quarta-feira, 5 de setembro de 2012

EQUILÍBRIO SEMPRE

E - Cap. XXIV - Item 7


Todos somos chamados, de vez em vez, a administrar a verdade, aqui e ali, entretanto, a verdade, no fundo, é conhecimento e conhecimento solicita dosagem para servir.

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Necessário instituir a civilização, entre os companheiros ainda empenachados na selva.

Para isso, não começaremos por trazê-los à discussão, em torno da relatividade, mas também, a pretexto de angariar-lhe a confiança, não nos cabe exalçar a antropofagia que nos caracterizava os avós.

Indispensável estender instrução à criança.

Não encetaremos, porém, semelhante trabalho, sentando-a num anfiteatro, destinado ao ensino superior, mas também, sob a alegação de conquistar-lhe o interesse, ao lhe permitiremos um bisturi nas mãos frágeis.

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Contemplando a paisagem na qual se estruturou a organização da Doutrina Espírita, com a serenidade de quem examina um quadro admirável, após a formação de todas as minudências que o integram, reconhecemos a superioridade dos espíritos sábios e magnânimos que orientaram a Codificação do Espiritismo, estudando-lhes a presença na obra de Allan Kardec.

Eles induzem o inesquecível missionário à observação das mesas girantes e à pesquisa dos fenômenos magnéticos, entretanto, em momento algum, fogem de salientar as finalidades morais do intercâmbio entre encarnados e desencarnados.

Permitem-lhe aceitar o apoio de amigos prestigiosos para o rápido lançamento dos volumes que lhe competia editar, em tempo reduzido, todavia, em tópico nenhum, arrastam o ensinamento espírita às inclinações e paixões de natureza política.

Concordam em que se recorra a certas imagens da teologia em voga, contudo, em nenhum lugar, preconiza ritualismo e superstição, em nome da fé.

Inspiram-lhe carinhoso respeito e profunda gratidão por todos os médiuns que lhe prestaram concurso, no entanto, a título de auxiliá-los ou de garantir-lhes a subsistência, não endossam qualquer aprovação à mediunidade remunerada.

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Todos encontramos aqueles que se valem das nossas possibilidades de informação e esclarecimento, no tocante às verdades dos espíritos, entretanto, para agir acertadamente, recordemos o exemplo dos instrutores da Vida Maior, nos primeiros dias do Espiritismo.

Tolerar acessórios, sem transigir com o essencial.

Dosear a verdade, sem estimular a mentira.

Amparar o bem sem encorajar o mal.

Compreensão nobre, mas equilíbrio, sempre.

Do livro "Opinião Espírita", Cap. 34, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, Psicografias de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

O MESTRE E O APÓSTOLO

E - Cap. 1 - Item 7


Luminosa, a coerência entre o Cristo e o Apóstolo que lhe restaurou a palavra.

Jesus, o Mestre.

Kardec, o Professor.

Jesus refere-se a Deus, junto da fé sem obras.

Kardec fala de Deus, rente às obras sem fé.

Jesus é combatido, desde a primeira hora do Evangelho, pelos que se acomodam na sombra.

Kardec é impugnado desde o primeiro dia do Espiritismo, pelos que fogem da luz.

Jesus caminha sem convenções.

Kardec age sem preconceitos.

Jesus exige coragem de atitudes

Kardec reclama independência mental.

Jesus convida ao amor.

Kardec impele à caridade.

Jesus consola a multidão.

Kardec esclarece o povo.

Jesus acorda o sentimento.

Kardec desperta a razão.

Jesus constrói

Kardec consolida.

Jesus revela.

Kardec descortina.

Jesus propõe.   Kardec expõe.

Jesus lança as bases do Cristianismo, entre fenômenos mediúnicos.

Kardec recebe os princípios da Doutrina Espírita, através da mediunidade.

Jesus afirma que é preciso nascer de novo.

Kardec explica a reencarnação.

Jesus reporta-se a outras moradas.

Kardec menciona outros mundos.

Jesus espera que a verdade emancipe os homens; ensina que a justiça atribui a cada um pelas próprias obras e anuncia que o Criador será adorado, na Terra, em espírito.

Kardec esculpe na consciência as leis do Universo.

Em suma, diante do acesso aos mais altos valores da vida,Jesus e Kardec estão perfeitamente conjugados pela Sabedoria Divina.

Jesus, a porta.

Kardec, a chave.   Do livro "Opinião Espírita", Cap. 2, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz,Psicografias de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

EXAMINEMOS A NÓS MESMOS

L - Questão 919

O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.
Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.
Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?
Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?
Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais
euforia na seara do Senhor?
Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?
Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?
Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?
Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?
Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?
Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?
Dissipaste antigos desafetos e aversões?
Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?
Entendes melhor a função da dor?
Ainda cultivas alguma discreta desavença?
Auxilias aos necessitados com mais abnegação?
Tens orado realmente?
Teus idéias evoluíram?
Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?
Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?
Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato,mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...

