sábado, 24 de março de 2018

NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - Quinta Parte


NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - Quinta Parte
Data da Reunião: 28/02/2018
21. ROGATIVA / SOCORRO
O espírito de Manuel Trindade ao desencarnar, depois da fase de perturbação, descobriu toda a trama associada ao rapto da filha, inclusive a sua morte.

Quando Noemi desencarnou, não foi encontrada por Manuel, mas pela esposa traída,  a quem estimulará o marido a matar, sofrendo por muitos anos.

O irmão Artur recebeu Noemi como filha e, a esposa traída como companheira e mãe de Noemi, a fim de que o amor maternal vencesse o ódio.
"Todo desequilíbrio resulta de uma ação que logo será refeita, preservando a ordem, a harmonia que predomina em tudo".

Após o esclarecimento, o Benfeitor recebeu a informação do Departamento de Comunicações que havia chegado orações com pedido de emergência de uma jovem que corria risco de sofrer abuso sexual.

O grupo acompanhado de Dr. Bezerra, em com o pensamento no Cristo, deslocaram-se para o local.

A jovem tentava se libertar dos jovens agressores, ao seu lado uma Entidade a ajudava dando-lhe forças. Sob a imantada mental, os agressores afrouxaram os braços e a jovem, aos prantos, levantou-se.
O Benfeitor entrou em sintonia com o motorista de uma patrulha próxima. Rapidamente a sirene anunciou a passagem, o que fez com que os malfeitores, apesar de tentarem fugir, fossem capturados.

A jovem não quis prestar queixa e foi encaminhada a um posto de saúde, onde foi medicada e depois conduzida ao lar, acompanhada do seu gentil protetor espiritual.
Aos policiais explicou que fora apenas um susto, inspirada, convenceu-os que tudo estava bem. De qualquer forma, os rapazes ficariam durante o carnaval em cárcere, para evitar novas vítimas. 

O motorista comentou com os colegas que nunca passava por aquela via, porém ouviu uma voz vigorosa: "Venha aqui" e ele obedeceu.

O protetor espiritual da moça contou ao grupo que ela tinha ido confortar uma idosa solitária, que lhe recebia ajuda financeira e espiritual. Apesar de saber os perigos de ir desacompanhada, orou e foi ao auxílio da amiga. Ao retornar para a sua casa já era tarde, sendo espírita, orava para que tudo ocorresse bem, quando foi abordada pelos rapazes.
Então, Manoel de Miranda questionou como que aquilo aconteceu, já que ela estava fazendo caridade e em oração. 

O Benfeitor falou que a oração nos imuniza contra o mal e nos dá força para suporta-lo, mas não impede que passassem por adversidades necessárias para a nossa evolução. 
A irmã que já caminhava na seara do bem e sempre estava em oração recebeu a ajuda necessária. O que ocorreu foi devido à débitos cometidos na área da sexualidade e da prepotência que causaram dor naqueles afetados por ela. A aflição que ela passou anulou futuros sofrimentos.

Consciente de ter que passar por aprovações, dispõe-se a renovação pelo amor e pelo trabalho edificante. Desta forma, teve méritos para mudar essa prova na atual existência.

A sua prece sincera e a conduta reta, permitiu que ela fosse assistida pelo seu protetor e auxiliada por nós. ..."num momento de provação bem suportada, graças aos valores que já lhe pesam positivamente, liberou-se de largos testemunhos de dor e sombra no futuro."
"O amor anula os erros e pecados, preparando o ser para, testado, superar os impactos descarregadores do comportamento sadio."
Ela triunfou, não complicando a situação dos agressores, que após uma noite detidos, recuperariam a sobriedade e no futuro evitariam ter a mesma atitude.
"Em verdade, nenhuma rogativa honesta, dirigida ao Senhor, fica sem resposta de socorro imediato. Quiçá, não chegue de forma que se pretende, mas, conforme é de melhor para o necessitado, o que expressa o grau de sabedoria que responde."
A oração deve ser pura e simples, com muito amor e fé, 
O  grupo estava retornado, quando o Benfeitor foi abordado por uma senhora desencarnada, que lhe pediu auxílio para a sua filha que acabara de chegar, após um desmaio.
Dr. Bezerra esclareceu que se tratava de um caso de epilepsia suave. Então, o Benfeitor tocou nas têmporas do médico que estava fazendo o atendimento. Era um homem ético, missionário anônimo da "arte de curar", logo portador de excelentes credenciais no campo de ação do auxílio espiritual.
O médico identificou os pensamentos do Dr. Bezerra quanto ao diagnóstico da paciente. Ele recomendou ao acompanhante da paciente a levasse para a casa, para que posteriormente fossem realizados exames específicos e o tratamento correto. E apesar de não ter religião, o médico recomendou que a levasse a um centro espírita, pois ele tinha alguns clientes que tiveram excelentes resultados participando de seções espíritas. 
A mãe agradeceu ao Dr. Bezerra pelo auxílio e foi ficar ao lado de sua filha.
Dr. Bezerra falou que às vezes, é mais fácil lidar com aquele que diz não ter religião e amo o próximo, servindo-o, do que com aquele que se diz religioso, sem amor ao próximo.
Resumo elaborado por Débora Loures. Favor manter os créditos

22. ATENDIMENTO COLETIVO
Busca-se o prazer do momento, que logo passa, esquecendo-se dos momentos que virão. Os gozos indevidos, apressados, prenunciam frustrações que, inevitavelmente, chegarão. Preferindo fruir agora, muitos desperdiçam os melhores recursos da vida, esquecendo-se da misericórdia de Deus, socorrendo-os; onde estiver a necessidade de qualquer porte, muito próxima estará à ajuda do Amor do Pai.

Os inumeráveis acontecimentos daqueles dias, onde muitos receberam apoio e ajuda do plano espiritual, surpreendeu até àqueles trabalhadores mais experientes em trabalhos de natureza espiritual. Em suma, aumentando os problemas, igualmente surgem as soluções.

