quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Tarefas

Gostarias de servir, guindado porém, aos altos postos, e dirimirias muitas dificuldades, Solvendo os aflitivos problemas que esmagam o povo.
Preferirias atuar em relevantes compromissos, onde a própria atividade se convertesse em repressão ao crime de todos os matizes.
Desejarias abraçar missões especiais, no mundo das pesquisas científicas ou no campo das ciências sociais, abrindo horizontes claros para a Coletividade.
Pretenderias o trabalho nas altas esferas religiosas, comentando as necessidades das massas junto aos administradores do mundo e sugerindo roteiros iluminativos quanto libertadores.
Estimarias a liderança na Coletividade favorecido pelos recursos que enxergas nos outros, e lamentas serem inúteis onde se encontram...
No entanto, não sabes as lutas das posições frontais.
Desconheces, talvez, que todos eles, Convidados pelas leis a atenderem as dificuldades dos outros homens, são, igualmente, homens em dificuldade.
Atormentam-se, sofrem, choram e vivem com a máscara sobre o cariz, conforme os figurinos da política infeliz ou os modelos da cultura em abastardamento.
Lutam contra máquinas emperradas e odiosas.
Muitas vezes são vencidos.
Alçaram-se às culminâncias do poder sem base para os pés.
São iguais a ti mesmo.
A posição de relevo não faz o caráter reto.
A mudança de governo não opera repentina mudança de moral.
O problema social é mais complexo do que parece.
Podes, todavia, muito fazer. Não de cima, mas de onde te encontras.
O suntuoso palácio subalterniza-se ao alicerce que serve de apoio à construção.
Se o sacerdócio que anelas não te alcança o ideal, recorda que o lar é a escola da iniciação primeira para qualquer investidura. Todos aqueles que se notabilizaram, no mundo, passaram pelas mãos anônimas do domicílio familiar, onde se apagaram os pais e os mestres na extensão de sacrifícios grandiosos e desconhecidos.
A ferramenta humilde que rasga o solo onde repousará o monumento é irmã do buril que talhou a pedra.
A enxada gentil que prepara a terra é companheira da pena que sanciona as leis agrárias de justa distribuição de terrenos.
Todas as tarefas do bem são ministérios divinos em que devemos empenhar a vitalidade, sem esmorecimento nem reclamação.
Sem as mãos da humilde cozinheira, as mãos do sábio não poderiam movimentar o progresso humano...
Cumpre, pois, o dever que te cabe, com a alma em prece, e embora não sejas notado na Terra, demorando-te desconhecido, recorda que Jesus, até agora, é o Grande Servidor Anônimo, a ensinar-nos que a maior honra da vida é o privilégio de ajudar e passar adiante, servindo sempre e sem cansaço.

Do livro "S.O.S. Família", pelo Espírito Joanna de Ângelis, Psicografia Divaldo Pereira Franco

sábado, 4 de agosto de 2012

DEPRESSÕES

Se trazes o Espírito agoniado por sensações de pessimismo e tristeza, concede ligeira pausa a ti mesmo, no capítulo das próprias aflições, a fim de raciocinar.

***

Se alguém te ofendeu, desculpa.

Se feriste alguém, reconsidera a própria atitude.

Contratempos do mundo estarão constantemente no mundo, onde estiveres.

Parentes difíceis repontam de todo núcleo familiar.

Trabalho é Lei do Universo.

Disciplina é alicerce da educação.

Circunstâncias constrangedoras, assemelham-se a nuvens que aparecem no firmamento de qualquer clima.

Incompreensões com relação a caminhos e decisões que se adote são empeços e desafios, na experiência de quantos desejem equilíbrio e trabalho.

Agradar a todos, ao mesmo tempo, é realização impossível.

Separações e renovações representam imperativos inevitáveis do progresso espiritual.

Mudanças equivalem a tratamento da alma, para os ajustes e reajustes necessários à vida.

Conflitos íntimos atingem toda criatura que aspire a elevar-se.

Fracassos de hoje são lições para os acertos de amanhã.