Do livro "Opinião Espírita", Cap. 1,  pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, Psicografias de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A candeia viva


“Ninguém acende a candeia e a coloca debaixo do módio, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão na casa.” - Jesus – (MATEUS, 5:15)

Muitos aprendizes interpretaram semelhantes palavras do Mestre como apelo à pregação sistemática, e desvairaram-se através de veementes discursos em toda a parte. Outros admitiram que o Senhor lhes impunha a obrigação de violentar os vizinhos, através de propaganda compulsória da crença, segundo o ponto de vista que lhes é particular.

Em verdade o sermão edificante e o auxílio fraterno são indispensáveis na extensão dos benefícios divinos da fé.

Sem a palavra, é quase impossível a distribuição do conhecimento. Sem o amparo irmão, a fraternidade não se concretizará no mundo.

A assertiva de Jesus, todavia, atinge mais além.

Atentemos para o símbolo da candeia. A claridade na lâmpada consome força ou combustível.

Sem o sacrifício da energia ou do óleo não há luz.

Para nós, aqui, o material de manutenção é a possibilidade, o recurso, a vida.

Nossa existência é a candeia viva.

É um erro lamentável despender nossas forças, sem proveito para ninguém, sob a medida de nosso egoísmo, de nossa vaidade ou de nossa limitação pessoal.

Coloquemos nossas possibilidades ao dispor dos semelhantes.

Ninguém deve amealhar as vantagens da experiência terrestre somente para si. Cada espírito provisoriamente encarnado, no círculo humano, goza de imensas prerrogativas, quanto à difusão do bem, se preserva na observância do Amor Universal.

Prega, pois, as revelações do Alto, fazendo-as mais formosas e brilhantes em teus lábios: insta com parentes e amigos para que aceitem as verdades imperecíveis; mas, não olvides que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de ti mesmo.

Transforma as tuas energias em bondade e compreensão redentoras para toda gente, gastando, para isso, o óleo de tua boa-vontade, na renúncia e no sacrifício, e a tua vida, em Cristo, passará realmente a brilhar.

(Do livro: FONTE VIVA, capítulo 81 - pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier – FEB)



Dr. Bezerra de Menezes


Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti - “O Kardec Brasileiro”

Nasceu: 29 de agosto de 1831

Declarou-se espírita: 16 de agosto de 1886

Retornou à pátria espiritual: 11 de abril de 1900

Síntese da sua Vida e Obra

1831 — nasce em 29 de agosto, no Riacho do Sangue. Estado do Ceará sendo seus pais: Antônio Bezerra de Menezes e Fabiana de Jesus Maria Bezerra.

1838 — entra para a escola pública da Vila do Frade.

1842 — continua seus estudos no Rio Grande do Norte Serra do Martins, Vila da Maioridade.

1844 — com 15 anos de idade, substitui algumas vezes o professor nas aulas de latim.

1846 — completa seus estudos preparatórios no Liceu de Fortaleza.

1851 — embarca em 5 de fevereiro para a Corte a fim de fazer o curso de Medicina.

1852 — praticante e interno no Hospital da Santa Casa da Misericórdia.

1856 — doutora-se em Medicina, obtendo em todos os anos do curso a nota “Optima cum Laude”!

1857 — sócio efetivo da Academia Imperial de Medicina.

1858 — Cirurgião-tenente do corpo de saúde do Exército. — Casa-se em 6 de novembro com D. Maria Cândida de Lacerda.

1859 — Redator dos Anais Brasilienses de Medicina até 1861.

1860 — a insistência dos moradores da freguesia de São Cristóvão inclui seu nome na lista de candidatos à vereança do Partido Liberal.

1861 — Empossado no cargo de vereador demite-se do cargo de Secretário interino do Corpo de Saúde do Exército.

1863 — Falece sua esposa D. Maria Cândida de Lacerda em 24 de março, deixando-lhe dois filhos.

1864 — reeleito para o cargo de Vereador para o período 1864/68.

1865 — Casa-se, em 21 de janeiro com D. Cândida Augusta de Lacerda Machado com quem teve sete filhos.

1867 — Presidente interino da Câmara Municipal da Corte. — Deputado Geral pelo Distrito da Corte.

1873 — Reeleito vereador para o Distrito da Corte até 1881.

1875 — Inicia o estudo do Espiritismo.

1877 — Presidente interino da Câmara Municipal da Corte.

1878 — Presidente efetivo da Câmara Municipal da Corte até 1881. — novamente Deputado Geral pelo Distrito da Corte até 1885. — inclusão de seu nome na lista Senatorial do Ceará.

1879 — homenagem dos súditos portugueses residentes na Corte ofertando-lhe seu retrato à óleo em tamanho natural pelo pintor Augusto Rodrigues Duarte.

1885 — encerra suas atividades políticas no posto de Presidente da Câmara Municipal e Deputado Geral pelo Distrito da Corte.

1886 — em 16 de agosto proclama, publicamente, sua adesão ao Espiritismo.