O Centro de Comunicações captava as rogativas e as distribuía aos mensageiros de paz na direção dos suplicantes, levando em conta que nem sempre é o grau de gravidade que desarvora a criatura, mas o valor que se lhe atribui; na vida são as experiências, os acontecimentos que exercitam o espírito na busca da paz em plenitude.
Surpreendia-nos a multidão que desfilava pelas avenidas. Os bailes numerosos aconchegavam pessoas embriagadas pela ânsia das sensações mais fortes, num crescendo de loucuras até o exaurimento das forças... Visitamos algumas enfermarias onde se recolhiam os desencarnados daqueles dias, em cujo trabalho eram ajudados por familiares voluntariosos, permitindo que durante o exame dos enfermos ali albergados, pudessem os trabalhadores especializados dispensarem esperanças e consolações a um maior número de necessitados.
Na ala dos agitados, chamou-nos a atenção um homem que, embora medicado, gritava, tentando segurar o ventre com sinais de tremenda hemorragia, que parecia permanecer, embora com menor volume. O enfermeiro explicou: “É uma vítima de cruel homicídio. Passeava com a mulher e a filha, observando os blocos que desfilavam, quando dois mascarados à guisa de brincadeira, passaram a perseguir a moça e a senhora, sem qualquer respeito por ambas e pelo pai e marido. Como os dois estranhos estivessem se excedendo o senhor reagiu verbalmente, gerando um atrito, onde ele acabou sendo esfaqueado covardemente, tendo os agressores fugido e o ferido encaminhado ao pronto socorro.”
Dr. Bezerra pareceu penetrar-lhe o íntimo enquanto Manoel Philomeno entrava em prece, suplicando pelo paciente e sua família que enfrentavam nova experiência a partir de então.
O enfermo recebeu do Benfeitor recursos pacificadores que lhe estancaram o fluxo sanguíneo; o doente asserenou, silenciando e penetrando em sono profundo, reparador. O Benfeitor passou novas instruções ao enfermeiro e todos se retiraram.
Olhando para o semblante de Manoel Philomeno ponderou: “Esse é o campo que devemos peneirar... (igual do jargão ‘joio do trigo’)”.
“Munindo-nos de compaixão, somos convidados ao auxílio à educação das almas sem os caprichos de partidos ou interesses pessoais, sem amparar as vítimas, procedendo com malquerença em relação aos algozes, atendendo a todos indistintamente, não julgando. O socorro ao tombado por mãos criminosas é urgente, todavia, o homicida necessita do cerceamento da liberdade para que possa reorientar-se e dignificar-se. A caridade e o perdão não compactuam em convivência pacifica com o erro e a criminalidade. Educar, reeducar são recursos de amor, terapias valiosas que fazem muita falta na Terra.”
Houve uma pausa própria para a reflexão. A seguir ele concluiu: “O irmão que ora visitamos aqui no hospital, poderia ter evitado o acontecimento que fazia parte do seu programa cármico, não em tais ou quais circunstancias. Os seus compromissos negativos propunham-lhe o retorno ao Mundo Espiritual, que poderia ser por acidente, longa enfermidade, homicídio... O silêncio aplicado na provocação do irresponsável é como algodão, de tranquilidade, posto na ferida dolorosa... A vida ensina que sempre ganha aquele que cede, que serve, que perde, por mais estranho que possa parecer; nosso irmão apesar da circunstancia em que veio para cá, faz juz a socorro e assistência mais dilatada que lhe poupará outras aflições. Confiemos sem restrições.”
Momentos depois, o Amigo convidou-nos para nova tarefa: Tratava-se de atendimento a um grande número de sofredores, fixados em região de punições a que se submetem, em área próxima de onde estavam.
O local era um mundo especial, primitivo, pantanoso e nauseante, em grande área urbana. Gemidos e imprecações misturavam-se em aterradora intensidade; o Benfeitor alertou-nos que avançássemos em fila indiana e não nos detivéssemos sob qualquer pretexto. De quando em quando surgiam-nos sombras humanas que se asfixiavam na área pantanosa, levantando-se, gritando, para logo desaparecer no lamaçal pútrido e fétido. O silêncio entre os componentes do grupo era total; meia hora depois do lento e cuidadoso avanço, pararam a borda de um despenhadeiro, donde se via, com dificuldade, um gigantescos abismo. O Benfeitor, profundamente concentrado, utilizando-se de uma corneta de propagação do som, começou a falar:
“Irmãos do sofrimento! A misericórdia do Pai magnânimo chega até vós. Soa o momento da vossa recuperação e próxima paz. Aproveitai! Tentai o arrependimento e vinde, que os esperamos!”
Levantou-se um clamor...blasfemas e ameaças cruzaram o ar pestilento, gritaria ensurdecedora se seguiu, palavras grosseiras, ladridos e uivos animalescos acompanhavam a balburdia.
Entretanto, diversos pediam: “Salvai-nos, anjo de Deus! Socorrei-nos do Inferno...”
Bordoadas e chibatadas estalavam, vingativas, obrigando as vítimas a afundarem no atoleiro imundo, asfixiando-se... havia uma lamina de força – invisível – que nos defendia dos agressores e apedrejadores. Ato continuo, o Mentor ordenou: -Atirai as redes!
Os cooperadores que já estavam acostumados àquele tipo de socorro, lançaram as redes, ocasião em que o Mentor aduziu: - Segurai as redes se estiverdes resolvidos a mudar de vida, a crescer para Deus!
Dezenas de espíritos agarraram-se às cordas entrelaçadas, porém, alguns não conseguiram segurar-se provocando ira e zombaria deles mesmos, revoltados. A operação levou quase ¼ de hora, os recolhidos eram levados em padiolas, enquanto o Benfeitor rezava por eles, ao mesmo tempo em que encerrava a tarefa. No retorno, ele explicou que alguns não conseguiam agarrar-se as redes, pois estas são feitas de substancias retiradas do fluido cósmico, fortes, porém delicadas; dependendo de quem as segurasse, elas poderiam enrijecer-se ou diluir-se... Ninguém ludibria as Leis. Em todo lugar, nem todos que requerem amparo desejam-no realmente; querem liberar-se de situações que lhes desagradam, sem que mudem de comportamento. Choram e sofrem, mas não pretendem a transformação interior, necessitando de penoso aprendizado. Recebendo assistência imediata, os recém libertos foram conduzidos ao Posto Central, para onde todos retornaram, concluída a tarefa.
Manoel Philomeno ficou a meditar!
A lição? A cada um segundo as suas obras.
Resumo elaborado por Adilson Ferreira. Favor manter os créditos

