de reis, rainhas, que consumiram dinheiro e tempo para serem executadas, fariam inveja àqueles a quem copiavam se não fossem falsas. Alguns dos fantasiados, que usam hoje imitações dos trajes antigos, são as próprias personagens, imitando com dedicação a situação que indignificaram quando a exerciam, repetindo textos do drama da vida, em situações ridículas. Ainda sim são merecedores de compreensão, afeto e piedade de todos nós.

O mentor relatou que muitos estudiosos da reencarnação matem ilusões acerca das vivências passadas e gastam seu tempo no passado desperdiçando a oportunidade do presente. Não querem se dar conta que se viverão personagens célebres e ainda permanecem na Terra é porque faliram por ambição, vaidade, desrespeito.  Quando se confirma uma existência anterior o objetivo é a reparação urgente e não a vaidade.

“Jesus escolheu os andrajos modestos, os convívios da dor e do sofrimento humano, as situações do proletariado sem esperança para dignificar a ascensão das almas que se retemperam nos testemunhos da pobreza e da simplicidade. ..”

Ao entrar o primeiro candidato emocionado, o mentor arrematou: “Guarde-o Jesus, bem assim a todos que aqui estão na sua passeata de ilusão. Por mais que se demore o sonho, será inevitável o acordar.”

“Aprendamos, desse modo, a escolher a boa parte, aquela que não nos será tirada, conforme o ensino do Mestre no dialogo mantido com Marta, no abençoado lar de Betânia...”

Resumo elaborado por Ana Cecília Santos. Favor manter o crédito.

Próxima reunião: 31/1/2018

sábado, 4 de novembro de 2017

Nas fronteiras da loucura - Segunda Parte

NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA 

Reunião: 25/10/2017

6 - LIÇÕES PROVEITOSAS

Resumo de Débora Loures - ao divulgar, favor manter o crédito.


A cidade era um caos. A multidão de desencarnados se misturava ao público que comemorava o carnaval. A psicosfera era carregada de vibração pesada, a cena era sombria e constrangedora, os espíritos se entregavam a desmandos e orgias. Eles buscavam as vítimas em sintonia, para promover o desequilíbrio, levando a obsessões duradouras.

Percebia-se que muitas fantasias eram inspiradas em visitas as regiões inferiores de desespero e loucura, pois muitos encarnados se vinculavam pelo pensamento a essas regiões, devido às preferências íntimas. 

Então, o mentor advertiu que não deveríamos julgar o comportamento dos irmãos. A maioria dos encarnados ainda transitava entre os limites do instinto e a razão, buscavam mais as sensações do que os ensinamentos superiores. Desta forma, era natural que permitissem os excessos que reprimiam, contradizendo o comportamento de discípulos de Jesus, que demonstravam no dia a dia. 

A origem do carnaval vinha da Bacanalia, da Grécia, quando se homenageava o deus Dionísio, e todos se entregavam aos prazeres. Em Roma, era a Saturnália, quando se imolava uma vítima humana pagã. Já na idade média, uma vez por ano era permitido enlouquecer durante três ou quatro dias, em homenagem ao rei da alegria..

Logo, a festa é o vestígio da barbárie e do primitivismo predominante, que um dia desaparecerá e dará lugar a uma alegria pura, o jubilo real ao invés das paixões violentas e promiscuías.

Devemos auxiliar sem julgar, pois ainda estamos superando nossas deficiências.

O Posto de Socorro Central era numa praça arborizada, no meio da metrópole. Os mentores ficavam a postos para auxiliar de forma eficiente. Vários voluntários ainda permaneciam ligados a familiares encarnados, e auxiliavam tanto eles como os que tivessem ao alcance. 

O auxílio iniciava-se desde sexta-feira. Era dado para aquele que solicitava, e se ampliava a todos que padecessem de agressões, violências e tragédias.

Os trabalhadores faziam atendimentos aos encarnados desligados parcialmente do corpo, durante o sono, que pediam pelos seus familiares que se encontravam nessa festa enlouquecedora; para afetos que se preocupavam com aqueles que abandonavam compromissos por paixões; para espíritos que queriam aproveitar os encontros irresponsáveis para reencarnar; aos recém-desencarnados por bebida alcoólica, de desvios sexuais; dos que sofriam subjugação e etc.

