quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

INIMIGOS QUE NÃO DEVEMOS ACALENTAR

Defende o mundo íntimo contra aqueles adversários ocultos que não devemos acalentar.

*

Decerto, dói-te a ofensa do agressor que te não percebe as intenções elevadas, contudo, a intolerância, a asilar-se por escorpião venenoso, em teu pensamento, é o inimigo terrível que te induz às trevas abismais da vingança.

*

Indubitavelmente, a crítica impensada do irmão que te menoscaba os propósitos sadios dilacera-te a sensibilidade, espancando-te a alegria, entretanto, a vaidade, a enrodilhar-se no teu coração por víbora peçonhenta, é o inimigo lamentável que te inclina à inutilidade e ao desânimo.

*

Em verdade, a calúnia do amigo perturbado lança fogo ao santuário de teus ideais, subtraindo-te a confiança, todavia, a crueldade que se refugia em teu ser por tigre invisível de intemperança e discórdia é o inimigo perigoso que te sugere a adesão ao crime.

*

Efetivamente, o desprezo que te foi lançado em rosto pelo companheiro infeliz é golpe mortal abrindo-te chagas de aflição nos tecidos sutis da alma, no entanto, o egoísmo a ocultar-se em teu peito por chacal intangível de ignorância e ferocidade, é o inimigo temível que te arroja à frustração.

*

Não são os flagelos do mundo exterior os elementos que nos deprimem, mas sim os opositores ocultos, conhecidos pelos mais diversos nomes, quais sejam orgulho e maldade, tristeza e preguiça, desespero e ingratidão, que perseveram conosco.
Amemos aos inimigos externos que nos desafiam à prática do bem, ao exercício da renúncia, ao trabalho da paciência e à realização da caridade, mas tenhamos cautela contra os sicários escondidos em nós mesmos que, expressando sentimentos indignos de nosso conhecimento e de nossa evolução, nos escravizam à angustia, e nos algemam à dor, enclausurando-nos a vida em miséria e perturbação.

Do livro "ATRAVÉS DO TEMPO", Pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier em Reunião Publica Data – 9-1-1956

Desafetos

Amar aos nossos adversários, desde o presente, ofertando-lhes o coração, em forma de tolerância e trabalho, devotamento e ternura é a fórmula exata para a solução dos grandes problemas que tantas vezes, por invigilância e leviandade, endereçamos, lamentavelmente ao futuro.

*

Lembremo-nos de que ainda ontem, acalentávamos antipatias e desafetos, cultivando o ódio à feição de serpe no seio.
Recordemos que semelhantes laços de treva algemavam-nos o espírito às largas sendas inferiores, impondo-nos reencarnações difíceis e angustiosas, nos campos de purgação da experiência terrestre.
Enleiados a eles renascemos no mundo e porque se nos retarde o amor, nos testemunhos de paciência e compreensão, somos constrangidos pela Justiça Perfeita, a recebê-los compulsoriamente nas teias da consangüinidade, convertendo-se-nos o templo familiar em triste reduto de sofrimento.
É assim que, reinternados na Terra, quase sempre, acolhemos na forma de entes amados velhos inimigos, que se origem, no santuário doméstico, em nossos credores intransigentes.
Surgem por filhos tiranizantes e ingratos, ou parentes invulneráveis ao nosso melhor carinho, obrigando-nos a mais doloroso acerto, porque estruturado em suor e pranto, quando o nosso perdão puro e simples conseguiria fundir a bruma aviltante da crueldade em brisa de esquecimento.

*

Para que não estejamos amanhã em lares metamorfoseados em pelourinhos, por força dos corações queridos que o resgate transforma em verdugos e inquisidores de nossos dias, saibamos amar, desde hoje, os que nos apedrejam ou firam, atormentem e caluniem, porque, em verdade, o mal é apenas mal para aqueles que o fazem, transmutando-se em bem naqueles que o recolhem entre a paz do silencio e a prece da
humildade, por saberem que a Vida é sempre luz de Deus.

Do livro "ATRAVÉS DO TEMPO", Pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier em Reunião Publica Data – 31-10-1958

Caridade da Luz

Santa – a moeda amiga ao tornar-se carinho

Em todo lar sem pão que a penúria flagela,

Enaltecida sempre – a roupa mais singela,

Que protege a nudez ao vento e ao desalinho!...

Glorificado seja – o pouso que tutela

O enfermo relegado às pedras do caminho,

Preciosa – a afeição para quem vai sozinho,

Trancando-se na dor em que se desmantela...

Nobreza em toda ação que represente amparo

Do auxilio de um vintém ao apoio mais raro,

Que a simpatia expresse e a bondade presida!..

Brilhe em tudo, porém, com mais força e grandeza

A palavra do Bom que apure a Natureza,

Iluminando o Amor e libertando a Vida!...