 23. TRAMA NA TREVA
Dezoitos sofredores foram liberados da região de sofrimentos. Tinham permanecidos nos círculos vibratórios da crosta terrestre, mergulhados nas densas faixas de desespero que eles mesmo liberaram e mantinham
“A mente plasma, no fluido cósmico, sob o império da vontade, o que mais ambiciona, vitalizando com ações, que são decorrência dos desejos acalentados, o que lhe servirá de suporte para elevação espiritual ou armadilha para a queda”.
“Em lugares onde o comportamento mental é pernicioso, idêntico em muitas pessoas pela gama de interesses vividos, surgem redutos de incúria e sofrimento espiritual...”
Onde há concentração de vibrações superiores, abrem-se vias de comunicação com as Esferas elevadas, onde os bons Espíritos convivem com as almas que se lhes afinam.
A sintonia é Lei da Vida. Vivemos onde e com quem desejamos estar, de acordo com a nossa sintonia psíquica, mesmo quando não estamos encarnados num corpo físico.
Há um intercambio vibratório em todos e em tudo, respondendo pela harmonia universal.
A festa carnavalesca continuava frenética, exigindo dos que ali estavam total e exaustiva doação.
Dr. Bezerra foi informado que as trevas tramavam nefasta cilada. Alguns espíritos maldosos a espreita de algumas pessoas, alimentavam desejos de vingança, visto que as circunstancia eram favoráveis para a execução de um plano para anular-lhes a vida física.
As pessoas em questão iniciavam-se no estudo da Doutrina Espírita. Não se tratava de um grupo de moral equivocada.
Joviais e extrovertidos, brincavam conforme os padrões da mentalidade da época, sem dar-se conta dos riscos a que estavam expostos.
Eram dois casais que haviam se aproximado da filosofia espírita em razão da mediunidade que aflorara em Julia.
Orientados por abnegado Amigo Espiritual, entraram para os estudos da Doutrina e dos trabalhos socorristas de uma casa espírita. O Dr. Otávio, esposo de Julia, logo se dispôs ao atendimento gratuito aos enfermos.
O casal Marcondes e Raulinda haviam reencarnado com a recomendação de produzir o bem na atual etapa.
Marcondes era engenheiro civil e acalentava o sonho de realizar uma obra social de amparo, nos moldes cristãos, embora na época não estivesse vinculado a qualquer religião. Raulinda com formação no Serviço Social partilhava dos planos do marido.
Julia, ainda em fase de conhecimento técnico e educação das faculdades mediúnica, tornava-se instrumento das Entidades esclarecidas, mas também dos portadores de perturbação ou maliciosos, com os quais é mais fácil a sintonia mental.
O médium, geralmente, é espírito endividado em si mesmo, com vasta cópia de compromissos a resgatar, trazendo matrizes que facultam o acoplamento de mentes perniciosas do Além-túmulo, que o impelem ao trabalho de autoburilamento, quanto ao exercício da caridade. Além disso, em considerando seus débitos, vincula-se aos cobradores que o não querem perder de vista, sitiando-lhe a casa mental, afligindo-o com o recurso de um campo precioso e vasto.... tentando impedir-lhe o crescimento espiritual... Criam armadilhas, situações difíceis...., cercam-no de incompreensões, porque vivem em diferente faixa vibratória, peculiar, diversa aos que não possuem disposições medianímicas”.
“É um calvário abençoado a fase inicial do exercício e desdobramento da mediunidade.... é o meio de ampliar, desenvolver o treinamento do sensitivo, que aprende a discernir o tom psíquico dos que o acompanham, em espírito, tomando conhecimento das leis dos fluidos e armando-se de resistência para combater as más inclinações que são os imãs a atrair os que se encontram em estado de erraticidade inferior”.
O exercício da mediunidade requer atenção e disciplina íntima, perseverança e assiduidade no exercício, estudo cuidadoso da Doutrina, da faculdade e de si mesmo, a fim de alcançar as finalidades superiores a que a mesma se destina.
“Qualquer médium que fuja do estudo e do exercício correto das suas faculdades medianímicas...., encontra-se em período de obsessão, sob comando equívoco...”.
Julia ainda não se firmara nos postulados e na adoção do comportamento espírita, embora sendo pessoa de dons morais e culturais elevados, pressentia que muito na sua vida iria mudar, a partir de então.
Quem vivencia a beleza das paisagens elevadas e, tendo vencido os obstáculos, já não se adapta aos antigos lugares de baixa vibração, donde procede...
Os inimigos tramavam contra o casal. Buscavam uma forma de surpreendê-los, utilizando-se da mediunidade de Julia.
Julia sugere ao grupo que, como despedida do carnaval já que começariam uma nova vida, baseada nos postulados espíritas, fossem participar da festa carnavalesca. Dr. Otavio ponderou que não deveria haver excessos.
E, assim foram distrair-se.
No ambiente carregado de energias densas de baixo teor vibratório, Julia terminaria por assimilar altas cargas de fluidos perniciosos, que lhe perturbaria o equilíbrio. As entidades adversárias, que conhecem as fraquezas humanas, por também as possuírem, contavam com esse trunfo.
Dr. Bezerra, Philomeno e uma equipe de trabalhadores se dirigiram ao local. Observaram que os desafetos reunidos em reduto próprio, uma casa de jogatina e comércio carnal, que agora fora transformada em local de ociosos e vagabundos de ambos os lados da vida, faziam planos de vingança.
Eram seis espíritos de expressões animalescas. O dirigente não ocultava o ódio que sentia por um dos casais. Disse aos demais que somente ele e mais dois estavam diretamente envolvidos na vingança em questão, mas que a causa pertencia a todos os injustiçados. O outro casal ficaria por conta deles. Estando todos de acordo, os comparsas aplaudiram o plano.
Passando ao plano de vingança, disse que atiraria um maníaco sexual, embriagado, sobre Julia para gerar confusão, mas antes a induziria a fazer uso de bebida e a sentir o odor do lança-perfume e em seguida atuaria sobre Otavio para que cedesse aos apelos da mulher amada. Os demais se encarregariam de Marcondes e Raulinda.
E, então, quando todos estivessem aturdidos, traria o maníaco sexual, que seria fácil de ser encontrado, criando uma situação de discussão e agressão.
Com a mente aturdida com os acontecimentos, a cruel entidade faria com que saíssem em precipitação e entrassem no carro, fazendo com que colidissem com outro automóvel, árvore ou fosse arremessado ao abismo, o que fosse melhor.
Com o planejamento feito, partiriam para a execução.  Nesse momento o Dr. Bezerra fez-se perceber.
Dr. Bezerra diz não querer interferir nos planos do grupo e, aquele era o momento de buscarem a paz, e diz: “O desequilíbrio é ácido a queimar quem o transporta”...
O dirigente do bando propõe que partam dali sem dar ouvidos ao Dr. Bezerra. Os espíritos que o acompanhavam pareciam paralisados, mais pela irradiação do bondoso mensageiro, do que pelos argumentos proferidos por ele.
Bezerra pede que observem que a vingança não trouxe felicidades e sim, só mais sofrimento para eles. Se alguém os magoou, ao buscar a vingança, estarão cometendo o mesmo erro. Tal atitude só alimentaria mais ódio. Até quando viveriam assim?
Bezerra diz ainda: “Só o amor ao próximo como a vós mesmos solucionará a dificuldade”.
“Veneno com veneno mata mais. O antídoto da vingança, que é o perdão, liberta a vitima e felicita o cobrador”.
Entre o grupo de cooperadores do Dr. Bezerra, encontrava-se um sacerdote, que atendendo ao convite mental do instrutor, aproximou-se e estendeu as mãos aos atônitos sofredores.
Em meio ao silencio espontâneo, ouvimos o obsessor exclamar: “Frei Arnaldo!...”.
Subitamente o obsessor, emocionado, caiu de joelhos e disse que precisava confessar que era um desventurado, que precisava do perdão de Deus para que pudesse rever a querida mãe.
O sacerdote o convidou para que juntos se confessassem e arrependessem-se sinceramente.
O Dr. Bezerra trouxe então uma amorosa anciã, que abraçou o infeliz, dizendo que o Senhor havia ouvido a prece deles. O infeliz obsessor jogou-se nos braços de sua mãe, como se fora uma criança indefesa, a chorar.
Os demais, diante do inesperado, cederam ao apelo e pediram ajuda, sendo todos conduzidos ao posto de socorro.
Miranda diz que só depois ficou sabendo que fora a prece da genitora, em favor do filho em crise de loucura, que o Centro de registrou captou, merecendo atendimento, com o qual se liberavam os alegres jovens, que não se deram conta da trama urdida nas trevas que os envolveria...
Resumo elaborado por Francisca Passos. Favor manter os créditos