Dr. Bezerra comentou que muitos que ali estavam com a mente subjugada por problemas, e utilizavam a festa como forma de fuga, porém  pegavam um caminho rumo à loucura. Poucos realmente divertiam-se de forma sadia, com dignidade e respeito.

Silenciando e olhando ao redor, Dr. Bezerra concluiu o porquê que os Benfeitores da Humanidade informaram a Kardec: "a Terra é um planeta de provas e expiações", onde programamos o crescimento para Deus. "Saturado pelo sofrimento e cansado das experiências inditosas - asseverou o Benfeitor Espiritual -- o homem, por fim, regenerar-se-á  ao influxo da própria dor e sô­frego para fruir o amor que lhe lenificará  as íntimas aspirações da alma."

O grupo deslocou até o núcleo diretor, onde eram tomadas as decisões de emergência. Philomeno observou que um dos cooperadores do Posto Central era um poeta e compositor sambista de importância na Terra. Ele confessou que durante a sua vida terrena buscou o álcool e outras drogas para fugir dos dissabores, compunha melodias que falavam de dores e angustias. Desencarnou jovem, como um fracassado e, no plano espiritual, ele continuou ligado aos am­bientes inferiores, pelos quais transitara para fugir das aflições.

A sua me­mória gerou simpatias e a mensagem das músicas pro­vocou ami­zades. Desta forma, foi alcançado pela Misericórdia Divina e levado para um local de tratamento e renovação, aonde iniciou uma nova vida, compondo melodias de esperança e os ritmos da paz, "numa Vila de amor infinito".

 O carnaval para ele era um passado de dor e a caridade, hoje a festa de todo dia.

7 – Posto Central de Atendimento
 Resumo de Francisca Passos - ao divulgar, favor manter o crédito.