Do livro "ATRAVÉS DO TEMPO", Pelo Espírito Auta de Souza, Psicografia de Francisco Cândido Xavier em Reunião Publica Data – 31-7-1971

Aversões Renascentes

Problema difícil na experiência humana, que unicamente o amor consegue resolver: o antagonismo quando surge entre os que foram chamados a viver sob o mesmo teto ou na mesma equipe familiar.

Vemo-los comumente nos filhos que se voltam contra os pais ou nos que se rebelam; nos irmãos que batem os próprios irmãos; nos cônjuges que inesperadamente se afirmam uns contra os outros; ou nos parentes que não suportam os companheiros de consangüinidade.

Quando te vejas em semelhantes ocorrências de rejeição espiritual, pensa nos conflitos que volvem das existências passadas à maneira de sombras do ontem que se projetam no hoje, e dispõe-te à rearmonização, a fim de extinguir os focos de vibrações desequilibradas, capazes de gerar perigosos processos enfermiços.

A convivência induzida pelas tarefas em comum ou pelas obrigações do parentesco é a escola de reajustamento em cujo currículo de lições solicitaste a própria internação, antes do berço terrestre.

No lar ou no grupo de serviço, cada um de nós, ao tempo da encarnação, recolhe os laços mais nobres de afinidade e aqueles outros menos agradáveis, junto dos quais somos constantemente convidados a reaprender ensinamentos de compreensão e de amor.

Diante daqueles que te amam sem que ainda os ames, ou à frente daqueles outros aos quais amas sem que ainda te consigam amar, auxilia-os, procurando envolvêlos no silêncio da bondade e da simpatia.

Planta o bem que puderes, em beneficio deles, e ajuda-os a se realizarem no melhor que desejem, sem escravizá-los aos teus pontos de vista. E entrega-os a Deus, com sinceridade, porque Deus dissolverá toda maldição em socorro e transformará toda discórdia em união, abençoando e amparando a todos eles, tanto quanto abençoa e ampara a todos nós.

Do livro "AMANHECE", Pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Bem-Aventurados

Bem-aventurados os aflitos

Que, chorando – não se desanimam,

Que, ofendidos – não revidam,

Que, esquecidos pelos outros – não olvidam os deveres que lhes são próprios,

Que, dilacerados – não ferem,

Que, caluniados – não caluniam,

Que, desamparados – não desamparam,

Que, acoitados – não praguejam,

Que, injustiçados – não se justificam,

Que, traídos – não atraiçoam,

Que, perseguidos – não perseguem,

Que, desprezados – não desprezam,

Que, ridicularizados – não ironizam,

Que, sofrendo – não fazem sofrer...

Até agora, raros aflitos da Terra conseguiram merecer as bem-aventuranças do Céu, porque, realmente, com amor puro somente o Grande Aflito da Cruz se entregou ao sacrifício total pelos próprios verdugos, rogando perdão para a ignorância deles e voltando das trevas do túmulo para socorrer e salvar, com sua ressurreição e com o seu devotamento, a Humanidade inteira.


Do livro "ATRAVÉS DO TEMPO", Pelo Espírito de André Luiz, Psicografia de Francisco Cândido Xavier, em Reunião Publica Data – 17-12-1951

Fica em Paz

Tudo parece em torno
Rebeldia e tumulto.

Muitos entes queridos
Surgem desorientados.

Ouves o chamamento
De quem busca arrastar-te.

Fica contigo em paz,
Vela em silêncio e ora.

A tempestade passa,
Serve, abenços e espera.

Nada te desanime.
Deus te guarda e te vê.

Do livro " BUSCA E ACHARÁS", pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Filme dos Espíritos

PARA AMPLIAR A IMAGEM, TECLE NA TELA DEPOIS DE APERTAR O "PLAY"




Em linhas gerais, o filme conta a história de Bruno Alves, que, por volta dos 40 anos, perde a mulher e se vê completamente abalado. A perda do emprego se soma à sua profunda tristeza e o suicídio lhe parece à única saída. Nesse momento, ele entra em contato com O Livro dos Espíritos, obra basilar da doutrina espírita. A partir daí, o protagonista da história começa uma jornada em busca de sua felicidade a partir da compreensão dos mistérios da vida espiritual.  Nesta "viagem" cruza os caminhos dos personagens dos curtas metragens, histórias de superação e de luta em prol da felicidade formam a tônica do filme, e enquanto estas histórias vão sendo apresentadas os grandes enigmas existenciais humanos são explicados, como: De onde viemos e para onde vamos, as relações entre o mundo espiritual e o mundo material, e tantos outros pontos explicáveis através da obra basilar da doutrina espírita O Livro dos Espíritos.

Antes de iniciar o filme, aperte o "PLAY" e em seguida o "PAUSE". Aguarde alguns minutos para o vídeo carregar um pouco e não travar.


ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...