24. OS SERVIÇOS PROSSEGUEM
Poder do pensamento
Serviços dos Espíritos
Somos todos filhos de Deus
Os trabalhadores espirituais continuavam laborando incansavelmente: eram apelos de desencarnados que solicitavam apoio e socorro por familiares que se deixavam arrastar pelos dias extravagantes de folia pagã; espíritos eram recolhidos para atendimento em outros planos; encarnados e desencarnados que eram libertos de processos obsessivos... equipes especializadas movimentavam-se dentro e fora do Posto Central.
Naquela madrugada de quarta-feira de cinzas as pessoas, ainda, entregavam-se a última gota do prazer exorbitante.
Dr. Bezerra estava no Acampamento Central coordenando os serviços e detalhando a remoção dos pacientes. Ficou estabelecido que aquela construção permaneceria como um Pronto Socorro para o cotidiano conturbado da cidade, mas também para os futuros carnavais.
O novo Núcleo de Emergência funcionaria também como local de aprendizado para os futuros cooperadores do socorro espiritual.
O ministério do bem não possui limites... a psicosfera em torno da cidade ainda era muito densa, principalmente nas áreas de maior agitação.
A cidade começava a refazer-se da exaustão.
Bezerra reuniu os colaboradores mais próximos a fim de formular agradecimentos por aqueles quatro dias de trabalho, ininterruptos. Os que estavam trabalhando em outras paragens participaram da oração coletiva através de aparelhos instalados em diversos módulos e sincronizados com os subpostos.
Estavam todos em paz pelo dever cumprido!
Transfigurado, Bezerra disse-lhes sobre as valiosas experiências daqueles quatro dias e que jamais seriam esquecidas.
“Vivemos o dever fraternal, ao lado do próximo em sofrimento, sem que excogitássemos, em demasia, dos motivos e razões da aflição que o assaltou. Candidatemo-nos ao socorro, e oportunidades não nos faltaram, como não nos serão escassas, se estivermos vigilantes e dispostos ao seu atendimento. Ao trabalhador cuidadoso nunca falta o que fazer.”
Ainda frisa sobre não nos entregarmos ao desespero nos momentos de turbulência.
“Quem adia o momento da ação libertadora mais se algema à desdita, retardando, sem motivo, a própria libertação, e esse somente chega quando o homem se ilumina interiormente com a verdade, acionando os recursos do amor a benefício do próximo.”
“O nosso ontem é largo... Demora-se assinalado por escombros de sombras, que aguardam remoção. O amanhã, porém, é infinita concessão de esperança para a felicidade. O hoje, todavia, é o divisor do tempo, o momento decisivo, o convite imediato à ação que não pode esperar. Não o posterguemos, a fim de não perdermos o veículo da oportunidade correta, alongando penas e aumentando responsabilidades...”
Bezerra nos informa que o conhecedor da Doutrina Espírita não pode resistir ao chamamento da transformação de si mesmo e do planeta.
Ao término da prece, o Mentor, lentamente retornou à feição habitual...vários cooperadores agradeceram a oportunidade do trabalho, naqueles quatro dias de aprendizagem enobrecedora.
Junto a Bezerra, ficaram apenas alguns cooperadores, dentre eles, Miranda. Foram visitar os irmãos que desencarnaram durante o carnaval: Ermance estava em sono reparador, junto da avó Melide; Fábio e o colega também se refaziam através do sono, sob a assistência de D. Ruth, que informou sob o estado de adaptação da família após o golpe da desencarnação do jovem.
A senhora Melide, por conta da dor selvagem, que dominava os pais de Ermance, queria promover um encontro de pais e filha durante o sono. E Bezerra esclarece: “...Ermance não pode, nesta situação, ser perturbada por qualquer ruído, necessitando de repouso profundo. A visita dos pais perturbá-la-ia muito, em razão da zoada mental de que se encontram acometidos, no aturdimento e desespero, terminando por alcançar a jovem através de perigosos dardos de desconforto e saudade...”
Então ficou decidido que a irmã Melide iria, durante o sono dos pais de Ermance, encontrá-los e tentar acalmá-los.
O Mentor conclui: "Somente lhe recordamos, que os filhos, por mais amados, não são propriedade nossa, pertencendo antes a Deus.”
Miranda estava refletindo sobre a zoada mental e o Mentor elucidou:
“Em nossa área de ação, o silêncio não é a decorrência de cessação de voz, a parada dos ruídos que ferem o tímpano, como ocorre na Terra. Sendo o pensamento o agente, é natural que, em descontrole, produza tal descarga magnética, especialmente em casos desta ordem, que repercutiriam na enferma como sendo explosão de granadas, gritos, exclamações, o que em verdade, está acontecendo no campo vibratório dos familiares, embora sem ressonância na área física...”
Na terapia do sono, os desencarnados estavam protegidos do desequilíbrio dos parentes.
        “...o impacto emocional dá surgimento a ondas que atiram flechas  certeiras no alvo, produzindo danos lamentáveis, que devem e podem ser evitados.”

“No mundo é difícil, para muita gente, fazer silencio oral, quanto mais de ordem mental.”
Manoel Philomeno refletiu sobre o problema da maledicência, ateando incêndio em ‘palheiros próprios e alheios’. A questão dos ruídos mentais desgovernados, dos que calam quando não podem agredir, mas reagem com o pensamento em aluvião de revolta, desejos de vingança, despejando cargas de magnetismo dissolvente sobre seus opositores ou desafetos.
Os trabalhos continuavam, ainda pela madrugada seriam feitos os primeiros deslocamentos... às 19h retornariam ao Hospital de Saúde Mental para as primeiras providências no caso Julinda.
Resumo elaborado por Maria Fernanda Ribeiro. Favor manter os créditos.

