segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Treino para a morte

Preocupado com a sobrevivência além do túmulo, você pergunta, espantado, como deveria ser levado a efeito o treinamento de um homem para as surpresas da morte.

A indagação é curiosa e realmente dá que pensar. Creia, contudo, que, por enquanto, não é muito fácil preparar tecnicamente um companheiro à frente da peregrinação infalível.

Os turistas que procedem da Ásia ou da Europa habilitam futuros viajantes com eficiência, por lhes não faltarem os termos analógicos necessários. Mas nós, os desencarnados, esbarramos com obstáculos quase intransponíveis.

A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material.

Entretanto, a Religião, até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundez da alma.

Importa considerar também que a sua consulta, ao invés de ser encaminhada a grandes teólogos da Terra, hoje domiciliados na Espiritualidade, foi endereçada justamente a mim, pobre noticiarista sem méritos para tratar de semelhante inquirição.

Pode acreditar que não obstante achar-me aqui de novo, há quase vinte anos de contado, sinto-me ainda no assombro de um xavante, repentinamente trazido da selva matogrossense para alguma de nossa Universidades, com a obrigação de filiar-se, de inopino, aos mais elevados estudos e às mais complicadas disciplinas.

Em razão disso, não posso reportar-me senão ao meu próprio ponto de vista, com as deficiências do selvagem surpreendido junto à coroa de Civilização. Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos.

A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante. Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição.

O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.

Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão. Tenho visto muitas almas de origem aparentemente primorosa, dispostas a trocar o próprio Céu pelo uísque aristocrático ou pela nossa cachaça brasileira.

Tanto quanto lhe seja possível, evite os abusos do fumo. Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes da nicotina.

Não se renda à tentação dos narcóticos. Por mais aflitivas lhe pareçam as crises do estágio no corpo, aguente firme os golpes da luta. As vítimas da cocaína, da morfina e dos barbitúricos demoram-se largo tempo na cela escura da sede e da inércia.

E o sexo? Guarde muito cuidado na preservação do seu equilíbrio emotivo. Temos aqui muita gente boa carregando consigo o inferno rotulado de “amor”.

Se você possui algum dinheiro ou detêm alguma posse terrestre, não adia doações, caso esteja realmente inclinado a fazê-las. Grandes homens, que admirávamos no mundo pela habilidade e poder com que concretizavam importantes negócios, aparecem, junto de nós, em muitas ocasiões, à maneira de crianças desesperadas por não mais conseguirem manobrar os talões de cheque.

Em família, observe cautela com testamentos. As doenças fulminatórias chegam de assalto, e, se a sua papelada não estiver em ordem, você padecerá muitas humilhações, através de tribunais e cartórios.

Sobretudo, não se apegue demasiado aos laços consanguíneos. Ame sua esposa, seus filhos e seus parentes com moderação, na certeza de que, um dia, você estará ausente deles e de que, por isso mesmo, agirão quase sempre em desacordo com a sua vontade, embora lhe respeitem a memória.

Não se esqueça de que, no estado presente da educação terrestre, se alguns afeiçoados lhe registrarem a presença extraterrena, depois dos funerais, na certa intimá-lo-ão a descer aos infernos, receando-lhe a volta inoportuna.

Se você já possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça. É horrível a responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele.

Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos. Convença-se de que se você não experimenta simpatia por determinadas criaturas, há muita gente que suporta você com muito esforço.

Por essa razão, em qualquer circunstância, conserve o seu nobre sorriso. Trabalhe sempre, trabalhe sem cessar.

O serviço é o melhor dissolvente de nossas mágoas. Ajude-se, através do leal cumprimento de seus deveres.

Quanto ao mais, não se canse nem indague em excesso, porque, com mais tempo ou menos tempo, a morte lhe oferecerá o seu cartão de visita, impondo-lhe ao conhecimento tudo aquilo que, por agora, não lhe posso dizer. 

Do Livro Cartas e Crônicas, pelo Espírito Irmão X, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Leila a filha de Charles

A médium e incansável trabalhadora do espiritismo Yvonne do Amaral Pereira já teve algumas de suas experiências reencarnatórias relatadas pela literatura espírita.

Agora nos chega, através da narração de Arnold de Numiers, mais uma experiência de Yvonne até então proibida de nos ser revelada.

A história de Leila, arrebatadora e emocionante, revela todo o drama vivenciado por aqueles que se entregam ao suicídio, seja de forma consciente ou inconsciente, fugindo da vida e das responsabilidades assumidas, julgando assim se livrar de suas dores e sofrimentos.

A trama do romance reúne os espíritos comprometidos entre si em nova oportunidade e nos sensibiliza quando constatamos o imenso auxílio recebido do Alto por meio dos Espíritos Benfeitores que não se cansam de apoiar, confortar e orientar aqueles que atravessam dificuldades e provações.

O Clube do Livro Espírita indica essa edificante leitura, repleta de lições evangélicas. Nos mostrando as nossas responsabilidades perante nossas escolhas (LIVRE ARBÍTRIO). A trajetória de Yvonne/Leila nos traz a esperança de que também, por meio da educação moral, podemos vencer todos os nossos sentimentos inferiores.

Boa leitura!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Pensamentos de Joanna de Ângelis


Os pensamentos constituem o reflexo do ser profundo exteriorizando as aspirações e os objetivos essenciais da vida.