Uma área foi reservada e preparada pelos engenheiros das esferas superiores, de forma a evitar que o ministério da caridade sofresse danos decorrentes das invasões promovidas pelos espíritos perniciosos.
Não há improviso nas tarefas superiores.
Estabeleceram planos e traçaram diretrizes para a construção do núcleo transitório. A construção deste núcleo é feita com substancias ectoplásmicas, retiradas da natureza e das pessoas residentes nas proximidades, para edificação do conjunto e das muralhas defensivas.
Duas entradas opostas proporcionavam a movimentação dos que ali se encontravam.Voluntários treinados, premunidos de recursos magnéticos mantinham-se em vigília nos portões de acesso.
Amplos barracões, semelhantes as tendas de lona, espalhavam-se interligados. Diversas camas foram colocadas em filas duplas, para receberem os enfermos desencarnados que foram arrebanhados naqueles últimos 3 dias, antes de serem transferidos para um outro plano de ação definitivo.
Homicídios tresvariados, suicídios alucinados, paradas cardíacas por excessos de movimentos e exaustão de forças, desencarnação por abuso de drogas, ofereciam um índice elevado de vítimas de si mesmas pela imprevidência.
Diversos encarnados em transe demorado recebiam socorro de urgência antes de retomarem os corpos em hospitais ou lares, sob a carinhosa e vigilante assistência do Bem desconhecido.
O centro de comunicações do posto registrava apelos e tomava decisões, encaminhando assistentes hábeis para cada tipo de necessidade.
Miranda reflexionava sobre o amor e a sabedoria do Pai, que concernia entre outras misericórdias, àquelas destinadas ao amparo das criaturas, sem que estas pudessem, ao menos ter ideia dos recursos que eram disponibilizados a favor da paz e do equilíbrio delas.
O corpo físico, mesmo sendo uma oportunidade de progresso para o espirito, não deixa de ser uma barreira para uma ampla percepção, entendimento da realidade.
Encarnados transitavam por todos os lugares, sem se darem conta do que ocorria noutra dimensão vibratória.
Um sistema de alarme prevenia as invasões de hordas violentas, enquanto veículos especiais traziam os recém-recolhidos para atendimento.
Miranda aproximando-se da entrada viu, além da barreira defensiva, uma volumosa massa escura.
Entidades levianas e vingadoras ameaçavam os vigilantes do bem e atiravam “petardos” que, felizmente, não ultrapassavam as ondas repelentes que se elevavam acima dos muros.
Traziam espíritos, que se apresentavam sob atrozes padecimentos, blasfemavam, zombavam e agrediam verbalmente os trabalhadores diligentes.
Misturavam-se o sarcasmo e o sofrimento urdido pela própria leviandade, produzindo mal-estar e compaixão.
Miranda percebeu que os atendentes da vigilância acostumados a cenas daquele porte, não se deixavam sensibilizar.
Percebendo a perplexidade de Miranda diante da cena, Genézio Duarte esclareceu que eram grupos de desordeiros desencarnados perigosos e que alguns eram técnicos nos processos de chacota e ironia, que sabiam como provocar desequilíbrio, com a finalidade de colherem sintonia mental. Diz ainda: “a acidez resultante do sarcasmo é um sinal de inferioridade”.
“Na Terra, é muito comum defrontarmos o mau competidor, disfarçando a falta de valor e a ausência de recursos, apelando para as assertivas agressivas, recheadas de maldade com que ferem os rivais, esperando a reação...”
“Em nosso campo de ação, pululam companheiros infelizes, que se sentem propelidos às atitudes de revolta após fracasso pessoal ...., derrapando na vala das reações escarnecedoras, com as quais se imunizam, momentaneamente, contra os sentimentos superiores, únicos a abrirem portas à renovação e caminhos à paz”.
Ei-los mais doentes do que se supõem ... Irriquietos e ansiosos, passam a vampirizar psiquicamente os grupos com os quais se afinam, permanecendo com eles em demorado comércio de forças fluídicas desgastantes”.
Convidado a observar melhor o quadro, Miranda viu criaturas que se faziam arrastar em correntes e outras em cordas. O grupo grotesco estava acompanhado de cães que ladravam em perturbadora agressividade.
Genézio esclareceu que eram espíritos profundamente sofridos, que caíram nas mãos daqueles desordeiros quando ainda estavam encarnados. Eram vítimas e comensais da facção, que quando encarnados, triunfaram sobre os fracassos dos outros. Sentiam-se inatingíveis.
A morte, alcançou-os e trouxe-os para a submissão de mentes mais impiedosas do que as deles. Sofriam o que fizeram sofrer...
Miranda pergunta a Genézio se o auxílio divino não os alcança.
Genésio responde que sim, porém era necessário que se predispusessem a recebê-lo. E que por enquanto, expurgam na dor mais vitimados pela revolta do que sob a ação do arrependimento honesto, pelo desespero do que através da sincera aceitação do que lhes ocorria.

Reconhecendo o desejo sincero de reparar, recomeçar e serem felizes, mudam de faixa vibratória, sendo resgatados pela Bondade do Pai.
Por algum tempo a consciência sabe que precisam resgatar as faltas do pretérito conforme se submeteram, retornando a carne ao lado do grupo ao qual se sintonizam.

8 - O Caso Ermance
  Resumo de Francisca Passos - ao divulgar, favor manter o crédito.