25. TÉCNICA DE LIBERTAÇÃO
No hospital Dr. Figueiredo guiou o grupo até Julinda que havia adormecido devido à alta dose de antidepressivos. Seu espírito dopado era observado por Ricardo com todo seu ódio e desprezo. Ricardo, pupilo de Elvídio, não se descuidava das técnicas de obsessão infeliz, mantendo-se vigilante.  Ele havia usado o remorso de Julinda como ponte para dominá-la, impondo a ideia de loucura, fazendo a vítima fixar o momento do aborto. As irradiações positivas de amor materno, fez com que a ação obssessora fosse freada.
Ricardo não pode ver os amigos espirituais, mas se afastou diante da energia que pressentiu. Dr. Bezerra aplicou passes em Julinda-Espírito, repetindo a experiência em seu corpo. Julinda pode se acalmar em um sono refazente.
O mentor imantou-a de fluidos especiais, que pareciam resguardá-la da ação perniciosa do perseguidor.Ricardo retornou ao quarto de Julinda acompanhado de seu chefe e alguns comparsas, mas Julinda não se abalou com a presença, apesar de Elvídio ter tentado lançar sobre ela energias viciadas.
 Os amigos espirituais não eram vistos pelo grupo, mas tudo observavam. Elvídio tinha conhecimento da assistência espiritual superior, mas considerava sua presa momentaneamente protegida. Ele prometeu a Ricardo que tomaria providências e explicou que era questão de tempo, para que voltasse a absorver de seu obsessor.  Ricardo não compreendia o que se passava, mas confiou no seu chefe. Dois espíritos infelizes ficaram a porta do quarto como sentinelas.
Observando Ricardo agitado pela raiva, o Benfeitor e convidou Miranda a orar para modificar a psicosfera ambiente, o que afetou Ricardo que se aquietou e passou a refletir, retrocedendo no tempo e sentindo saudades da paz de outrora. É necessário socorrê-lo primeiramente, porque sua loucura é decorrente de dores causadas pela invigilância de Julinda.  No estado de sono, ele foi levado pelo grupo por indução hipnótica e assim teleguiado não despertou suspeitas nos vigilantes.
Ricardo foi levado a Casa espírita, onde o irmão Genézio Duarte aguardava o grupo. O médium Jonas, por psicofonia inconsciente, transmitiu as instruções do diretor. O doutrinador da Casa, Arnaldo, presidente da Sociedade Espírita, era espírita no sentido correto da expressão: estudioso honesto, autoditada, vivia a doutrina, esforçando-se para viver conforme as recomendações de Jesus e Allan Kardec. Arnaldo também tinha alta sensibilidade, sabendo distinguir a verdade e as mentiras de mistificadores de ambos os lados da vida. Respeitava os outros e era humilde, não se vestia de falsas simplicidades desnecessárias, mas também não se deixava influenciar por elogios destituídos de finalidade.
O Benfeitor teve muito cuidado no ajustamento de Ricardo aos aparelhos mediúnicos de Jonas, que ao contato com Ricardo estremeceu. Ricardo foi despertado pelo instrutor e passou a sentir desconforto, com a limitação de movimentos, tolhido pela educação do dedicado médium. Pensou em reagir, quando ouviu a própria voz pelos lábios de Jonas: “Que faço aqui?”
O doutrinador fraternalmente explicou a Ricardo o que se passava e Ricardo disse que não desejava a felicidade, que se sentia preso e que a casa de oração não era seu lugar, pois tinha como irmãos apenas os sentimentos de ódio, vingança e desespero. Com raiva, Ricardo tentou agredir o interlocutor, sem sucesso.
“Num médium espírita como Jonas, vigilante e em sintonia com os diretores espirituais da reunião, os atos de violência e vulgaridade não tem curso.
Quando fatos infelizes de porte, qual esse planejado pelo comunicante, sucederem, o médium é corresponsável, o grupo necessita de reestruturação, a atividade não tem suporte doutrinário, nem moral evangélica”
Dr. Bezerra passou a aplicar passes no médium, enquanto o mentor desprendia Ricardo, que se liberou, partindo na direção de Julinda. Sob as bênçãos de Jesus, a etapa inicial do trabalho, cujo objetivo era produzir um choque anímico em Ricardo para colher resultados futuros, foi bem sucedida.
Resumo elaborado por Ana Cecília Barbosa. Favor manter os créditos.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Nas Fronteiras da Loucura - Quarta Parte

Nas Fronteiras da Loucura

Quarta Parte

Reunião: 31/01/2018


16. CONSIDERAÇÕES SOBRE SESSÕES MEDIÚNICAS

Neste capítulo observaremos:

-Preparação para a morte

-Valorização da vida

-Comunhão de pensamentos

-Reforma íntima do trabalhador espírita

 No final do dia a equipe de atendimento junto com Dr. Bezerra foram até a enfermaria onde estavam Fábio e o seu amigo, recuperando-se através da terapia do sono.
Os recém desencarnados estavam agitados e experimentavam enormes dores.

Bezerra esclarece que as sensações são provenientes do momento do sepultamento, onde as famílias não aceitam a separação dos entes queridos e os chamam desesperadamente, inconformados, transformando esses sentimentos em “agentes mentais dilaceradores”, que os alcançam. Eles ouvem as rogativas, porém não compreendem o que está acontecendo e também não tem preparo para lidar com a situação.
Primeiro Bezerra aplicou uma carga energética anestesiante em Fábio, que prontamente acalmou-se; fez o mesmo com seu amigo, que chorava em profunda perturbação.

E elucidou:

“Este é um dos instantes mais difíceis para o recém desencarnado que perdeu o corpo, sem dele libertar-se. Há, como é natural, em casos desta e de ordem semelhante, um apego aos despojos físicos muito acentuado. Demais, os vínculos familiares são fortes cadeias que amarram as criaturas umas às outras, nestas horas mais poderosos, quando se percebe a nulidade de qualquer recurso que atenue a angústia de uma separação, que muitos ainda supõe eternas.”

Dr. Bezerra nos informa que em tais situações, a morte se transforma em fator que pode deixar o indivíduo neurótico, psicótico e pode até conduzir a loucura ou ao suicídio.
Nos diz também que as religiões tradicionais não preparam os seus seguidores para a separação, desmistificando a morte como sendo um descanso eterno.

“Ao Espiritismo, com a sua estrutura ético-religiosa firmada no Evangelho de Jesus, cabe a grandiosa tarefa de diluir das mentes o pavor da morte, educando os homens sobre a maneira de encará-la, ao mesmo tempo ensinando a VALORIZAÇÃO DA VIDA”

Então Bezerra começa a explicar a importância do intercâmbio mediúnico como função consoladora, aliviando as saudades e dores dos que ficaram, mas também dos que partiram para o plano espiritual; “ensinando pela dor a correta vivência do amor.”
As comunicações poderão ser feitas através da psicografia, da psicofonia, nas materializações ou até mesmo nas fortes induções mentais de caráter intuitivo.

“Escola de bênçãos superiores, a sessão de intercambio é medicação para os Espíritos de ambos os lados da vida, estímulo e prova da sobrevivência, por cujo valiosos concursos assumem-se responsabilidades morais e coragem para vencer as vicissitudes do caminho de ascensão...”

Dr. Bezerra alerta que de tempos em tempos, surgem no próprio movimento espírita pessoas que levantam bandeiras para que se encerrem as práticas mediúnicas. Essas pessoas sofrem influencias negativas de entidades perversas que querem acabar com os trabalhos de mediunidade digna, mas acabam sendo desmascaradas.
Ainda se recorda que Jesus no Monte Tabor, acompanhado dos discípulos, se transfigurou e, parlamentou sobre questões de alta relevância, com Moises e Elias materializados.

Atendeu o obsessor que atormentava o jovem convulsionado e, com a Sua autoridade expulsou o obsessor e liberou o paciente.
“Ali se realizara uma perfeita fluidoterapia com o obsesso, socorro ao obsessor e um intercâmbio superior com os lideres israelitas desencarnados, qual ocorre nos trabalhos espíritas práticos, sob os rígidos códigos da moral evangélica.”

Então se Jesus utilizava-se do intercambio espiritual para auxiliar encarnados e desencarnados, porque os médiuns não poderiam?
Os grupos antimediunistas alegam excesso de animismo, exagero no mediunismo, que esse período de manifestações está superado, outros até dizem que a mediunidade é prejudicial à saúde mental e emocional.