Problemas enxameiam a existência de todos aqueles que não se acomodam com estagnação.

***

Compreendendo a realidade de toda pessoa que anseie por felicidade e paz, aperfeiçoamento e renovação, toda vez que sugestões de desânimo nos visitem a alma, retifiquemos em nós o que deva ser corrigido e abraçando o trabalho que a vida nos deu a realizar, prossigamos à frente.

Do livro "Coragem", Pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

NOTA ESPÍRITA

Afirmaste, tantas vezes, sem dinheiro e que, por isso, não podes auxiliar.


Que ingratidão, ante a generosidade da vida!

Dizes que te faltam recursos para aliviar o doente e tuas mãos não podem balsamizar-lhes as feridas.

Proclamas que no dispões de finanças para escorar um amigo alienado mental, em tratamento em um sanatório, e, com teus olhos e ouvidos, conservas a possibilidade de transformar em valores de bem e mal que enxergues o escutes, imunizando muita gente contra a loucura.

Asseveras que no reténs os meios precisos para garantir a instrução de um companheiro na escola e possuis a palavra como instrumento de luz, capaz de rechaçar desentendimentos e sombras.

Alegas que não consegues remunerar o trabalhador habilitado para socorrer-te o trato de solo e deténs contigo o poder de plantar a semente assegurar a limpeza da fonte.

Trabalho inteligente é privilegio que a vida te confiou.

Os Espíritos Angélicos são realmente ministros de Deus que brilham nos Céus e fazem prodígios, executando tarefas gloriosas.

Não olvides, porém, que, a despeito de tuas falhas e imperfeições, em te confrontando com eles, junto de nossos irmãos da Terra, se quiseres servir, podes fazer muito mais.

Do livro "Coragem", Pelo Espírito Albino Teixeira, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

AJUDA-TE HOJE

Sim, nas leis da reencarnação, quase todos nós, os filhos da Terra, temos o passado a resgatar, o presente a viver e o futuro a construir.

Lembremo-nos, assim, de que, nas concessões da Providência Divina, o nosso mais precioso lugar de trabalho chama-se “aqui” e o nosso melhor tempo chamase “agora”.

Detenhamo-nos, por isso, na importância das horas de hoje.

Ontem, perturbação.
Hoje, reequilíbrio.
Ontem, o poder transviado.
Hoje, a subalternidade edificante.
Ontem, a ostentação.
Hoje, o anonimato.
Ontem, a incompreensão.
Hoje, o entendimento.
Ontem, o desperdício.
Hoje, a parcimônia.
Ontem, a ociosidade.
Hoje, a diligência.
Ontem, a sombra.
Hoje, a luz.
Ontem, o arrependimento.
Hoje, a reconstrução.
Ontem, a violência.
Hoje, a harmonia.
Ontem, o ódio.
Hoje, o amor.

Diz-nos a sabedoria de todos os tempos — “Ajuda-te que o Céu te ajudará” —, afirmativa sublime que nos permitimos parafrasear, acentuando: “Ajuda-te hoje, que o Céu te ajudará sempre”.

Do livro "Coragem", Pelo Espírito André Luiz, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

ABENÇOA E AUXILIA

A vida oferece infalível receita em favor de nossa paz.


Se a incompreensão nos aflige, abençoa e auxilia.

Se a discórdia ameaça, abençoa e auxilia.

Se a dificuldade aparece, abençoa e auxilia.

Se a crítica nos vergasta, abençoa e auxilia.

Se a maldade nos bate à porta, abençoa e auxilia.

Se a irritação nos procura, abençoa e auxilia.

Se o problema se agrava, abençoa e auxilia.

Se o desânimo intenta arrasar-nos, abençoa e auxilia.

Se a injúria nos visita, abençoa e auxilia.

Se a provação surge mais exigente, abençoa e auxilia.

Se o afeto de alguém nos abandona, abençoa e auxilia.

Ainda mesmo nos dias em que a lágrima seja a única presença em nosso coração para o trabalho a fazer, abençoa e auxilia sempre, porque abençoando e auxiliando estaremos, em toda a parte, com o auxílio e com a benção de Deus.