1887 — inicia sob o pseudônimo de MAX uma série de artigos doutrinários espíritas em “O País”, jornal dirigido por Quintino Bocayuva, e no "Reformador”, órgão da Federação Espírita Brasileira.

1889 — Presidente da Federação Espírita Brasileira e do Centro Espírita do Brasil.

1890 — Vice-presidente da Federação Espírita Brasileira. — Representação em defesa do Espiritismo ao Marechal Deodoro da Fonseca.

1891 — Vice-presidente da Federação Espírita Brasileira. — Traduz o livro "Obras Póstumas” de Allan Kardec, editado em 1892.

1893 — Representação em defesa do Espiritismo ao Congresso Nacional.

1894 — Diretor efetivo do Centro da União Espírita de Propaganda no Brasil.

1895 — Presidente da Federação Espírita Brasileira, reeleito Presidente até sua desencarnação ocorrida em:

1900 — dia 11 de abril às 11 horas e 30 minutos no Rio de Janeiro.

Anuário Espírita - 1976



Súplica de amor


Tu, que nos convidaste para o banquete da Boa Nova, embora não dispuséssemos da túnica nupcial, aceitamos a invitação, e aqui estamos.

Tu, que nos convidaste para trabalhar na Tua vinha, embora não tivéssemos condições hábeis para o bom serviço, e assim mesmo nos aceitaste.

Tu, que nos foste buscar perdidos no abismo, depois que tresmalhamos do Teu rebanho, e a ele retornamos.

Tu, sublime amigo dos desventurados, que nunca Te cansaste de chamar-nos ao seio da Tua misericórdia, em nome de Deus, e sempre acompanhas o nosso sucesso dominado pela compaixão, novamente abres os Teus braços, para que repousemos no Teu regaço.

Jesus!

Temos sede de paz.

Anelamos pelo encontro com a saúde integral que somente existe no Teu afável coração.

Permite que, deste conúbio em que desces até nós, e nos mimetizas com as Tuas energias santas, possamos representar-Te em qualquer lugar por onde deambulemos, dizendo a todos que somos os Teus discípulos, francamente fiéis, carregando o madeiro das próprias aflições.

Jesus, Tu que nos amas, ajuda-nos a aprender a amar, de tal forma que a Tua presença em nós anule a dominação arbitrária das nossas paixões, e sejas Tu a dominar-nos interiormente, como um dia penetraste no Teu discípulo, o cantor das gentes, por intermédio de quem passaste a cantar a Tua mensagem.

Segue conosco Senhor, e ajuda-nos a conquistar o nosso mundo interior para que o Teu reino se estabeleça em nós, e se prolongue por toda a Terra.

Filhos da alma, Eia, agora! Não depois, nem amanhã, nem mais tarde. O processo de transformação íntima deve começar neste instante, sem recidivas no mal, sem retorno às situações embaraçosas e perturbadoras.

O Mestre conta conosco na razão direta em que contamos com Ele. Que brilhe, portanto, em nós, a luz que vem dEle, apagando por completo a treva teimosa que permanece nas paisagens do nosso coração.

Bezerra

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da sua palestra na noite de 2 de agosto de 2012, no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, Brasil.)




ARRIMA-TE EM DEUS


O Senhor te ajuda sempre, enviando-te Seus recursos de Misericórdia nas asas do silêncio... Seu manto de Paz te aquece contra o frio do desânimo... Na luz de cada alvorecer, revela-te a doação permanente do Seu perdão, lembrando-te que cada dia que surge é uma oportunidade nova de retificar o caminho.

Arrima-te em Deus! Ele é tua indestrutível fortaleza. Embora as ondas da descrença se esbatam contra essa rocha divina, é sobe ela que deves erguer o teu refúgio! Prossegue meu irmão, confiante, apesar das lutas!

Ao longo dos milênios, quantas vezes tombaste? Decerto, perdeste a conta de tuas quedas, mas a Justiça Divina não te aniquilou!...Não ouviste, em nenhum momento, a voz de Deus te reduzindo a nada ou lançando sobre ti violentos anátemas, pelo contrário, Sua Misericórdia sempre te ofereceu condições para o reerguimento.

Alma querida, não desfaleças!... Não chores em desalento! O Pai, a cada entardecer, enfeita de cores os pórticos da noite, e para que a treva não a domine, sobre ela estende um manto de estrelas, como a dizer que, seja qual for a hora, a luz te acompanha, a fim de que não percas os rumos divinos.

A Consolação Divina se inicia no momento em que a Compreensão chega ao coração, na certeza de que há tempo de plantar e tempo de colher, e que, embora no dia de hoje a colheita seja amarga, nada te impede de iniciar, agora, uma semeadura de flores e frutos, que surgirão perfumados e sazonados nos dias de amanhã.

Do livro: "Liberta-te alma irmã",pelo Espírito Icléia, Psicografia de Brunilde M. do Espírito Santo, Lar de Tereza


ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...