Bezerra nos diz que esses grupos estão equivocados, o animismo existe, mas cabe ao estudioso da Doutrina Espírita, ao invés de coibi-lo, educa-lo através do estudo disciplinado e criterioso, tal qual nos recomenda Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.
O intercambio mediúnico é tão valioso para os encarnados quanto para os desencarnados.

“Os chamados excessos mediúnicos não são da responsabilidade das sessões, senão da desinformação dos experimentadores e pessoas que se aventuram nas suas realizações desarmadas do conhecimento doutrinário e da vivência das suas execuções.”

Dr. Bezerra ainda nos informa da importância do estudo de O Livro dos Médiuns para os trabalhadores da mediunidade, mas que ainda é pouco conhecido até pelos que estudam com carinho e afinco a Doutrina Espírita.

“Nunca estarão ultrapassadas as realizações mediúnicas de proveito incontestável, além do poder que exercem para fazer novos adeptos que então passam a interessar-se pelo estudo da Doutrina e seu aprofundamento.”

Bezerra ainda nos diz que o despreparo dos indivíduos que faz com que o trabalho não saia de acordo com o que se esperava, há necessidade do conhecimento, da preparação doutrinária e das condições morais do trabalhador, que são fatores predominantes para um bom resultado das sessões.

“Conforme as coordenadas mentais que defluem da vivência moral de seus membros – como ocorre em qualquer atividade – estarão presentes Entidades equivalentes, oferecendo o que se merece e não o que se deseja. Indispensável, portanto, que o conhecimento, a cultura doutrinaria tenham como suporte o ESFORÇO MORAL do aprendiz, a fim se situar-se em clima de paz e privar de convivências superiores.”

Não podemos ter medo nem vergonha de sermos Espíritas, ao contrário devemos nos elevar moralmente e intelectualmente para aprendermos as verdades divinas, mas principalmente aplica-las na vida em sociedade.
Devemos respeitar todos, em seus graus evolutivos, mas devemos valorizar os trabalhadores anônimos da mediunidade, que trabalham os prol dos desencarnados pelo sacrifício, abnegação e fidelidade, que se dedicam a consolação e caridade que flui e reflui das sessões mediúnicas sérias: de curas, de fluidoterapia, de desobsessão, de desenvolvimento ou de educação da mediunidade, de materialização com objetivos sérios e superiores, favorecendo o exercício de várias faculdades mediúnicas para a edificação e vivencia do bem.

Esses trabalhadores laboram na construção do Mundo Novo de amanhã...
Fábio e seu amigo permaneciam calmos.

Bezerra informa que a irmã Ruth está ao lado dos familiares para acalmá-los. No momento do desdobramento do sono físico todos se encontrarão.

“Tudo volverá à normalidade, enquanto amanhã é dia novo de realizações, que surgirá para todos nós.”
Resumo elaborado por Maria Fernanda Ribeiro. Favor manter o crédito.

17 – APONTAMENTOS NECESSÁRIOS

O último dia de carnaval foi marcado por excessos de toda natureza. No ar uma psicosfera tóxica e alucinada. A festa dos sentidos físicos tomava conta das criaturas. Esqueciam-se dos escrúpulos, confundindo-se em uma linha comum de alienação.
Grupos de trabalhadores espirituais atentos esmeravam-se nos cuidados aos encarnados imprevidentes, como se fossem crianças inexperientes em situações difíceis.

Miranda foi convidado para participar de uma reunião mediúnica. Tratava-se de uma reunião de socorro aos desencarnados, incluindo consolação a algumas pessoas aflitas pela perda de familiares queridos.
Para Miranda aquele seria uma reunião extraordinária, considerando que era dia de carnaval.
Irmão Genésio, disse que estava surgindo uma corrente inovadora, com as quais não concordavam, visto que alguns irmãos encarnados preferiam fechar as portas da casa espírita nos primeiros meses do ano, sob a alegação de férias coletivas, o que não fazia sentido, já que o trabalho tinha primazia, conforme citação de Jesus:

“Meu Pai trabalha até hoje e eu também”.

Irmão Genésio, reconhece a necessidade do repouso, sendo normal que alguns companheiros, por motivos óbvios, procurem o refazimento em férias e recreações mas haverá sempre companheiros dispostos a permanecer, prosseguindo e sustentando algumas atividades na Casa Espírita. Ajudando e esclarecendo.
Um outro grupo, diz ser imprescindível que a casa espírita não abra nos dias de carnaval devido a vibrações negativas.

A Instituição Espírita que se baseia e se sustenta na doutrina, tem estruturas de defesa em ambos os lados da vida. Depois, cumpre aos dirigentes maior vigilância, impedindo a intromissão de desordeiros ou doentes sem condição de ali permanecer.

“Acautelar-se, em exagero, do mal é duvidar da ação do bem”.

Finalizando o assunto, Genésio contou o caso de um abnegado servidor que foi se queixar ao seu Mentor sobre as lutas que vinha travando, através de familiares exigentes, amigos ingratos e etc. Após listar os vários impedimentos, pediu ao benfeitor que o orientasse na melhor maneira de proceder.
O benfeitor então contou que um anjo preparava seu pupilo para vir a terra. Primeiro deu a ele uma guarda-chuva, tempos depois, galochas, mais tarde um chapéu e uma capa impermeável sem lhe dar maiores explicações.

Certo dia começou a chover torrencialmente e o pupilo gritou: Chove! Que faço? O Anjo respondeu: Use o material que lhe dei... Você tem recebido a luz e o discernimento do Evangelho e o apoio do mundo espiritual, não como prêmio à inutilidade, senão como recurso de alto valor para os momentos difíceis que sempre chegam... Use esses tesouros ocultos que vem guardando e não tema.
Genésio então concluiu: O médico não teme o contágio do enfermo, porque sabe defender-se.... O espírita consciente, que não usa argumentos desculpistas, sabe enfrentar vibrações de teor baixo, armado do escudo da caridade e da prece, partindo para o serviço que se faz necessário, onde dele precisam.

Por volta das 19:30 horas dirigiram-se os três à Casa Espírita. O Edifício dividia-se em várias dependências. Uma parte era dedicada a meninas carentes. Respirava-se alegria infantil sem exageros. Tudo era simples, agradável e ordeiro.
Espíritos amigos os saudaram, informando que tudo transcorria em ordem.
Foram conduzidos para uma sala que havia sido preparada com antecedência pelos espíritos amigos que já se encontravam no ambiente.

Participantes desencarnados seriam trazidos para que fosse feita a sincronia fluídica dos mesmos com os médiuns.
Havia dois jovens recém-desencarnados e um cavalheiro ansioso, que tentavam o intercâmbio com os familiares. Sentindo a presença dos entes queridos, choravam, enquanto recordações surgiam em formas idioplasmáticas, retratando as cenas vividas.

Genésio percebendo meu interesse, explicou que os dois haviam sido vítimas de acidente. Um de carro e outro de moto. Já o cavalheiro teve morte natural. O que não os tornava diferentes.
Todos estavam ansiosos pelo encontro, a fim de poderem repousar.