Genézio Duarte era encarregado da vigilância do portão central, onde participava da equipe do Dr. Bezerra, a quem estava vinculado afetuosamente desde os dias da sua última encarnação.
Fora espírita militante, trabalhando com dedicação numa sociedade que levava o nome do apóstolo da pobreza no Brasil.
Genésio chegara ali, macerado pelos conceitos materiais. Devido a enfermidade, recebeu orientação de tratamento homeopático de natureza mediúnica e submeteu-se a fluidoterapia, reestabelecendo a saúde física e posteriormente, a saúde espiritual.
Afeiçoou-se ao incansável Mentor, cuja vida modelar sensibilizava-o, mergulhando a mente no estudo da codificação espírita.
Enriqueceu-se de discernimento e conhecimento, passando a militância no Movimento doutrinário e à sua vivência.
Tão habitual se lhe tornou o comportamento espírita, que granjeou amigos devotados, atraindo simpatizantes e estudiosos para a Causa.
Neste período, experimentou a prova da viuvez, que soube suportar com elevada resignação e coragem.
O sofrimento o levou a sintonizar cada vez mais com o Amigo espiritual, de quem recebia inspiração e ajuda
Palavra segura e portadora de conceitos elevados, as suas palestras de estudo e consolação doutrinárias sensibilizavam os ouvintes.
Retornou a pátria espiritual, após demorada enfermidade. Foi recebido pela Entidade generosa e familiares afetuosos.
Para Genézio Duarte a doutrina fora alento e vida.
Crendo na legitimidade da sobrevivência da alma, armou-se de forças para a superação de si mesmo.
Miranda comenta: Infelizmente não são poucas as pessoas que, equivocadas, se aproximam do espiritismo, submetendo a doutrina ao desejo das suas opiniões. Negam-se ao estudo sistemático da doutrina, preferindo leituras rápidas, nas quais não se aprofundam.
O Espiritismo, graças ao seu tríplice aspecto, atende a todos os tipos de necessidade do homem, oferecendo reflexões e respostas em todas as áreas do conhecimento.
Numa síntese perfeita, abrange o campo da investigação científica, dirimindo suposições e sofismas em torno do milagre, do desconhecido e do sobrenatural, contribuindo eficazmente para a eliminação dos mitos e tabus contra os quais a ciência luta.
A doutrina espírita se estrutura na moral do Cristo e dos Seus apóstolos, sendo religião de amor e caridade, que a fé racional sustenta e conduz.
Irmão Genézio passou pela experiência correta, investigando, conscientemente, as bases da Doutrina, não obstante o motivo que o levou à Casa Espirita. Constatada a legitimidade da sobrevivência da alma, adentrou-se pelo estudo, enquanto prosseguiram as experiências no campo da mediunidade para incorporar à vivência pessoal o comportamento ético-religioso de que se reveste.
Pediu e obteve do Instrutor, permissão para engajar-se na ação do bem, sendo convidado a assessorá-lo. A sua função no Posto Central é de relevância.
Chegando ao pavilhão onde se encontrava Bezerra, Miranda foi convidado a acompanhá-lo no atendimento de urgência a uma jovem mulher, em estado de coma.
Ao lado da jovem encontrava-se uma senhora, que parecia ser a sua avó. Embora resignada, apresentava grande ansiedade. A jovem precisava ser submetida a terapia cirúrgica.
A jovem, desencarnara há pouco mais de quatro horas, auxiliada pela avó, na liberação dos vínculos carnais.
A pequena cirurgia tinha como objetivo drenar as cargas de energia venenosa geradas pelo medo e que poderiam trazer perturbação ao espírito recém-liberto.
A jovem, chamava-se Ermance e, era portadora de deficiência cardíaca, resultantes de fatores cármicos, quando em vida pregressa, acionara uma arma de fogo contra o peito, suicidando-se, método de fuga impensado, numa conjuntura afetiva afligente.
Educada em rígidos princípios religiosos, soubera manter-se com dignidade.
Por insistência dos amigos, veio observar o Carnaval, sem se dar conta dos perigos a que se expunha.
Seu grupo jovial e comunicativo não passou despercebido de rapazes de conduta viciosa.
Bezerra explica que em razão do débito para com a vida, quando subtraiu vários anos, graças a fuga pelo autocídio, a sua encarnação atual não seria longa. Ermance poderia ter logrado alguma moratória, caso estivesse engajada em qualquer atividade de elevado teor.
Convencida por astuto gozador a ouvir-lhe as propostas sedutoras, permitiu-se caminhar um pouco em animada conversa, quando o jovem a convidou para descanso em casa de pessoa amiga. Embora relutasse, foi convencida por argumentos doces do conquistador.
O local era frequentado por obsidiados, não despertando nenhuma suspeita.
Chegando a casa, Ermance deu-se conta da cilada em que caíra. O medo aterrou-a, a respiração fez-se lhe difícil e a alta carga de tensão produziu um choque fatal.
O jovem criminoso, que aliciava jovens para o comércio do sexo e mantinha um trato com a encarregada do bordel, aplicou-lhe um lenço com clorofórmio, cuja dose forte provocou uma parada cardíaca.
Melide, sua avó, que já a acompanhava e prevendo o desenlace, em razão das intenções que observara no jovem de conduta perniciosa e conhecendo o breve trâmite da neta, manteve-se em vigilância.
Os infelizes corruptores dando-se conta da morte da moça, planejaram jogar o corpo num matagal, ocultando o crime que lhes passará a pesar na consciência culpada.
Bezerra fala da angústia dos amigos que não a levarão de volta ao lar e dos pais que foram surpreendidos com tal tragédia.
O sofrimento bem suportado, será convertido pelas Leis Divinas em futura paz e renovação da família, que reencontrará mais tarde Ermance em situação feliz. O grande choque, fator da desencarnação, num atentado ao seu pudor de moça é o capítulo final da tragédia afetiva. Débito que os criminosos não precisavam contrair.
Tudo transcorre sob controle superior, obedecendo ao equilíbrio universal.
Terminando a terapia, a irmã Melide seria destacada para acompanhar a família e sustentá-la, no período de repouso de Ermance, que mais tarde seria transferida.
Sobre a técnica da cirurgia que seria realizada, Bezerra explica que na parte superior do cérebro, na região do centro coronário, seria desenvencilhado imperceptíveis filamentos escuros, retirando-os com a ajuda de um pequeno aspirador, que sugaria os resíduos do centro cerebral, que haviam bloqueado a área da consciência.
A medida que a equipe recorria a instrumentos delicados para aquela microcirurgia, Miranda observou que a cor retornou a face da jovem e sua respiração, sendo percebida, em face dos estímulos aplicados na área cardíaca.
Transcorridos 20 minutos, a paciente em sono reparador, foi removida para a enfermaria.
“Morrer é fácil. Liberar-se da morte, após ela, é que se faz difícil. Encerrando-se um capítulo da vida, outro se inicia em plenitude de forças. Acabar, jamais!”
 9- O problema das drogas
 Resumo de Adilson Ferreira - ao divulgar, favor manter o crédito.