Breves ou complexos expressam o estágio de evolução de cada ser.

Todas as realizações originam-se no pensamento.

Posteriormente na verbalização até transformar-se em ação.

A vida é resultado do Psiquismo Divino que a gerou, e o Celeste Pensamento adorna-se de belezas e experiências, a fim de que desabroche em sabedoria e plenitude no ser humano.

Pensa no Bem, e ele dominará a tua conduta, contribuindo para a tua perfeita sintonia com a Fonte Geradora.

Joanna de Ângelis

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Cartas de Yvonne


A mediunidade exercida por Yvonne do Amaral Pereira é aquela que denominamos "mediunidade com Jesus", a mesma - diga-se de passagem - praticada pelo médium Divaldo Pereira Franco ao longo de muitos anos. Daí a perfeita identificação entre ambos na bendita seara do Espiritismo sob a luz e as bênçãos do Evangelho de Jesus.

A relação fraterna entre Yvonne e Divaldo desvela-se nas mensagens dessas cartas de linguagem simples que os dois trocaram ao longo de anos. Nelas, a equilibrada e humilde médium nos oferece excelente material de análise doutrinária, além de revelar o árduo caminho que trilhou para exercer a mediunidade com altruísmo e dignidade, convertendo assim o seu sofrimento e sua expiação numa fecunda missão.

Muitas mensagens de incentivo, de estímulo, Divaldo recebeu de Yvonne, encorajando-o a prosseguir firme na sua trajetória como médium, enfrentando as injustiças e as maledicências dos inimigos da Doutrina Espírita. Nesse particular, ambos se incentivaram mutuamente, visto que Yvonne também sofria os ultrajes dos acusadores de plantão.

Vale a pena conhecer todas essas correspondências que nos passam lições valiosas, facultando-nos a oportunidade de direcionar nossas vidas no caminho do bem e do Amor.

Opinião do Clube:
Leitura edificante, mostra-nos a médium e suas provações; a coragem e a perseverança diante do ideal espírita, sendo sempre fiel a Kardec e Jesus. Essa leitura é de grande valia aos médiuns e estudiosos da mediunidade.

sábado, 29 de abril de 2017

Sinal Verde

Sinal Verde

Todos sabemos da necessidade da paz íntima - da paz que nos patrocine a segurança.

Não desconhecemos que todos respiramos num oceano de ondas mentais, com o impositivo de ajustá-las em benefício próprio.

Vasto mar de vibrações permutadas.

Emitimos forças e recebemo-las.

O pensamento vige na base desse inevitável sistema de trocas.

Queiramos ou não, afetamos os outros e os outros nos afetam, pelo mecanismo das ideias criadas por nós mesmos.

Daí o imperativo da compreensão, simpatia, aprovação e apoio de que todos carecemos, para que a tranquilidade nos sustente o equilíbrio a fim de que possamos viver proveitosamente.

Instado por amigos, presentemente domiciliados na Terra, a escrever sobre o melhor processo de angariar vibrações favoráveis, de modo a que se lhes facilite a caminhada nas vias da reencarnação, André Luiz oferece este livro.

Fruto das observações de um companheiro desencarnado, hoje cultor da medicina do espírito, encontramos neste volume abençoada série de respostas e perguntas inarticuladas de quantos estagiam no internato da experiência física, indicando rumo certo na viagem do cotidiano. Livro comparável a precioso formulário de receitas preventivas na garantia da saúde interior. Ensaio de imunologia da alma. Vacinação espiritual contra a queda nos complexos da culpa, dos quais nunca se sabe com que espécie de angústia, desequilíbrio, doença ou depressão se vai sair.

Como atravessar as estradas do mundo, começando da própria casa, até as eminências das nossas relações uns com os outros, nas quais somos naturalmente induzidos às mais profundas observações para assumir atitudes certas? Como adquirir a paz necessária, a fim de vivermos servindo à utilidade e rendendo oo bem, no bem de todos?

André Luiz recordou, com muita propriedade, as leis do trânsito que asseguram a ordem e a tranquilidade nas rodovias do mundo, se devidamente respeitadas, e intitulou este livro com a expressiva legenda "SINAL VERDE".

E lendo-lhes as páginas edificantes ser-nos-á fácil anotar que em cada capítulo encontramos sinais de luz, descortinando-nos caminho claro, como a dizer-nos que se atacamos o princípio do bem ao próximo tanto quanto desejamos o bem para nós mesmos, podemos livremente seguir adiante, guiando o carro da nossa vida para os domínios da elevação e do progresso, em paz com os outros e com paz em nós próprios pela força inconspurcável da consciência tranquila.

Emmanuel

terça-feira, 28 de abril de 2015

Missionários da Luz - Clube do livro de Janeiro a Abril 2015

Querido companheiro de ideal espírita, estamos atualizando nossas postagens. Em breve publicaremos os resumos que faltam do ano passado e o resumo do livro Missionários da Luz.

Forte abraço, Clube do Livro!



Primeira reunião em janeiro

Segunda reunião em fevereiro
A reunião de março foi tão profunda que esquecemos de registrar as imagens, mas o conteúdo fala por si só.

Quarta e última reunião, finalizando o estudo desse magnífico livro!!! Estamos agradecidos e satisfeitos pelo aprendizado!!!



ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...