A mente da família, fixada neles, os fazia reviver as lembranças que gostariam de esquecer.
A recordação do instante da morte era sustentada pelos familiares, obrigando-os a reviver o que poderia ter sido amortecido em suas memorias.

Desta forma, este intercâmbio faria com que os familiares, além de serem confortados, teriam ciência da sobrevivência da alma, através de fatos que os identificariam com segurança, permitindo que eles remorram (significa morrer de novo, conforme explicação do Irmão Genésio).

Genésio diz que, a morte do corpo não desobriga o Espírito de permanecer atado ao mesmo. As impressões que se demoram, como no caso das partidas mais violentas para o mundo espiritual, aturdem o ser espiritual que oscilam entre as duas situações vibratórias, a anterior e a atual, sem fixar-se numa ou noutra.
Chamados pelos entes queridos, condensam fluidos que deveriam diluir-se.

Terminando o atendimento e estando os familiares reconfortados, os elos se romperão e finalmente eles poderão repousar, num sono de morte com fins terapêuticos.
Os familiares sempre desejam que seus afetos estejam bem, fruindo de felicidades e paz a que nem sempre fazem jus. As mensagens seriam necessariamente controladas a fim de evitar lamentações injustificáveis como informações inoportunas.

As comunicações se fazem sob o amparo dos instrutores para que haja um clima de paz. Nem sempre poderão escrever com larga lucidez, mas os destinatários não se darão conta. O importante são as noticiais tranquilizadoras e o conteúdo imortalista de que se farão objeto.
Demais, para uma comunicação psicofônica ou psicográfica consciente exige-se prática e conhecimento da aparelharem mediúnica que vai ser utilizada. Nem todos, predisposto para o trabalho mediúnico, possuem as condições exigíveis, havendo, desse modo, soluções próprias, que resolvem a dificuldade.
Resumo elaborado por Francisca Passos. Favor manter o crédito.

18. CORRESPONDÊNCIAS DO ALÉM 

Após a instrução psicofônica do Orientador, iniciaram-se as comunicações através de abnegado médium. Como nada ocorre nem se repete igual, cada ser desperta “post-mortem” com características que lhes são próprias. Em reuniões mediúnicas sérias, médiuns e doutrinadores irradiam luzes que diferem na cor e no tom, em sintonia com as Entidades que se fazem presentes. Na supervisão dos trabalhos, o Mentor ajudava àqueles com maior dificuldade de comunicação, facilitando grandemente a delicada operação; ao mesmo tempo, evitava discussões inoportunas, transmitindo vibrações de amor.
Algumas Entidades mais rebeldes eram hipnotizadas; por sua vez, induções hipnóticas do doutrinador porque carregadas de energia faziam-se portadoras do mais alto teor vibratório, atingindo os Espíritos, que, de imediato, cediam ao sono reparador, sendo transferidos para os leitos já reservados, para outras providencias necessárias. Nesse passo, o Irmão Genésio faz o convite para que acompanhássemos o trabalho do médium Jonas, trabalho esse que merecia destaque; o corpo dele, em transe profundo, era manipulado pelos Mensageiros Superiores.

Após ligeira conversa com ele, nesse interim o Mentor nos trouxe um jovem que se acidentara com moto, em deplorável estado psíquico. Antes de ali chegar, já fora atendido previamente por abnegada tia desencarnada, também presente, que já o fizera saber do novo estado em que se encontrava. Na sua confusão mental, pretendia escrever uma carta familiar, o que foi possível graças a ajuda do Diretor, contornando certa dificuldade pela falta de treino do próprio missivista; o Mentor, por sua vez, cuidava de filtrar as palavras e os pensamentos, dando-lhes a forma necessária, fazendo com que a emotividade do comunicante fosse canalizada para oferecer aos pais esperanças, e diminuindo o impacto da morte nesse momento difícil para os familiares. O ato culminante, o da assinatura ao final, foi conseguido com êxito.
Ato continuo, acercou-se outro jovem que perecera num acidente automobilístico; o Espírito encarnado que o atendia, cuidava de escrever com independência mental uma nova carta aos familiares dentro do estilo do próprio comunicante.

Diante do assombro dos presentes, o Diretor esclareceu: “A grande sensibilidade do médium poderia sofrer graves danos se ficasse sob a indução fluídica do comunicante, que, face ao perturbador estado em que se encontrava, prejudicaria a organização mediúnica e a saúde do cooperador humano. O caro Jonas atua comandando o corpo com muita facilidade como se fora um desencarnado e a comunicação é fiel, até sob o ditado de pessoa analfabeta.”
Apesar da dificuldade compreensível, o instante da assinatura evidenciou a autenticidade da caligrafia. Dr. Bezerra cuidou de ajudar a escrita da terceira página, face a diluição das energias do comunicante.

Uma coisa ficou evidenciada nesses trabalhos: - nada na Obra Divina se perde e vários são auxiliados nessas ações socorristas, pois a cada um segundo os seus atos.
O horário chega ao fim e após as instruções finais, o Mentor, às 21:30 encerrou os trabalhos; as luzes foram acesas, as páginas psicografadas foram lidas sob emoção geral e hinos íntimos de gratidão a Deus. Algum tempo depois, todos voltaram ao Posto Central.

Lá fora, prosseguia a alucinação carnavalesca...
Resumo elaborado por Adilson Ferreira. Favor manter o crédito.
19 – CONVITE AO OTIMISMO

A Terra possui ao seu redor faixas vibratórias concêntricas, sendo a mais interna condensada e a mais externa sutil. Elas são vitalizadas pelas ondas mentais dos habitantes do planeta, assim como são permeáveis a força psíquica mais sutil.
Por sintonia, os desencarnados ligavam-se àqueles que são afins moralmente.

A faixa mais condensada é densamente povoada, aonde a dor e o sofrimento predominam. Essa população que vive em estado de erraticidade inferior, é levada para lugares ermos, cavernas e pântanos do planeta, onde estão os culpados e os tombados pelos seus algozes desencarnados, que os exploram em colônias construídas e governadas por verdadeiros gênios do mal.
Nessas colônias, a crueldade predomina e a justiça é realizada pelo governante de forma perversa. Nesses locais são programados atentados contra os homens, atividades para o extinção do bem e a instalação dos impiedosos senhores absolutos do planeta. Lutam contra os Emissários da Luz, que penetram nessas regiões para tarefas libertadoras, demonstrando-lhes a fragilidade do grupo.

Eles são instrumentos da Justiça Divina que a todos alcançam, conforme a necessidade de cada um.
Os operários da caridade trabalham nesses densas regiões de sofrimentos que aprisionam inumeráveis desencarnados, que passam por momentos ou séculos nessas regiões purgatórias, até serem libertados e conduzidos para outros planos vibratórios.

Nessas regiões existem postos de socorro cristão, núcleos de apoio, centros de atendimento, todos sustentados por abnegados agentes do bem. Estes, sofrem pela ação da carga fluídica que sustenta essas regiões. São cireneus, que se sacrificam e renunciam pelo bem ao próximo. Muitos têm títulos de enobrecimento que permitiriam ir para campos mais elevados e pacíficos, porém preferem ficar aonde a dor predomina, mesmo que tenham que provar dela.
 Nessa última noite de carnaval, era possível perceber a densa e larga (alguns quilômetros) de faixa vibratória envolvendo a cidade. Essa faixa era formada pelas vibrações da mente enlouquecida dos que participavam da festa. Além dessa concentração mental, havia a influência dos desencarnados que bloqueavam os centros da razão e estimulavam a ânsia pelo prazer daquela multidão enlouquecida.