Naquela madrugada, estava programada uma palestra do Dr. Bezerra de Menezes, que falaria sobre o problema das drogas, visto que esta se expandia surpreendentemente entre os jovens. O grupo seguiu para o local acompanhando o expositor e alguns outros amigos; no recinto, observava-se ordeira movimentação num espaço que comportava 50 pessoas e onde se encontrava, também, pequena mesa com 3 lugares reservados ao palestrante e 2 assessores. Na assistência via-se espíritos que foram trazidos do plano físico, de boa lucidez, em desdobramento parcial pelo sono, conduzidos por seus Benfeitores Espirituais. Alguns espiritistas dedicavam-se à prática psiquiátrica e à terapia psicológica, pregadores e médiuns, terapeutas não vinculados ao Espiritismo, sociólogos e religiosos em número não superior a vinte; os demais, desencarnados. Com a entrada do missionário, saudado com carinho, precisamente às 3 horas foi iniciada a reunião.

Proferida a prece, o Amigo levantou-se e deu início à sua mensagem. Com a voz modulada, passou a examinar a problemática dos tóxicos, após haver saudado o grupo com delicada saudação evangélica: “Paz seja convosco!”

Discorreu a seguir dizendo, entre outras, que o homem, apesar de haver conquistado a Lua e avançar no estudo das origens do Sistema Solar que lhe serve de berço, incursionando, ainda pelos outros planetas, não conseguiu conquistar a si mesmo.

Mesmo com expressivas vitórias, não alcançou a paz íntima; cresceu horizontalmente na inteligência, sem desenvolver a verticalidade do sentimento elevado; não resiste às pressões, desequilibra-se com facilidade e...foge, na busca de alcoólicos, de tabacos, de drogas alucinógenas de natureza tóxica; mantem-se psiquicamente em sintonia com os sítios onde estagiou no além túmulo, antes da reencarnação compulsória.