Do livro "Coragem", Pelo Espírito de Bezerra de Menezes, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

NA INTIMIDADE DOMÉSTICA

A história do bom samaritano, repetidamente estudada, oferece conclusões sempre novas.

O viajante compassivo encontra o ferido anônimo na estrada.

Não hesita em auxiliá-lo.

Estende-lhe as mãos.

Pensa-lhe as feridas.

Recolhe-o nos braços sem qualquer idéia de preconceito.

Conduze-o ao albergue mais próximo.

Garante-lhe a pousada.

Olvida conveniências e permanece junto dele, enquanto necessário.

Abstém-se de indagações.

Parte ao encontro do dever, assegurando-lhe a assistência com os recursos da própria bolsa, sem prescrever-lhe obrigações.

Jesus transmitiu-nos a parábola, ensinando-nos o exercício da caridade real, mas, até agora, transcorridos quase dois milênios, aplicamo-la, via de regra, às pessoas que não nos comungam o quadro particular.

Quase sempre, todavia, temos os caídos do reduto doméstico.

Não descem de Jerusalém para Jericó, mas tombam da fé para a desilusão e da alegria para a dor, espoliados nas melhores esperanças, em rudes experiências.

Quantas vezes surpreendemos as vítimas da obsessão e do erro, da tristeza e da provação, dentro de casa !

Julgamos, assim, que a parábola do bom samaritano produzirá também efeitos admiráveis, toda vez que nos decidirmos a usá-la, na vida íntima, compreendendo e auxiliando os vizinhos e companheiros, parentes e amigos, sem nada exigir e sem nada perguntar.

Do livro "Coragem", Pelo Espírito Emmanuel, Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

QUANDO PUDERES

Quanto puderes, não te afastes do lar, ainda mesmo quando o lar te pareça inquietante fornalha de fogo e aflição.
Quanto te seja possível, suporta a esposa incompreensiva e exigente, ainda mesmo quando surja aos teus olhos por empecilho à felicidade.
Quanto estiver ao teu alcance, tolera o companheiro áspero ou indiferente, ainda mesmo quando compareça ao teu lado, por adversário de tuas melhores esperanças.
Quanto puderes, não abandones o filho impermeável aos teus bons exemplos e aos teus sadios conselhos, ainda mesmo quando se te afigure acabado modelo de ingratidão.
Quanto te seja possível, suporta o irmão que se fez cego e surdo aos teus mais elevados testemunhos no bem, ainda mesmo quando se destaque por inexcedível representante do egoísmo e da vaidade.
Quanto estiver ao teu alcance, tolera o chefe atrabiliário, o colega leviano, o parente desagradável, ou o amigo menos simpático, ainda mesmo quando escarneçam de tuas melhores aspirações.

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Apaga a fogueira da impulsividade que nos impele aos atos impensados ou à queixa descabida e avancemos para diante arrimados à tolerância porque se hoje não conseguimos realizar a tarefa que o senhor nos confiou, a ela tornaremos amanhã com maiores dificuldades para a necessária recapitulação.

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Não vale a fuga que complica os problemas, ao invés de simplificá-los.
Aceitemos o combate em nós mesmos, reconhecendo que a disciplina antecede a espontaneidade.
Não há purificação sem burilamento, como não há metal acrisolado sem cadinho esfogueante.

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A educação é obra de sacrifício no espaço e no tempo, e atendendo à Divina Sabedoria, --- que jamais nos situa uns à frente dos outros sem finalidade de serviço e reajustamento para a vitória do amor ---, amemos nossas cruzes por mais pesadas e espinhosas que sejam, nelas recebendo as nossas mais altas e mais belas lições.

Do livro "Coragem", Pelo Espírito Emmanuel, Psicografia Francisco Cândido Xavier.

ESTAMOS DE VOLTA!

Olá amigo de ideal espírita, depois de um período, retornamos com nosso estudo de livros espíritas. Agora em novo formato e muito mais inter...