Apesar de milhões de pessoas estarem envolvidas nesse faixa vibratória, outras, mais amadurecidas, utilizavam o feriado para estudos, meditação, lazer e renovação espiritual. Há um progresso moral evidente, as atividades que permitem a evolução do ser humano tem aumentado, o preconceito tem diminuído, os direitos respeitados, as classes sociais menos favorecidas já não são desprezadas, as leis são mais benignas, entre outros avanços.
 O que ainda observamos, são resquícios do nosso passado que não foi ainda superado, apesar da força magnética de Jesus nos puxar em direção ao luz.

Da mesma forma, que aqueles que socorrem, ontem estavam mergulhos na ilusão, chegará o dia em que os irmãos encarnados estarão do mesmo lado, marchando juntos em direção a evolução.

" O nosso mestre foi o mensageiro da alegria, da esperança e da paz. Todo o evangelho é um hino de eloquente beleza à vida. Nos Seus passos, ficaram sementes que ora enflorescem o mundo, modificando a árida paisagem que Ele encontrou. Mesmo a tragédia do Gólgota, assinalada pelas Suas dores, é o prenúncio da madrugada da ressurreição em plenitude de luz e felicidade. "

Estamos no momento de transição moral do planeta. Desta forma, todos esses espíritos presentes nestas faixas inferiores, ainda ligados aos instintos agressivos, vem reencarnado em massa, para ter a oportunidade de escolher entre a liberdade ou o exílio.
Deus oferecem oportunidades iguais a todos. O serviço permitirá o crescimento e as aflições de que são portadores permitirão a desenvolveram responsabilidades.

Para ajudar, temos inumeráveis colônias de amor, de criação recente, próximas à Terra, derivadas da renúncia de apóstolos do bem, que por caridade permaneceram aqui para iluminar a noite interior dos homens de ambas as esferas da vida.
Na crosta, surgem novos postos de atendimento e em vários lares, a luz tem moradia, devido ao evangelho no lar.

O grupo se deslocou em direção ao hospital, para visitar Noemi.

Resumo elaborado por Débora Loures. Favor manter o crédito. 

20 – CAUSAS ANTERIORES DOS SOFRIMENTOS

Na UTI o irmão Arthur assistia o despertar da filha que adormecera devido à medicação e à hemorragia. Aos poucos as lembranças retornavam, acompanhadas da dor física. Sem o perseguidor espiritual a sensação de bem estar durou pouco, pois ela se deixou impregnar pela mágoa, lamentando não ter morrido. A angústia a dominou, seguida de revolta e inquietação. O benfeitor sugeriu ao irmão Arthur que inspirasse o médico a retornar ao leito de Noemi que chorava de forma exagerada só parando com sedativos que foram misturados ao soro. O genitor envolveu a filha em ondas calmantes para adormecer, liberando o espírito que continuava em agitação ruminando vingança.
 O diretor explicou que isso era esperado já que aquele espírito era comprometido e imaturo. A mágoa causa desarticulação dos equipamentos do sistema nervoso central, interrompendo o ritmo das respostas.

“A precipitação, que é irmã da revolta, responde por muitos males que poderiam ser evitados...”

“Por isso, cada qual elege e constrói o paraíso ou o inferno que prefere, no íntimo, passando a vivê-lo na esfera das realidades em que transita.”

O amoroso Guia chamando o espírito de Noemi à responsabilidade, o acalmou como que despertando de um pesadelo para encontrar seu pai Arthur. Comovida diante de Arthur, Noemi chorava esquecendo a ira e os planos de vingança, apenas a dor foi ao encontro do carinho paterno. Quando recuperou a fala, Noemi questionou a justiça divina, sentindo-se vítima, porém seu pai mencionando a bondade infinita do criador, lembrou que o suicídio é atitude de rebeldia das mais vis, não sabendo dizer qual o espírito mais errado dos três.

“Agir corretamente, não nos credencia a louros nem prêmios extras,...” “O certo e iniludível é que ninguém sofre sem uma ponderável razão, nem pessoa alguma que delinque fugirá de ser recambiado à justiça que nela própria vige, sob a ação da inderrogável1 Justiça Divina.”

Para facilitar o entendimento da filha, o pai comparou a vida a um rio, com obstáculos, impedimentos, que são superados de modo a alcançar o oceano da paz. Explicou que as reencarnações nos levam ao trabalho contínuo para que aprendamos a tomar as decisões corretas, superando as dificuldades.
Arthur afirmou que convidou Bezerra de Menezes para auxiliá-la e agradece à Deus o socorro alcançado.  Ao apresentá-lo, Noemi se emociona com a irradiação do benfeitor julgando estar diante de um anjo de luz. Bezerra humildemente responde: “sou somente seu irmão...”

Sob seu tratamento, Noemi recorda uma de suas existências e a cena que vê se passa em outubro de 1832 em Porto, Portugal, onde ela, viúva com idade inferior a 40 anos, herdara propriedade e desfrutava de prestígio na comunidade. Ela se viu participando de reunião política, onde sugeriu o rapto de uma criança de 8 anos, filha de um considerado traidor miguelista.  Eram dias de luta entre liberais e absolutistas, liderados por D. Pedro IV (que abdicara no Brasil como D. Pedro I) e príncipe D. Miguel.
O raptor enfurecido com o choro da criança a enforcou. Sr. Manuel Trindade também desencarnou na ocasião, tornando-se perseguidor espiritual de Noemi na vida atual.

A criança cresceu em espírito, aguardando com a avó, a oportunidade que só agora alcançava.
Noemi na vida anterior era soberba e egoísta, além de tramar o rapto, havia seduzido o capataz das suas terras, atual Cândido, estimulando-o a assassinar a esposa, que na atual existência retorna ao seu convívio como Enalda.

Bezerra a convida a praticar o perdão incondicional e a irrestrita confiança em Deus. Sobre suas perguntas sobre o futuro, ele esclarece que o tio Agnaldo, irmão de Arthur, irá convidá-la para sua casa e ela deverá aceitar o convite, pois ele será um grande amigo capaz de ajudá-la a se refazer após a separação que deve ser amigável e discreta. Bezerra recomenda que ela não detalhe a traição infeliz.
Com ressentimentos, Noemi pergunta por Enalda e Cândido e Bezerra responde. “Cada um responde pelos seus atos.” Eles não ficarão indenes2 a reeducação.

A jovem recebeu assistência, também ministrada ao corpo por operação fluidoterápica até que um enfermeiro do posto central chegou para continuar o amparo à Noemi.

Resumo elaborado por Ana Cecília Santos. Favor manter o crédito.

1- inderrogável = que não pode ser anulado

2- indene= ileso, intacto, que não sofreu dano
Próxima reunião: 28/02/2018

ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...