Após oportuna pausa, prosseguiu o palestrante dizendo que o uso de drogas é muito antigo, variando de acordo com a evolução de cada povo, porém, com resultados sempre negativos.

Religiosos, guerreiros, filósofos, pobres ou ricos sempre se utilizaram de agentes vegetais ou químicos para tentar alcançar desejos emocionais que não conseguiam pelos métodos normais.

No Ocidente, atualmente, é indiscriminado o uso dessas substancias ora para fins terapêuticos ou não; pós Segunda Guerra Mundial e as lutas no Sudeste Asiático – lembrar-se do Vietnam – as drogas tomaram conta do Ocidente, em particular, da imatura e infeliz juventude.

O desprezo pela vida, os valores éticos morais, provocam incompreensão que grassa dominadora, sem que se encontre um balizador para o entendimento que deve viger entre todos, pois o egoísmo responde pelo inconformismo e pela prepotência, pela volúpia dos sentidos e pela indiferença em relação ao próximo; a fuga à responsabilidade através das drogas.

Novamente o expositor deteve-se numa pausa mais demorada, o que permitiu aos presentes mais tempo para absorver as magnânimas palavras expostas naquele ambiente magnetizado pelo verbo fluente do Mestre.

Retornando ao tema, cita ele que os dias são de luta, com contestações mais perturbadoras que saneadoras; contestam-se valores da anterior para a atual geração, o trabalho, a ética, a vida exigindo elevadas doses de tolerância e compreensão, a fim de se evitarem radicalismos de parte a parte. O progresso tecnológico, com o seu efeito colateral como qualquer medicamento, precisa ser moderado, pois a automação substitui o homem em muitas atividades, resultando na ociosidade, o desemprego, erotizando os que param e atormentando os que continuam empregados.

Na luta que empreendem, o homem se separa de seus iguais e se unem pelas necessidades dos jogos dos prazeres e, nesse dualismo comportamental, a carência afetiva, a solidão provocando o medo do amanhã, a revolta e a dor, impulsiona-o para a fuga, para a desgraça das drogas; em realidade, até inconscientemente busca algo, alguma coisa, segurança, apoio, amizade, que os tóxicos nunca lhe darão!

Muita faz a presença da vida sadia, conforme a moral do Cristo. Como terapia para o grave problemas das drogas, apresenta-se a educação em liberdade com responsabilidade; a valorização do trabalho como método digno de afirmação da criatura; orientação moral segura, tanto no lar como na escola, mediante os exemplos dos pais como dos educadores, orientação adequada às personalidades psicopatas desde cedo, ambientes sadios com leituras de conteúdo edificante; some-se também o exercício da disciplina dos hábitos, melhor entrosamento entre pais e mestres, filhos e alunos. Em suma, quanto mais for materialista a comunidade, mais se apresenta consumida, desequilibrada e, seus membros consumidores de sexo e droga em desalinho, sofrendo as mais altas cargas de violência, de agressividade, que conduzem e elevam os índices de homicídio, suicídio e corrupção.

O Espiritismo possui recursos psicoterápicos valiosos como profilaxia e tratamento no uso de drogas e de outras viciações; bens mediúnicos constituem terapia de fácil destinação e resultado positivo, como seja, a oração, o passe, a magnetização da água, a doutrinação do indivíduo, a desobsessão... Recordemo-nos sempre do respeito que devemos ter com esses enfermos, atendendo-os com carinho e atenção, na certeza de resultados finais salutares.

Cercado pelo interesse de todos que o ouviam, o Benfeitor proferiu as palavras finais:
“Que o Senhor nos abençoe!”
O amanhecer anunciava-se lentamente...

 10 – Morrer e liberta-se
 Resumo de Ana Cecília Santos - ao divulgar, favor manter o crédito.

No módulo central um cooperador informou ao mentor que sua presença era requisitada em outro local, que distava 100 metros dali, onde um violento acidente de carro ceifou a vida de cinco jovens, cujo carro jazia nas águas lodosas do mangue.

O grupo foi recebido pelo irmão Agenor, encarregado daquela região que sintetizou a tragédia, relatando que o veículo estava em alta velocidade e os rapazes embriagados não perceberam uma ultrapassagem mal sucedida do carro a frente e ao desviar, o veículo bateu e foi arremessado no mangue.

A avó desencarnada de um dos rapazes dirigiu-se ao instrutor, afirmando que pelos laços de amor foi atraída para junto do neto, de apenas 17 anos. Ela tentou interferir, influenciando o neto para eu ele pedisse ao motorista que diminuísse a velocidade ou parasse o veículo, mas dada a mente entorpecida pelo álcool, não obteve êxito.

Naquele momento, a senhora sabia do sofrimento dos jovens no fundo do mangue em meio às ferragens, mas temia que o grupo caísse nas mãos do irmão infelizes, vampirizadores das últimas energias orgânicas, que se preparam para assaltar.

Bezerra a tranquilizou e preparou o grupo, de apenas quatro servidores, instigando a harmonia íntima e a confiança integral, evitando assim sintonizar com a horda expressiva e agressiva que iriam enfrentar.

De fato, os desencarnados doentios começaram a urrar blasfêmias e tentavam ridicularizar os irmãos do bem. Com punhos cerrados, tramavam cercar e impedir a ação de resgate. O instrutor orava e uma luz irradiante dele se exteriorizou envolvendo os 4 servidores.  Flocos de delicada substância caiam sobre os infelizes, produzindo choques. Alguns fugiram julgando estar na presença de feiticeiros perigosos, outros de joelho, clamaram socorro diante do que identificaram como anjos de Deus. Um último grupo resistiu, porque os espíritos ansiavam tomar posse dos cinco jovens e se achavam capazes de vencer os mágicos, mas um clarão mais forte conseguiu dispersar também os mais resistentes.

Aquela cena provocara fortes impressões, eram espíritos vagabundos, animalescos, lupinos e simiescos*, alguns tinham forma humana, porém cheia de anomalias, sujos e maltrapilhos. Enfim, eram apavorantes até mesmo para Miranda que já tinha alguma experiência nas regiões inferiores. Mas Bezerra explicou que “O auxílio do alto nunca falta. Este não é o momento de socorrê-los.” Estavam clamando socorro apenas por medo e não por desejar a transformação, porém sem saber, eram assistidos por equipes especializadas. Miranda passou a sintonizar a misericórdia divina e a lamentar que os irmãos estivessem naquela situação, afastando-se, por livre arbítrio, da felicidade que só bem traz.

Outros cooperadores espirituais, adestrados em salvamento, se apresentaram para auxiliar.  Um grupo chegou do posto com uma rede especial. O mentor convidou a concentração e o grupo desceu ao fundo do mangue, onde se aproximaram dos corpos dilacerados e perceberam a luta dos espíritos imantados aos despojos físicos. Eles morriam e ressuscitavam, remorrendo de forma contínua. Os que gritavam por socorro sentiam o lodo dominar as vias respiratórias, fazendo-os desmaiar.

A avó auxiliou em todo momento e por fim pode cuidar carinhosamente do neto. Os espíritos eram desconectados dos laços fluídicos e colocados na rede. Esse processo demorou cerca de meia hora. Por fim, eles foram levados a superfície e transferidos para padiolas.

“Interrompida a comunicação física, permanecem poderosos liames** que se desfazem somente à medida que se iniciasse o processo de decomposição cadavérica, em tempo nunca inferior a 50 horas”, considerando-se a violência da desencarnação em período mais longo.

“Não há mortes iguais. Morrer significa libertar-se. A morte é orgânica, mas a libertação é de natureza espiritual.” Ela pode ser breve como em espíritos nobres ou extremamente longa como nos suicidas.

 Miranda se comoveu com a ternura com que a avó envolvia o neto adormecido. O espírito dele já estava em superfície, mas ainda estremecia sob o efeito das reações venosas remanescentes do corpo que se despojara.

Um carro guincho se aproximava para retirar o carro do mangue e muitos curiosos lá permaneciam, quando o Orientador convidou a todos para saírem do local, pois nada mais restava a fazer naquela nascer do sol. O barulho e o desfile prosseguiam intermináveis.

*relativo a lobo e macaco.
** vínculos, ligações.






ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...